9ª Cúpula das Américas

Um abraço de afogados na Cúpula das Américas

O presidente do México, López Obrador, e outros chefes de Estado da América Latina boicotam o esforço do imperialismo americano em controlar sua região de domínio direto. Até Bolsonaro desdenha Biden, levando a um aumento da crise na região e um enfraquecimento ainda maior da ditadura global

Meio como um náufrago se debatendo em alto mar e sem perspectivas de salvamento, o presidente democrata norte-americano, Joe Biden, convocou e sediou a Cúpula das Américas. O objetivo era claro e indisfarçável: colocar um mínimo de “ordem na casa”, o famoso cuidar do próprio quintal, que nesse momento, encontra-se fértil para o florescimento de ervas daninhas, causadoras de problemas para o preocupado jardineiro.

O desprestígio do anfitrião do esvaziado evento é tão flagrante que a Cúpula, convocada por Biden para reafirmar a “vitalidade da democracia” no continente, se confirmou como um encontro pífio, onde chefes de Estado da importância e estatura de países como o México, por exemplo, sequer compareceram, em protesto contra a exclusão de outros países, como Nicarágua, Cuba e Venezuela. O fato é que a ausência de um país como o México – vizinho dos EUA e um dos mais importantes do continente – é um sinal claro de que as coisas não vão muito bem no “reino da democracia”, em particular para o mandatário democrata, o impopular presidente Biden.

Somam-se às ausências os presidentes de três outros países, todos da  Centro-América, a saber, Honduras, Guatemala e El Salvador. Um sintoma claro do mal estar que está instalado na Cúpula foi a pouca adesão a uma declaração sobre boas práticas regulatórias no comércio. A iniciativa foi assinada por apenas 14 países dos cerca de 30 presentes em Los Angeles, vários deles, conforme já dito, sem a presença de seus chefes de Estado, entre eles o Brasil, representado pelo secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

Um dos ausentes “ilustres” do evento foi ninguém menos do que o mandatário impostor brasileiro, o presidente Jair Bolsonaro. Após uma grande e pública relutância em participar, Bolsonaro desembarcou em Los Angeles já depois do início, não para dar o ar da graça no já fracassado evento, mas para um encontro privado com o anfitrião Biden, ocorrido no dia 9, sem que haja uma agenda comum a ser tratada, conforme informou a imprensa burguesa.

Se tudo der certo, conforme assinalou a colunista reacionária e direitista do Estado de S. Paulo,  Eliane Cantanhêde, o encontro entre Biden e Bolsonaro será lembrado somente pela foto. Isso dá a exata dimensão da magnitude da crise instalada na Casa Branca, ocupada neste momento pelo impopular Biden, que ostenta os mais baixos índices de aprovação de todos os presidentes norte-americanos em tão curto período de mandato.

Desta forma, o encontro entre os mandatários dos dois gigantes americanos pode ser descrito como um “abraço” de afogados, em função do repúdio que os dois mandatários vêm recebendo dos respectivos povos, norte-americano e brasileiro.

A crise na qual está mergulhado os EUA, marcada pelas sucessivas derrotas do país nas guerras em que esteve diretamente envolvido (Síria e  Afeganistão), além do imbróglio causado pelo envolvimento no conflito entre Rússia e Ucrânia, potencializa todos os elementos presentes na atual etapa de debacle do “gigante do Norte”. Desta maneira, o encontro Biden/Bolsonaro é emblemático no sentido de expor a magnitude da crise de dominação do imperialismo no continente.

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