A crise no Rio e a ausência de uma alternativa dos trabalhadores

Antônio Carlos

Depois de um impasse, a Executiva Nacional do PT decidiu manter o apoio à candidatura do deputado Marcelo Freixo (hoje no PSB), em meio a uma gigantesca crise em que o Diretório Regional do Partido decidiu suspender tal apoio e remeter o tema à discussão do órgão nacional.

De certa forma, as alternativas que se colocaram no horizonte, de maneira nenhuma, sinalizavam em direção à solução de um dos maiores problemas da política adotada pelo partido nestas eleições: o abandono da luta por uma perspectiva própria, de esquerda, independente da burguesia, nas eleições, de um modo geral, e – de forma muito profunda – nas eleições estaduais.

A cúpula petista fluminense resolveu retirar o apoio à candidatura de Freixo a governador, por conta do PSB ter rompido o acordo que previa que na aliança caberia ao PT indicar o candidato ao Senado, tendo como indicado o deputado estadual petista André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Rio.

A Convenção Estadual do PSB, com aval da direção nacional do partido, e declarado apoio de Freixo, aprovou, no entanto, Alessandro Molon (PSB) como candidato a senador, rompendo – de fato – o acordo feito anteriormente.

O apoio a Freixo é rejeitado por boa parte da militância de base do PT carioca e fluminense. O ex-psolista fez carreira política se apresentando como crítico da política do partido de Lula, condenando suas alianças com setores da direita e posando de “radical”, como uma ampla parcela de psolistas. Junto com setores da direita do Rio, e de todo o País, apoiou a criminosa operação Lava Jato e se opuseram a defender a liberdade de Lula, quando este foi ilegal e criminosamente condenado e levado às masmorras da Polícia Federal em Curitiba.

Muitos companheiros do PT gostariam de ter uma candidatura própria, que representasse uma alternativa de esquerda, junto com a campanha de Lula naquele estado.

No entanto, não é esse espírito combativo que moveu a maioria dos dirigentes petistas, no Rio e na direção nacional, em favor da ruptura com Freixo, que acabou não acontecendo.

Esses setores queriam abrir mão de apoiar a chapa Freixo-Maia, PSB-PSDB, para se lançar no apoio à outra chapa de candidatos da burguesia. Esses petistas, muitos dos quais ocuparam cargos nos governos de Sérgio Cabral (MDB) e Eduardo Paes (hoje no PSD e prefeito do Rio), querem apoiar a chapa do chefe do executivo da capital carioca, que tem como candidatos a governador Rodrigo Neves (PDT) e como vice Felipe Santa Cruz (PSD).

A decisão mostra uma tendência agudizada pela direção petista em todo o País de retirar o PT da

disputa dos governos estaduais em favor de composições com partidos burgueses, inclusive da direita golpista, a pretexto de que isso seria necessário para eleger Lula presidente, quando são esses partidos e políticos sem apoio popular, da esquerda parlamentar e da direita golpista, que precisam se apoiar no prestígio de Lula para tentar apresentar uma aparência popular e tapear a população.

Essa tendência está presente em estados nos quais o PT sequer tem representantes com destaque

nas chapas majoritárias, como por exemplo – Minas Gerais, onde o candidato ao Governo e ao Senado são do PSD, de Gilberto Kassab e outros golpistas. Há vários casos também em que o PT lançou candidatos apenas para fazer figuração, como no Distrito Federal, onde o PT apoia um candidato ao governo do PV, partido que integra o governo bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB) e apresentou uma candidatura ao Senado, para marcar presença, desprezando os nomes com algum prestígio eleitoral no Partido.

Em quase todos os lugares, não apenas está ausente a luta por uma perspectiva de defesa dos interesses do povo trabalhador, mas até mesmo o abandono da limitada perspectiva de construção de uma alternativa de esquerda, independente da burguesia.

Os próprios candidatos do PT, na esmagadora maioria dos casos, não representam essa perspectiva, como é o caso do próprio Ceciliano que chegou à presidência da ALERJ por meio de um acordo com a bancada ultra reacionária que servia de base ao governo do governador cassado Wilson Witsel (PSC).

O PCO se opõe à esta perspectiva de capitulação diante da direita e na luta por um governo dos trabalhadores, junto com a defesa da candidatura de Lula à presidência, lança candidaturas operárias e socialistas, como a do companheiro Luiz Eugênio, operário metalúrgico, negro, organizador dos Comitês de Luta contra o golpe, das caravanas pela liberdade de Lula, para defender nas eleições, e fora delas, um programa de luta pelas reivindicações imediatas e históricas da classe operária em sua luta contra a exploração capitalista.

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