Repúblicas soviéticas, uma resposta ao imperialismo

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Tinha tudo para ser um cenário de filme de terror. Golpe de Estado, nazistas nas ruas barbarizando a população, queimando pessoas vivas em sindicatos. Contudo, das cinzas do golpe, os operários de Lugansk organizaram-se a partir da Federação dos Sindicatos, transformando seu prédio em “quartel-general da mobilização antifascista”, conforme as palavras do presidente da entidade, Igor Rabuchkin, em entrevista exclusiva publicada no Diário Causa Operária (“‘O sindicato era o quartel-general da mobilização antifascista’, Rafael Dantas e Eduardo Vasco, de Lugansk).

E deste quartel-general formou-se um “soviet”, demonstrando que a Revolução Bolchevique, de 1917, continua viva entre os trabalhadores do Leste Europeu. Tanto na entrevista supracitada quanto na que publicamos nesta edição do JCO (ver página B3), fica claro que sequer houve uma direção política para que os trabalhadores do Donbass procedessem de tal forma. Os antigos partidos políticos, incapazes de colocar-se ao lado da reação popular contra o golpe, foram varridos. Os trabalhadores simplesmente tiraram um plano no sindicato, armaram-se e tomaram o poder.

Essa revolução – discreta e silenciosa – é um ótimo exemplo da encruzilhada histórica que vive o imperialismo. Diante do agravamento da crise de 2008, o golpe do Euromaidan era uma necessidade, assim como destroçar a Rússia continua sendo. Todavia, tanto na política como na física, ações geram reações.

A ascensão dos nazistas na Ucrânia, em meio ao golpe, desencadeou o surgimento de um governo operário em Lugansk e Donetsk. Principal ferramenta do imperialismo para suas missões políticas mais duras, o nazismo foi respondido pelos trabalhadores com a mais acabada expressão de luta do proletariado, herança da revolução russa: os sovietes.

Da tentativa da OTAN de submeter a Rússia, o imperialismo fez o bolchevismo ressurgir no Leste Europeu. Em diversas localidades a ação predatória da ditadura global enfrenta uma dura resposta de suas vítimas. Eventos como a expulsão das tropas estrangeiras no Afeganistão, a mobilização no Sahel contra usurpadores da África, a disposição russa em enfrentar a OTAN e mesmo as crises internas nas potências imperialistas são evidências de um regime cada vez mais contestado e frágil. E claro, não podemos esquecer a América Latina.

O quintal da principal potência imperialista, os EUA, precisa ser mantido na linha, porém, essa operação revela-se cada vez mais problemática, como demonstra a reação contra o golpe dos trabalhadores bolivianos; a eleição de Xiomara Castro em Honduras e, recentemente, a dificuldade dos EUA em realizar o encontro da Cúpula das Américas, prevista para o próximo 6 de junho, em Los Angeles. O exemplo vindo do Donbass deve ser admirado e, mais importante ainda, seguido.

Os trabalhadores podem e devem realizar em escala mundial o que os operários fizeram em pequena escala, no âmbito de Lugansk e Donetsk. A volta da temporada das revoluções soviéticas é outro indicativo de que a situação mundial desloca-se à esquerda, apesar da classe trabalhadora ainda estar se levantando do refluxo em que foi posta nos anos 1990. É preciso estar atento a esta situação que se avizinha e impulsionar a rebeldia do movimento operário contra o imperialismo e suas máquinas infernais.

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