“Combativos”

PCB e UP, a ala ‘radical’ da Terceira Via

A frente única com os bancos

Foi lançado no último dia 11 de agosto o manifesto “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!”, encabeçado e articulado pelos grandes capitalistas. O texto foi endossado por partidos reformistas como PT, PCdoB e PSOL, além dos velhos abutres da direita, e teve uma contribuição a mais, a assinatura do PCB e da UP, que já tinham lançado candidaturas próprias à presidência da República para pavimentar o caminho da Terceira Via. Ambos partidos defendem o stalinismo, atuam para viabilizar a vitória da Terceira Via, e já tinham colocado candidaturas próprias, com o objetivo de evitar maior mobilização em torno da força da candidatura Lula.

O plano era muito simples, dar prosseguimento ao “Movimento Não Vai Ter Copa”, movimento composto pela frente única entre a direita, a extrema-direita e partidos de esquerda, como o PSTU, PSOL e o próprio PCB. PSTU sempre possuiu características sectárias, e o PSOL e PCB, partidos financiados pela Fundação Ford, acabou gerando um filho, a UP – partido formado a partir da costela do Partido Comunista Revolucionário (PCR), grupo dissidente do PCdoB, stalinista, mas não menos pró-imperialista. Essa caracterização não surpreende ninguém que acompanha o desenvolvimento da esquerda.

A política evolui em um sentido positivo, numa direção revolucionária, especialmente quando as manobras políticas  são articuladas para alijar o povo. Todavia, fingindo demência, e sorrateiramente, a UP e o PCB lançaram candidatos para criticar Lula. Jones Manoel, membro do PCB, chegou a afirmar que Lula não é de esquerda. É esse o papel do PCB e UP, criticar Lula e o PT, juntamente com figuras como Ciro Gomes, Roberto Jefferson e toda a direita. O imperialismo organizou um cenário onde Lula é atacado por todos os lados. Se por um lado a direita faz o papel convencional de atacar a candidatura operária de Lula, ligando o ex-presidente ao PCC, Celso Daniel etc., a esquerda entra com a fachada de “verdadeira esquerda”, que não avaliza a candidatura Lula. Mas, eis que os “mais revolucionários de todos” assinaram o “manifesto pela democracia” elaborado pela Febraban, Fiesp e os grandes capitalistas. PCB e UP assinaram o “manifesto pela democracia”, ao mesmo tempo decretaram sua real função: fazer o possível para derrotar Lula em prol da Terceira Via e deixarem claro que estão ao lado dos grandes capitalistas e do imperialismo.

Ao passo que Lula, considerado conciliador de classes, foi praticamente forçado por sua base e pelo clima geral da esquerda, a assinar o manifesto da Febraban, os “ultra revolucionários” PCB e UP recaíram no colo da Fiesp, com quem já fizeram uma frente única pelo golpe e pela prisão do ex-presidente Lula.

Esses “revolucionários”, que estavam atrás dos patos amarelos para provocar o golpe de estado de 2016, agora retornam em grande estilo, assinando um manifesto que pode ser mais um golpe, agora uma clara tentativa de golpe eleitoral.

‘O protagonismo aqui não é para ser dos políticos’

A explicação da imprensa para  Guilherme Boulos (PSOL) não ter discursado na USP foi que o protagonismo não pode ser dos políticos, mas dos bancos: “O protagonismo aqui não é para ser dos políticos”, afirmou.

Boulos, embora esteja no PSOL, é liderança para ambos os partidos em questão. O PCB e a UP, por intermédio do PCR, que atuaram para o golpe, por trás de gritos como “poder popular”, oficialmente se declaram como administradores da crise e do capital. Partidos que se declaram comunistas, com a assinatura da carta com banqueiros, avançam no fortalecimento da Terceira Via e não servirão como radar para a classe trabalhadora.

A esquerda vem sendo tragada pelo imperialismo com grande velocidade, e a crítica que os “ultra revolucionários” fazem à conciliação de classe, nunca passaram de demagogia e até mesmo diversionismo, pois além de usarem slogans vazios, como “poder popular”, não apoiam a candidatura operária do ex-presidente Lula, consolidando o apoio tácito na quarta etapa do golpe de estado, em curso.

A atual etapa do golpe de estado visa criar um verniz “democrático”, “institucional” e “protetor” das eleições, enquanto a perseguição à liberdade de expressão e de opinião, são a tônica do processo. Nessa questão, os partidos “ultra radicais” não se posicionaram em favor do PCO, preferindo se esconder para não contrariar a posição predominante na esquerda. Voltando mais atrás, também não se manifestaram contra a prisão de Lula, e expõe claramente a caracterização que o PCO já faz há algum tempo, de que são partidos universitários, pequeno-burgueses, a serviço do imperialismo.

Não podemos deixar de rememorar, que ambos os partidos defendem a Ucrânia contra a Rússia, não foram ativos na expulsão dos gusanos do Consulado de Cuba em São Paulo e apoiaram Guilherme Boulos à prefeitura de São Paulo. Os dois partidos que gostam de parecer combativos mostraram que sua combatividade não passa de puro discurso.

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