Quais os interesses por detrás da gigantesca “comoção” da imprensa internacional?

Responsáveis por genocídios em escala global, potências imperialistas usam vítimas para campanha contra o País

Dados como desaparecidos desde o último dia 5, o indigenista e ex-servidor da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Bruno Pereira, e o jornalista britânico, Dom Phillips, tiveram seus restos mortais localizados nos arredores da comunidade de São Rafael, a caminho do município de Atalaia do Norte, Amazonas. A região abriga a segunda maior terra indígena do Brasil, a Terra Indígena Vale do Javari, na divisa com o Peru e a Colômbia.

A Terra Indígena, que possui uma das maiores concentrações de povos isolados do mundo, também tem um histórico de conflitos com latifundiários e a direita da região, incluindo desavenças entre os próprios indígenas, pois muitos povos vivem em isolamento e ainda têm conflitos históricos.

No presente caso o que chama a atenção não é exatamente a violência e menos ainda o assassinato de pessoas, o que já quase faz parte do cotidiano da região. O que se destaca no caso do desaparecimento do brasileiro e do inglês é a enorme repercussão dada por quase todos os veículos de imprensa, em particular pela imprensa internacional e imperialista.

Algumas pessoas ingênuas poderiam dizer que essa repercussão foi devido a Dom Philips ser inglês e jornalista do The Guardian. Mas dificilmente se viu uma repercussão dessa natureza e dimensão; nem mesmo o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang em 2005 gerou tamanha comoção internacional.

A demora na investigação e  busca por pessoas desaparecidas,  no Brasil, é muito comum e a preocupação da imprensa burguesa com assassinatos também é mínima. Podemos ver isso na ação violenta da PM em diversas regiões do País, em particular na periferia das grandes metrópoles, como as duas chacinas ocorridas na cidade do Rio de Janeiro, que deixaram mais de meia centena de mortos, com invasão de residências e execuções a sangue frio, deixando corpos espalhados pelas ruas da comunidade. 

Mas o que poderia estar por trás dessa “comoção” manifestada por organizações que representam o que há de pior no cenário internacional e nacional, financiadores de golpes mundo afora, ação genocida e destruição de países, no desaparecimento de duas pessoas no meio da floresta amazônica?

Em primeiro lugar é necessário ter claro que o imperialismo passa por uma enorme crise econômico-política. Os EUA e os países imperialistas da Europa estão perdendo o controle da situação mundial e isso pode ser constatado na falta de apoio às suas ações criminosas em relação à Ucrânia. Recentemente, o imperialismo elaborou, através da Organização Mundial do Comércio(OMC), uma declaração de solidariedade à Ucrânia e apenas 50 países assinaram a declaração, sendo que o Brasil não foi signatário.

O governo Bolsonaro possui enormes contradições, pois apesar de ser entreguista, capacho dos EUA, era alinhado a Donald Trump, e portanto, com alguns interesses que são contrários aos banqueiros de Wall Street na questão do conflito da Rússia com a Ucrânia. 

O desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista do The Guardian Dom Philips está sendo utilizado pelo imperialismo para pressionar o governo brasileiro a tomar posições cada vez mais alinhadas aos EUA e aos países imperialistas da Europa diante da enorme crise política.

Querem um governo Bolsonaro cada vez mais alinhado ao imperialismo e defensor de seus interesses. Um deles é em relação à própria floresta amazônica e suas riquezas. Alguém acreditaria que o imperialismo está interessado na “defesa” das florestas e dos índios? Claro que não!

Um desses elementos de pressão diz respeito à “defesa” da Amazônia pelo imperialismo, que se dá em relação aos interesses desses países na região, e um desses casos é a mineração. A enorme campanha da imprensa burguesa contra os garimpeiros, que Bolsonaro dá enorme apoio e até criou políticas que beneficiam esses trabalhadores, vão contra os interesses dos grandes monopólios da mineração, interessados principalmente em ouro. E que os garimpeiros não somente são concorrentes, mas suas cooperativas são as maiores detentoras de áreas na Amazônia.

Fica evidente que o imperialismo está usando o desaparecimento para manipular o governo brasileiro a favor dos seus interesses, em todos os sentidos, desde atacar a Rússia indo até o ataque aos trabalhadores do garimpo em favor de seus monopólios da mineração.

Naturalmente, não se trata de defender o assassinato de ninguém e muito menos deixar as buscas para encontrar Bruno Pereira e Dom Philips, mas entender que tal comoção “ajuda” aos maiores genocidas do mundo que destroem países, como Iraque, Afeganistão, Síria entre muitos outros. É no mínimo patético e ridículo.

Ajoelhar-se diante do criminoso de guerra Joe Biden, ou suplicar para um dos responsáveis pela destruição da Síria, como John Kerry, como no papelão mundialmente ridículo de Sonia Guajajara e da esquerda pequeno burguesa brasileira é “passar pano” para os maiores inimigos da humanidade, os democratas imperialistas responsáveis pelas maiores atrocidades perpetradas contra todos os povos, incluindo aí os indígenas.

Central de Vendas

Entre em contato pelo WhatsApp  11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Precisa de ajuda?

Em caso de dúvidas, ou se quiser recuperar seu “Usuário”, envie mensagem para 11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Faça já sua assinatura digital de Causa Operária:
  • Assinatura Mensal Digital Completa (por quatro semanas) por R$ 11,99 um único mês, você pode optar pela renovação automática, descontando R$ 11,99 todo mês da sua conta.
  • Assinatura Semestral Digital Completa (por vinte e quatro semanas) por R$ 64,99 pagamento único.
  • Assinatura Anual Digital Completa (por quarenta e oito semanas) por R$ 99,99 pagamento único.

Menu Principal

Ajuda, Dúvidas e Televendas