Lista de equívocos

E agora, PT?

A burguesia tem o candidato do “ódio” e a candidata do “amor”, arruinando uma das bases de sustentação da campanha do PT

A terceira via chega fortalecida nessas eleições. Além do amplo apoio da imprensa e de todo o imperialismo, conseguiu um feito que poderá desequilibrar o pleito deste ano: o fator “mulher” e o identitarismo.

Cercando Lula estão Bolsonaro, que vem manejando a PEC eleitoral, e Simone Tebet, que articulou chapa com o PSDB, com outra mulher, cadeirante. Deste modo, a burguesia joga com duas peças: o atual presidente e, especialmente, com uma fantoche mais “civilizada”, defensora das “minorias” e com passado sendo ocultado pela imprensa capitalista.

Deste modo, a burguesia tem o candidato do “ódio” e a candidata do “amor”, arruinando uma das bases de sustentação da campanha do PT, que é “o amor vencerá o ódio”. A outra perna da frágil base de campanha é o “legado petista”.

Diante dessa situação, o PT precisa urgentemente convocar uma reunião para organizar a campanha eleitoral e sair da postura defensiva. Outra mudança necessária à campanha é retirar o protagonismo concedido a Alckmin. O PT precisaria esconder Alckmin da campanha.

Essa posição defensiva do PT, achando que o “amor vencerá o ódio”, pode surpreender inclusive se Lula vencer, pois Alckmin estará lá, com muitos poderes conferidos a ele, antes mesmo da campanha começar.

Lula deveria apelar para o ódio dos trabalhadores contra a burguesia, contra seus patrões, teria que mostrar que o povo está sendo vítima de uma tentativa de estelionato político. O PT precisa convocar o povo às ruas, tratar de temas que atendam aos anseios do povo, como a questão salarial.

O sinal de pânico pode ser visto pelo crescimento de Bolsonaro, que após a PEC eleitoral, onde foi despejado auxílio emergencial de R$600,00, onde se pode ter acesso à crédito consignado de até R$2.500,00. O PT achou que ajudando a aprovação da PEC eleitoral, capitalizaria votos para Lula, dizendo que foi iniciativa do PT. Ao invés de ficar na defensiva, o partido deveria dobrar a aposta, falar sobre geração de empregos, dobrar o salário mínimo, revogar completamente a reforma trabalhista, restabelecer o auxílio desemprego, nacionalizar todas as empresas entregues durante os governos Temer e Bolsonaro.

O PT deveria ser um partido que orientasse os trabalhadores, que alertasse sobre os riscos das privatizações. Quando as privatizações forem concluídas, os trabalhadores perceberem os problemas, uma revolta poderá ocorrer.

Antes que as ilusões se tornem um remédio amargo contra os brasileiros, o PT precisaria dar uma guinada urgente na campanha, antes que tudo o que foi conquistado até este momento na pífia campanha, seja perdido em breve.

O PT insiste, orienta que Lula tenha que fazer campanha pela internet, mas deveria orientar o contrário, chamar o povo às ruas, às fábricas. O primeiro comício seria no ABC, mas acabou sendo na USP, contrariando a própria vontade de Lula. Essa classe média uspiana, universitária de modo geral, chegou somente na reta final e dedicou um pouco de sua energia eleitoralista para festejar e saudar uma vitória antecipada. A classe média, em geral, não milita, ela torce, produz memes etc., mas não clama por Lula nas fábricas para mobilizar a classe trabalhadora, não permite Lula pisar em um acampamento de trabalhadores sem-terra. É esse povo que mais sofre e essa classe média precisa compreender que o povo precisa sair da lama.

Mesmo que não se alterem os rumos das campanhas em termos de propostas, precisaria ao menos que o PT tivesse consciência de convocar o povo às ruas, de uma maneira ameaçadora.

Entre a lista de equívocos do PT está a falta de crítica e denúncia à terceira via. Contudo, ao contrário, o partido tem se colocado à reboque da Neca Setúbal, assinando manifestos com a Febraban.

Simone Tebet, por exemplo, não é denunciada como chefe dos latifundiários do Mato Grosso do Sul; os bancos, sequer são mencionados a não ser como agentes da gestão permanente da crise.

O discurso do PT precisaria afirmar o confisco dos bens; estatizar os bancos; desenvolver o Brasil; acabar com a dívida pública que serve para enriquecer um punhado de capitalistas brasileiros.

O PT precisa largar a mão dos identitários, dos negros da Neca Setúbal, que se tornou uma espécie de senhora da Casa Grande, caminhando com um monte de negros que trabalham para ela.

O PT abandonou completamente a linguagem dirigida à população pobre proletária, explorada, massacrada e esmagada do país.

E agora?

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