Mais uma vez, um pleito eleitoral no Brasil é decidido não pelos eleitores, nem por representantes no Legislativo, mas por decisões de uma casta judiciária que nunca foi eleita por ninguém.
A direção petista acreditou que retirar sua candidatura e apoiar Eduardo Paes seria uma maneira inteligente de bloquear a direita. A eleição deixou um quadro bem diferente.
O resultado do primeiro turno revelou o esgotamento do PT e a farsa da conciliação; para enfrentar a direita, é preciso romper com a tutela da burguesia e abandonar a ilusão no falido regime político.
O principal derrotado das eleições foi o regime político representado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cada vez mais identificado pela população com os interesses dos grandes bancos, dos monopólios e dos setores mais privilegiados da sociedade.
Eleições expressam a derrota dos métodos de conciliação da esquerda parlamentar, bem como da tentativa de sufocar a oposição via repressão e sem atender às necessidades efetivas do povo
Existe uma enorme propaganda de que vivemos numa “democracia”, no entanto, o processo eleitoral é totalmente manipulado para favorecer os representantes do grande capital
Por três anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se recusou a aumentar o valor do Bolsa Família. Agora, durante as eleições, Lula anuncia um aumento miserável daquilo que já é, em si, uma miséria.
Ministros assinam e “autenticam” o “atestado de óbito” do regime nascido em 1988 e que evoluiu para uma ditadura do judiciário contra o povo brasileiro
No caso do STF, a única saída democrática passa por uma radical reforma do Judiciário: a dissolução do STF, o fim do poder das corporações de toga e a instituição da eleição direta para todos os juízes pelo voto popular, com mandatos revogáveis e sujeitos ao controle da população.