Contra a juventude operária

UNE se engata ao trenzinho da farsa em “defesa da democracia”

Movimento encabeçado pela burguesia golpista, contra a juventude e a favor dos inimigos do estudantado nacional, tem como um dos principais propagadores na esquerda, a UNE e o PCdoB

No início deste mês, às vésperas do início oficial da campanha eleitoral de 2022, os principais setores da burguesia golpista decidiram agir e por meio da FIESP e da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), lançaram um documento intitulado “Carta em defesa da democracia”. Acompanhando esta carta, outras instituições como a USP e a OAB se juntaram à nobre causa de defender o que chamam de “democracia” nas eleições, direcionada, particularmente, contra os arroubos “autoritários e antidemocráticos” do presidente Bolsonaro. Contudo, um olhar mais atento é suficiente para revelar que a carta está longe de contemplar e menos ainda se colocar na defesa de qualquer proposta que diga respeito aos direitos democráticos da população ou mesmo denunciar as atrocidades perpetradas pelos golpistas contra os direitos sociais das massas populares, em particular contra a juventude operária, atacada e vilipendiada em seus direitos mais elementares pelo conjunto do regime burguês antipopular.  

A “carta em defesa da democracia” é, neste sentido, nada mais do que uma peça de propaganda eleitoral em defesa do regime de fome e miséria, cujas instituições que supostamente dizem defender atuaram não para impedir os ataques de Bolsonaro e do congresso aos trabalhadores, mas agiram em prol dos golpistas, fechando os olhos à destruição do país em favor do grande capital e do imperialismo.

O conteúdo do texto assinado por dezenas, senão centenas de elementos e entidades inimigas e inimigos dos trabalhadores e da juventude brasileira expressa também a campanha da burguesia em favor das urnas eletrônicas e contra as chamadas “fake news”; na prática, uma defesa (ainda que não explícita) da fraude eleitoral em favor da chamada terceira via. A carta não é contra o golpe, muito menos a favor de Lula, como muitos querem fazer crer, incluindo aí, obviamente, setores da esquerda pequeno-burguesa, mas sim uma propaganda a favor de uma alternativa burguesa-liberal-democrática às eleições que se avizinham, notadamente contra Lula.

Acompanhando esta política está a direção das principais organizações do movimento estudantil, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Secundaristas (UBES), que não apenas manifestaram apoio apoio à carta “democrática” que tem como financiadores grandes capitalistas e banqueiros brasileiros, além de figuras como Sérgio Moro, como foram além, se somando aos “esforços”  na convocação dos atos nacionais em “defesa da democracia”.

Os atos são – na prática – não uma defesa da candidatura de Lula, mas sim uma campanha indireta para a terceira-via, isso precisa ficar claro. Nesse sentido, mais uma vez, a UNE se compromete não em uma empreitada de luta para mobilizar os estudantes em favor da candidatura popular de Lula, mas ao lado dos algozes da juventude operária e trabalhadora do País.

Com a desculpa do vírus, a entidade encontrou na pandemia o pretexto ideal para a paralisia absoluta, sem atos, sem mobilização e sem qualquer campanha contra as dezenas de ataques que o golpe perpetrou contra os estudantes em todo Brasil, sem mencionar a atual situação de penúria e semi-falência que se encontram as universidades em todo o País. 

Esta é a primeira iniciativa de atos desde a liquidação por completo do movimento Fora Bolsonaro. Agora, contudo, o movimento é totalmente encabeçado pela burguesia golpista e tem como um dos principais propagadores na esquerda, a UNE e o PCdoB, um verdadeiro golpe contra a juventude e a favor dos inimigos do estudantado nacional. 

A Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) não participa e não participará de qualquer “mobilização” eleitoral orquestrada pelo imperialismo no país. A juventude precisa, sim, tomar às ruas, empunhando a bandeira da luta contra o golpe e em defesa das reivindicações dos estudantes e de toda a juventude nacional, apoiando a candidatura do ex-presidente Lula e por um governo dos trabalhadores.

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