Mínimo vital

Se tem mobilização, tem aumento!

Com o golpe de estado a situação das campanhas salariais têm ficado mais difíceis à medida que os patrões têm uma situação mais confortável do que tinham em outro momento
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O 1º de Maio além de ser marcado pelo Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora é o início da campanha salarial de diversas categorias por todo o Brasil, uma delas é a dos metalúrgicos de Blumenau.

Com o golpe de estado a situação das campanhas salariais têm ficado mais difíceis à medida que os patrões têm uma situação mais confortável do que tinham em outro momento. Em 2018, apenas 9% das categorias não haviam conseguido aumento além da inflação. Em 2021, o índice cresceu mais de cinco vezes, chegando a 47%, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Os dados mostram que em 2021 apenas 15% dos reajustes negociados resultaram em ganhos reais (acima da inflação). Outros 47% dos acordos ficaram abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que serve de referência para reajustes salariais, enquanto 38% tiveram correções exatamente conforme a inflação oficial (nem ganharam nem perderam).

Os metalúrgicos de Blumenau se encaixam nos 38%, que tiveram correções exatamente conforme a inflação. Quando se considera  aumento real, o aumento acima de 1% da inflação oficial, nos dez últimos anos, em apenas dois  deles houve ganho real, sendo que o acumulado desse período  teria sido um ganho real no salário de 6,3%, o que equivale a apenas 0,6% de aumento por ano, para os metalúrgicos.

Porém, o crescimento visível da radicalização no interior da categoria da campanha salarial do ano passado para cá, colocou um dado novo nas negociações deste ano, refletindo em uma defensiva dos patrões. Pressionados pela tendência da categoria a ir à luta, a direção do sindicato aprovou a reivindicação de 14% de aumento – superior à inflação medida pelo INPC dos últimos dozes meses, que foi de 12,5% – e de um piso salarial de 2.400,00 -, contra, diante do piso atual de 1.550,00, portanto um aumento de 64% sobre o piso -. Uma pauta de  reivindicação que, embora limitada,  principalmente quanto ao índice de reajuste, é superior ao que muitos sindicatos vêm reivindicando, por conta da defensiva da burocracia sindical.

Os patrões de início recusaram, mas propuseram como contrapartida um reajuste de 25% no piso, que passaria para R$2.000, e a reposição da inflação oficial em duas vezes, metade no salário de maio e a outra parte em outubro. Cabe ressaltar que mais da metade da categoria recebe apenas o piso.

A contraproposta mesmo que muito aquém das necessidades dos trabalhadores é o resultado da intervenção da Corrente Luta Metalúrgica/PCO e não por uma benevolência patronal. Desde o ano passado, a Luta Metalúrgica vem pressionando o sindicato a mobilizar a categoria por meio de uma intervenção nas fábricas, com a distribuição de milhares de boletins nos locais de trabalho, chamando os trabalhadores a lutar por suas reivindicações, o que resultou com que a direção do sindicato, depois de anos de paralisia, acompanhasse Metalúrgicos em Luta no processo de construção da atual mobilização. 

Esta edição do JCO foi fechada às vésperas da segunda assembleia da categoria (21/5), com a expectativa de uma participação superior à primeira que já foi  expressiva, depois de muito tempo de paralisia.

Isso indica que é preciso ir além da pauta atual. O mínimo de mobilização que ocorre já colocou os patrões na defensiva. É necessário levar adiante uma  campanha salarial de verdade, por um reajuste emergencial de 50%.
Juntamente com a campanha salarial, Metalúrgicos em Luta está levantando a palavra de ordem de Lula Presidente, propondo que seja aprovado em assembleia o apoio à sua candidatura, a constituição comitês nas fábricas e bairros operários, vinculando essa campanha à luta por um governo dos trabalhadores e a defesa concreta das reivindicações operárias e populares, entre elas a questão fundamental de um salário mínimo vital, que hoje deve ser de R$ 7 mil.

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