Por três anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se recusou a aumentar o valor do Bolsa Família. Agora, durante as eleições, Lula anuncia um aumento miserável daquilo que já é, em si, uma miséria.
No caso do STF, a única saída democrática passa por uma radical reforma do Judiciário: a dissolução do STF, o fim do poder das corporações de toga e a instituição da eleição direta para todos os juízes pelo voto popular, com mandatos revogáveis e sujeitos ao controle da população.
O escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expôs uma ferida ainda mais profunda no regime político: a farsa de um processo eleitoral inteiramente controlado por essa mesma casta de burocratas.
O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal e a revelação de documentos que expõem monitoramento ilícito, “arapongagem” e vazamentos de operações policiais, mesmo tendo sido suspenso pelo presidente da Corte escancaram que a crise do aparato de Estado atingiu o ponto de não retorno.
A esquerda deve se posicionar de forma crítica e independente, buscando reconstituir sua ligação com os trabalhadores e resistindo à tentação de se aliar a setores que historicamente representam os interesses do grande capital contra os a imensa maioria do povo trabalhador.