“APOIO A CIRO GOMES”

Começa a se ampliar a sabotagem da “esquerda”

A burguesia só tem que agradecer à Heloísa Helena pelos serviços prestados no passado e pelos que se dispõe a prestar neste momento de profunda crise da direita
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No dia seguinte à realização da primeira Assembleia Geral Nacional da federação estabelecida entre PSOL e Rede, ocorrida no último dia 9, onde se aprovou a participação formal da mesma na coligação em torno da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, a ex-senadora por Alagoas e pré-candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, Heloísa Helena, declarou apoio ao elemento mais divulgado pela extrema direita por seus ataques contra Lula: o ex-governador cearense, Ciro Gomes (PDT). 

Fica evidente que a tal federação, além de servir aos apetites eleitorais mais imediatos de elementos carreiristas da esquerda pequeno burguesa, como a própria ex-senadora pelo PT, que ajudou a fundar o PSOL e, depois, bandeou para o lado do Rede – partido de Marina Silva – vai oferecer palanque para uma campanha antipetista, com verniz de esquerda.

Heloisa Helena amparou sua decisão em resoluções do “balaio de gato” que é a federação PSOL-Rede, como no caso do  direito à Cláusula de Divergência Pública, que permite que cada um, principalmente se for parlamentar ou ex, possa defender o que bem entender, independentemente da posição assumida pela federação ou pelos partidos. E afirmou que vai usar sua prerrogativa “em algumas questões – como eleição presidencial, eleições em Minas Gerais, Espírito Santo, Paraíba. Nos outros estados estamos trabalhando muito para evitarmos mais problemas do que já temos, né?!”, em suas postagens nas suas redes sociais. 

Diante do debate e rejeição à sua posição entre os próprios filiados aos partidos da federação, ela se dedicou – segundo suas palavras – a “explicar direitinho” e fez novas postagens, acrescentando que:

“A Federação REDE/PSOL definiu, entre outras questões, o apoio ao ex-presidente Lula, ressalvando o direito de alguns de não apoiá-lo. 2. Assim sendo, tenho direito estatutário, pela Cláusula de Divergência Pública a DECLARAR MEU APOIO A CIRO GOMES”.

A ex-presidente do PSOL – da sua fundação, em 2004, até 2010 e ex-vereadora por Maceió, de 2009 até 2016 – e pré-candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, que ganhou notoriedade política pelo PT, onde iniciou sua carreira, fazendo aliança com setores da burguesia, sendo  vice-prefeita da capital alagoana na gestão de Ronaldo Lessa (PSB) e que teve amplo destaque na imprensa golpista quando de sua candidatura presidencial, em 2006, pelo PSOL, justamente para ajudar a direita a evitar que seu candidato, Geraldo ALckmin (PSDB), fosse derrotado por Lula no primeiro turno, não apresentou nenhuma justifica política real para apoiar o pré-candidato do PDT, que desempenha, no atual processo, um papel semelhante ao daquele pleito, vale dizer, o de atacar o candidato do PT com argumentos direitistas e calúnias, para favorecer a direita.

Não por acaso, a ex-esquerdista que recebeu mimos e afagos de amplos setores da direita, transferiu seu domicílio para o Rio de Janeiro. Naquele Estado, nas eleições de 2006, recebeu mais de um milhão de votos de setores da direita, como parte da base evangélica com a qual se identifica em políticas reacionárias, como a condenação do direito de aborto para as mulheres. Agora quer “garimpar” nesta mesma seara e nada como apoiar e ser apoiada por um candidato que busca servir como um aríete da burguesia contra a única candidatura capaz de derrotar Bolsonaro e toda a direita golpista.

A burguesia só tem que agradecer à Heloísa Helena pelos serviços prestados no passado e pelos que se dispõe a prestar neste momento de profunda crise da direita.

O apoio à Ciro, como se poderá ver, é apenas um pretexto para fazer campanha contra Lula e contra a unidade da esquerda – sua especialidade -; não será difícil que, de acordo com a evolução da situação e com seus próprios mesquinhos interesses, ver a deputada em outros palanques da direita, coisa comum na cada vez mais decomposta esquerda burguesa do Rio de Janeiro, onde o “socialista” (e também ex-psolista) deputado Marcelo Freixo “luta” neste momento para trazer para a sua chapa a família Maia, um dos setores mais reacionários da política do Rio de Janeiro nas últimas décadas.

É claro que, da mesma forma que seu novo aliado, o “coronel” Gomes, não faltará no discurso da segunda estrela da Rede, discursos, bravatas e frases de efeito com as quais vai tentar encobrir sua posição direitista, como no seu anúncio do apoio ao candidato do PDT: “Não vou ceder ao fanatismo da idolatria política, porque meu pescoço não se presta a coleiras nem minha boca a mordaças”, o que lhe valeu – uma vez mais – um amplo espaço nos órgãos do Partido da Imprensa Golpista (PIG).

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