Protestos no Equador; quem controla o povo?

Até o fechamento desta edição, o Equador estava em seu quinto dia de intensas manifestações em pelo menos 11 de suas 24 províncias.

Os indígenas que representam mais de 25% do povo equatoriano e considerando-se com os mestiços, constituem a esmagadora maioria da população do País, estão nas ruas exigindo emprego, redução no preço dos combustíveis e renegociação das dívidas dos produtores rurais com os bancos. A repressão do governo de direita Guilhermo Lasso resultou na prisão do líder indigena Leonidas Iza, o que colocou mais lenha na fogueira dos protestos. Houve uma radicalização, e os bloqueios de estradas etc. deram lugar a viaturas policiais incendiadas.

Diante da radicalização, Iza foi solto, uma espécie de liberdade condicional, até o julgamento previsto para ocorrer no dia 4 de julho.  A liberação da liderança indigena, no entanto, não diminuiu, mas intensificou os protestos. Iza saiu da prisão falando em fortalecer a mobilização e é o que está acontecendo.

O problema da população indígena no Equador, como acontece na Bolívia e outros países da América Latina é um problema de massas. É uma população que resiste e tem tradição de luta com organizações fortes, como a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador, fundada ainda nos anos 80. É uma espécie de MST local, inclusive porque uma das questões de sobrevivência para os indígenas equatorianos é o problema da terra, a concessão de seus territórios para mineradoras, o que está, inclusive, na pauta dos protestos atuais. Também reivindicam emprego e controle dos preços dos produtos agrícolas. 

A situação que vive o Equador é resultado da política de setores da esquerda que se deixaram seduzir pelo identitarismo apoiando o candidato Yaku Perez, inflado pela imprensa burguesa e imperialista e pelas pesquisas eleitorais para dividir o voto da esquerda, ou seja, contra o candidato Andres Arauz apoiado por Rafael Correa, o ex-presidente nacionalista que foi uma das vítimas da onda de golpes de Estado na América Latina nos últimos anos. No segundo turno Perez fez uma manobra e não apoiou Arauz; ajudando – de fato – na eleição do banqueiro Lasso. 

Seguindo sua política de benefício aos banqueiros e ao imperialismo, o governo enfrenta protestos populares e mostra a que veio com dura repressão. Repressão que não está tirando os indígenas das ruas, e a libertação de Iza, mostrou a força no movimento que é de fato a única maneira de fazer valer a vontade popular, e impor as necessidades do povo aos poderosos.

O problema que está colocado para o Equador é o mesmo que para outros países da América Latina, incluindo o Brasil. Para que essas lutas sejam consequentes, é necessária  o avanço da organização e mobilização independentes dos explorados, para o que é fundamental a construção de um partido operário, revolucionário, de massas, que ao mesmo tempo que trabalhe para unificar a luta contra o imperialismo, atue para organizar as lutas de todos os setores explorados, como os povos indígenas no Equador, e apresenta uma perspectiva independente da burguesia local, dos bancos, dos imperialistas e seus lacaios.

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