Um governo de esquerda para fazer o que a direita faz

Criada em 1994, a Cúpula das Américas surgiu para organizar uma Nova Doutrina Monroe. A intenção do imperialismo norte-americano era estabelecer a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Logo após o Consenso de Washington de 1989, a Cúpula de 1994 ditaria a doutrina econômica para os anos seguintes. 

Conforme matéria nesta edição (pág.B4), diversos presidentes nacionalistas apresentaram questionamentos e insatisfações quanto à condução da Cúpula, pois os EUA, anfitriões, vetaram a presença de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Manuel López Obrador, presidente do México, foi o primeiro a criticar Biden pelo veto aos países sob embargo, impondo uma sequência de protestos, tais como de Xiomara Castro, presidente de Honduras, e Luis Arce, presidente da Bolívia. Até mesmo Alberto Fernandez, presidente argentino, embora tenha viajado aos EUA, fez crítica ao veto norte-americano.

Na contramão dos líderes nacionalistas, Gabriel Boric, presidente do Chile, puxou a fila dos aduladores do imperialismo, atacando os países impedidos de participar da Cúpula, à frente até mesmo da extrema-direita representada por Iván Duque (Colômbia), Guillermo Lasso (Equador) e Jair Bolsonaro (Brasil).

Com essa posição, Gabriel Boric se consolida como o adulador favorito dos EUA e vai confirmando a tendência do imperialismo em utilizar supostos esquerdistas para suas finalidades escusas, de dominação e controle do povo latino-americano.

Boric foi protagonista de um dos maiores golpes eleitorais da História, ao utilizar as credenciais de liderança estudantil no passado e líder da Convergência Social, partido artificial, sem programa partidário, com vistas somente ao lançamento de políticas identitárias, atuando como franquia do partido Podemos, da Espanha.

Boric, tutelado pelo Partido Socialista, pertencente à Michelle Bachelet, Alta Comissária das Nações Unidas e representante de diversos setores da burguesia imperialista no Chile (especialmente da cadeia produtiva do cobre e do lítio), atuou em conluio com o pinochetismo, para produzir uma nova constituição, mas sob controle total das bancadas direitistas do congresso chileno.

A situação de insurgência nacional vivida pelo Chile, com todos os setores populares lotando as ruas do país, chegando a comícios de centenas de milhares de pessoas, foi parcialmente controlada após a primeira onda de Covid-19 e na sequência, com Boric. Com uma campanha identitária, o atual presidente prometeu participação feminina no governo, o que foi cumprido com mulheres oriundas do pinochetismo.

O Chile é o melhor exemplo de que a esquerda não pode recuar um passo em seus princípios. A capitulação diante de princípios basilares, a captura de políticas da esquerda pela direita e a infiltração pró-imperialista (inclusive, com patrocínio de órgãos diretamente ligados aos EUA como o IREE), estão tornando setores da esquerda serviçais da ditadura global. Todo esse cenário mostra que o Chile é um laboratório, sendo também fundamental para compreender os planos do imperialismo para o Brasil.

Central de Vendas

Entre em contato pelo WhatsApp  11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Precisa de ajuda?

Em caso de dúvidas, ou se quiser recuperar seu “Usuário”, envie mensagem para 11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Faça já sua assinatura digital de Causa Operária:
  • Assinatura Mensal Digital Completa (por quatro semanas) por R$ 11,99 um único mês, você pode optar pela renovação automática, descontando R$ 11,99 todo mês da sua conta.
  • Assinatura Semestral Digital Completa (por vinte e quatro semanas) por R$ 64,99 pagamento único.
  • Assinatura Anual Digital Completa (por quarenta e oito semanas) por R$ 99,99 pagamento único.

Menu Principal

Ajuda, Dúvidas e Televendas