Não é só Zema… todos têm programa “contra as mulheres” O ato falho de Zema revela o que o inconsciente não esconde: para ele, as políticas públicas devem ser “contra” as mulheres, não a favor No último dia 24, Romeu Zema, candidato à Presidência pelo NOVO, foi sabatinado pela TV Globo. Ao responder sobre o aumento de feminicídios em Minas Gerais, afirmou que tem “uma série de programas contra as mulheres”. A imprensa tratou como gafe, mas não foi a primeira: em 2020, no lançamento do programa MG Mulher, Zema disse que a agressão contra a mulher “seria meio que como um instinto natural do ser humano”. Uma militantes do PT mineiro, Ana Elisa, corretamente afirmou que Zema “não se confundiu. O inconsciente dele é que o lembrou”. É exatamente o que a psicanálise freudiana chama de ato falho: um lapso que revela um desejo ou pensamento inconsciente. Violência contra a mulher em MG Dados do Anuário de Segurança Pública de 2026 (referente a 2025) mostram que a maioria dos indicadores de violência contra a mulher cresceu em MG. Os feminicídios aumentaram 4,4%, totalizando 177 casos, colocando o estado em 2º lugar no Brasil. Com a queda das tentativas e o aumento dos consumados, especialistas indicam que a violência tornou-se mais letal. Zema, em sua trajetória política ou empresarial, nem sequer disfarçou seu desprezo pelas reivindicações femininas. Mas, em época eleitoral, surgem “defensores das mulheres” que, na prática, apoiam programas contra elas, como o teto de gastos, a reforma trabalhista e a ampliação da terceirização. Zema também foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff, única mulher eleita presidente do Brasil. A hipocrisia política e a posição do PCO As golpistas Marina Silva (REDE) e Simone Tebet (30 anos de MDB), que hoje são apoiadas pelo PT ao Senado por SP, apoiaram o impeachment de Dilma. O PSB, embora fosse um “aliado do PT”, tomou a decisão de orientar o voto a favor do impeachment, e a grande maioria dos deputados e senadores seguiu a orientação. Hoje, outro golpista que também apoiou o impeachment, Geraldo Alckmin (33 anos de PSDB), e Tebet migraram para o PSB a fim de participar do governo Lula e obter apoio do presidente. O PCO vem na contramão de toda essa política reacionária: lutou contra o golpe contra Dilma, defende o fim das terceirizações; 35 horas semanais de trabalho sem diminuição de salários; defende salário mínimo vital indicado pelo DIEESE; igualdade salarial entre os sexos; direito ao aborto; escolas integrais e creches 24 horas; restaurantes e lavanderias públicas para livrar as mulheres do trabalho escravo doméstico.