A vitória de Lula não encerrou a crise institucional. Quando decisões excepcionais afetam o processo eleitoral ou atingem adversários políticos, a transparência é uma exigência democrática.
A tentativa de setores da esquerda parlamentar e identitária de explicar a ascensão da extrema-direita por meio de teorias psicológicas, “poder dos mitos” ou falhas de formação cultural do eleitorado representa uma fuga covarde da realidade política e material.
Desesperada diante do crescimento de Flávio Bolsonaro, a direção petista abandonou os compromissos históricos com a classe trabalhadora para capitanear abertamente o programa da direita.
Rui Costa Pimenta relacionou a proposta de voto nulo à necessidade de uma alternativa operária diante do declínio petista:“o PT não é alternativa em nenhum sentido”. E acrescentou: “é necessário construir essa alternativa”.
O ator petista Zé de Abreu, criticou declaração dada pelo deputado federal eleito por Minas Gerais, Pedro Rousseff (PT), à Folha de São Paulo. O sobrinho de Dilma Rousseff afirmou que “se o PT não mudar, o PT acaba”, cobrando do partido o incentivo a novas lideranças.
Diante da possibilidade da vitória, dirigentes bolsonaristas e do STF procuram acordo, enquanto Lula apresenta proposta vaga de mudança na escolha de ministros da Corte