Cortes nas universidades: sucatear para depois entregar

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O mês de junho teve início com mais uma investida do regime burguês-golpista contra o ensino público nacional. Dessa vez os neoliberais posicionaram suas baterias para atingir as verbas e recursos destinados ao ensino superior, efetuando cortes no orçamento das instituições federais do País, atingindo universidades e institutos de ensino, que tiveram reduzidos 14,5% do seu orçamento anual. O percentual representa um bloqueio, por parte do MEC, de R$3,2 bilhões, afetando diretamente o funcionamento das instituições.

Para termos uma ideia do que isso representa, na prática, dados fornecidos pela própria imprensa burguesa noticiam que 11 universidades federais sediadas em Minas Gerais chegam à metade do exercício atual com quase R $150 milhões a menos no caixa, atingindo mais de 200 mil alunos. No Rio Grande do Sul o bloqueio apenas feito na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) será de R$ 4,69 milhões e desde já foi anunciada a suspensão de reformas importantes nos prédios da instituição, assim como cortes nos programas de auxílio estudantil. Já em Santa Maria, no mesmo estado, o corte chegará a R$ 18,7 milhões, obrigando a instituição a fechar parcialmente o Restaurante Universitário por falta de condições mínimas para a continuidade do atendimento à comunidade universitária.

Casos semelhantes podem ser vistos também na Universidade Federal de Pelotas, onde em apenas dois anos a instituição teve R$14 milhões surrupiados do orçamento, atingindo setores como a limpeza, alimentação, além de recursos para a reformas e recuperação da estrutura física do prédio que estavam previstas. Também na UFRGS – uma das mais importantes do País – a direção já informou que não há recursos suficientes para as despesas básicas de manutenção, como água, energia e outros itens necessários ao funcionamento das unidades prediais. 

Em Minas Gerais, a reitora da UFMG, Sandra Goulart, afirmou: “Esse corte não é assimilável. Chegamos ao nosso limite. É inadmissível que se faça isso com as universidades, patrimônio do nosso país. Elas estão sangrando há muitos anos. Tentamos fazer adequações, minimizar gastos, mas não tem mais de onde tirar (recursos)”. Ainda de acordo com a reitora, a UFMG perdeu desde – o golpe de Estado – cerca de 80% de seu orçamento total, um ataque brutal contra todos os estudantes, trabalhadores e a comunidade acadêmica de uma forma geral.

Toda esta situação está novamente colocando em questão o próprio funcionamento das universidades. Na pandemia, importantes instituições, como UNB, UFRJ e UFS, haviam anunciado que, caso os ataques continuassem, as mesmas sequer poderiam voltar às aulas presenciais. No entanto, agora, o cenário é muitas vezes pior, com cortes orçamentários que em alguns locais se aproxima de 90% do orçamento, o que faz com que muitas não tenham mesmo como sobreviver e irão fechar as portas. 

Este ataque acompanha as medidas tomadas pelo regime golpista com o objetivo de privatizar todo o ensino público brasileiro. Assim como feito no caso de importantes empresas nacionais, o golpe vem sucateando as universidades e todo o ensino brasileiro, bloqueando auxílio aos estudantes, restaurantes universitários, bolsas destinadas à  pesquisa e muito mais, com o objetivo de tornar a existências destas instituições inviáveis, para assim, golpeá-las em definitivo.

Esta situação de barbárie contra o ensino público precisa ser denunciada e figurar como um dos problemas centrais a serem enfrentados pela juventude e todo o movimento estudantil. Com a polarização política cada vez mais acirrada, o golpe vem avançando e atacando brutalmente toda a juventude e em particular os estudantes.  

No entanto, toda essa política de terra arrasada contra o ensino nacional somente poderá ser barrada através de um amplo processo de mobilização; por isso, é fundamental concentrar os esforços na organização de um amplo movimento contra o golpe, em defesa da candidatura de Lula e por Fora Bolsonaro. Para tanto, faz-se necessário a formação de comitês, organizar a juventude estudantil e operária e garantir nas ruas os direitos de toda população.

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