A direita avança nos ataques contra a candidatura de Lula

Lava-Jato, “Fake News” e escatologia. O vale-tudo da direita para derrotar a candidatura dos trabalhadores
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Três acontecimentos divulgados em matérias na grande imprensa capitalista brasileira, aquela mesma que passou como verdade as orquestrações golpistas que visavam derrubar a ex-presidenta Dilma Rousseff, perseguir, prender e depois cassar das eleições de 2018 o ex-presidente Lula, deveriam acender o sinal de alerta do PT e do staff da campanha de Lula.

A mais venal de todas, não poderia deixar de ser, a apresentada no jornal O Estado de S.Paulo, que no dia 16 de junho, acusa um suposto envolvimento de um contador que prestou serviços para Lula de estar sendo investigado pela suspeita de lavagem de dinheiro. 

Uma segunda matéria, essa de um jornal on-line do Distrito Federal, Metrópoles, levanta suspeição sobre a legalidade das “brigadas digitais” criadas pela CUT para intervir no WhatsApp em apoio a Lula. A terceira, divulgada de um modo geral pela imprensa, dá conta da ação no mínimo escatológica, ao que tudo indica de bolsonaristas, em ato de Lula com o pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PSD), na quarta-feira, dia 15, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em que foi utilizado um drone para atirar fezes e urina no público.

A Lava-Jato não acabou

Para um leitor desavisado que se deparasse com o título da matéria “Contador ligado a Lula é suspeito de lavar R$16 milhões em loteria com PCC” acharia que se trata de uma manchete de 2015 ou 2016 e não de 16 de junho de 2022, como foi o caso. No melhor estilo acusador e policialesco, a matéria, como foi praxe durante o processo do mensalão e depois na Lava Jato, promove uma acusação contra determinada pessoa e depois é feita a vinculação dessa pessoa à alguma personalidade política, no caso em questão Lula e sua família. 

Segundo o jornal, “O Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) pediu à Justiça o sequestro de bens do contador João Muniz Leite por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado. O investigado e sua mulher ganharam 55 vezes em loterias federais somente em 2021, segundo apurações. Em uma das vezes, ele dividiu prêmio de R$16 milhões na Mega Sena com o traficante de drogas Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, considerado um dos principais fornecedores de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC)“.

Em seguida, o acusado, o contador João Muniz Leite, foi classificado como íntimo de Lula, “de quem fez as declarações do Imposto de Renda entre 2013 e 2016” e de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, inclusive, “Seu escritório atual, na Rua Cunha Gago, em Pinheiros, fica no mesmo endereço em que Fábio… mantém três empresas: a FFK Participações, a BR4 Participações e a G4 Entretenimento“.

A partir daí a matéria do jornal abre o esgoto de denúncias que foram feitas contra o ex-presidente pela Lava Jato.

Odebrecht paga aluguel para Lula 

O Ministério Público Federal sustentava que a Odebrecht bancava aluguéis de um apartamento vizinho ao de Lula em um edifício em São Bernardo do Campo (SP)“.

Muniz, então, chegou a prestar depoimento sobre a veracidade dos recibos de aluguel  apresentados pela defesa, “Há mais de uma década, Muniz é o contador de confiança da família de Lula. Em dezembro de 2017, ele chegou a prestar depoimento no âmbito de um incidente de falsidade aberto para apurar se eram frios os comprovantes de quitação de aluguel entregues pela defesa do ex-presidente à Justiça Federal“. 

Segue a matéria, agora tendo como alvo o filho de Lula: “Depois do processo contra o ex-presidente, Muniz voltou a ter uma vida reservada. Sua relação com a família, no entanto, se estreitou. Os movimentos ficaram evidentes em novembro de 2019, um mês antes da Operação Mapa da Mina, fase da Lava Jato que investigou contratos milionários da Oi com empresas de Lulinha“.

Aqui pouco importa se a defesa de Lula tenha contestado todas as denúncias e provado a inveracidade das mesmas. Procuram, a Polícia e a imprensa, estabelecer que, primeiro, o contador João Muniz seria o responsável por “esquentar” os recibos frios de aluguel e depois, que as empresas de Lulinha e de Muniz ocupariam o mesmo espaço físico, sendo que apenas mais à frente do texto informam que estão separadas por “cinco andares“, mas no “mesmo prédio comercial“.

Até mesmo o caso do sítio de Atibaia foi resgatado, mesmo sem explicar o que João Muniz possa ter haver o caso, mas o central, assim como o suposto aluguel pago pela Odebrecht, as provas contra Lula foram invalidadas, não porque faziam parte da orquestração política do golpe, eram falsas e manipuladas, mas devido à “decisão (do STF) que tornou o ex-juiz da Lava Jato (Sérgio Moro) suspeito“. 

As brigadas cutistas

A segunda matéria é uma dessas peças que são levantadas para ver se cola. Segundo o Metrópoles, sob o “pretexto de combater ‘Fake News“, “dirigentes de entidade sindical contam, em vídeo, ter contratado empresas para disparos. Especialistas veem indícios de irregularidades”.

A base da irregularidade,  conforme aponta um dos “especialistas” citados, é que “’Eventual ilegalidade teria relação com o financiamento e utilização da estrutura sindical em prol de campanha eleitoral. Exemplo disso seria a contratação de empresas, com recursos do sindicato, para prestar serviços na campanha eleitoral‘”.

Em outros termos, assim como os bolsonaristas, como afirma o jornal, “o método da confederação sindical é semelhante ao que levou a chapa do hoje presidente Jair Bolsonaro (PL) a ser julgada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2019, após denúncias de que empresários financiaram disparos em massa em defesa do então candidato do PSL ao Planalto“.

Somar a “denúncia” do Metrópoles, ao enquadramento das redes sociais do PCO no processo das “Fake News”, conforme determinou o todo poderoso ministro do STF e agora presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, é uma avenida aberta para criminalizar o movimento sindical e as chamadas “Fake News”, como já explicitou Moraes, é sua “menina dos olhos” para controlar as eleições. Resta saber a favor de quem? É difícil concluir, tendo em vista que Alexandre de Moraes é do PSDB?

Método escatológico

O último caso é pura escatologia. Deveria ser tratado com os métodos da luta de classes, algo que os trabalhadores saberiam muito bem como responder, sem envolver os órgãos estatais de repressão. Em todo caso, serve para ilustrar que a extrema-direita, à sua maneira, também promove a sua “guerrilha” contra a candidatura de Lula.

O único caminho é a mobilização

Ao contrário da esquerda pequeno-burguesa, que acredita piamente em eleições limpas, que já estariam ganhas, sendo possível até que a vitória aconteça no primeiro turno, os acontecimentos acima deveriam servir como um alerta. Ao que tudo indica, trata-se dos primeiros passos de uma ofensiva da direita, a mesma que derrubou Dilma e prendeu Lula.

O jogo não está ganho e não é aconselhável se entorpecer com o ópio das pesquisas eleitorais, por trás das mesas de computadores ou com o celular nas mãos. A extrema-direita se mexe, a direita se mexe e a esquerda? As ilusões são as piores conselheiras para a atual etapa.

É preciso dar o rumo das ruas para a candidatura Lula. A mobilização popular é o único porto seguro que a esquerda pode encontrar.

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