Não se trata de discutir méritos, mas de denunciar a arbitrariedade. A Justiça não pode se sobrepor à voz das urnas de forma casuística. A demora e a manutenção do perdedor cheiram a manobra política travestida de tecnicismo. É absolutamente inaceitável que o desejo da maioria fique refém de incertezas judiciais.
De forma autoritária, sem ser provocado por um processo judicial, Gilmar Mendes está aplicando artigo do Teto de Gastos, de Michel Temer, para em pleno ano eleitoral, manipular o que pode ou não ser votado no Congresso Nacional, em benefício dos grandes bancos.
Em sua segunda proposta de delação premiada apresentada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), Daniel Vorcaro revelou a existência de um outro contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, no valor de R$50 milhões.
A extinção do financiamento público favoreceria ainda mais apenas os partidos já consolidados e os candidatos com apoio do grande capital, eliminando a já limitada capacidade de partidos operários e de esquerda de competirem em condições mínimas de igualdade.
“Sem reajuste digno, o governo empurra o servidor para o crédito longo. Ele pagará muito mais juros ao banco”, afirma o economista Paulo César de Souza.