50% já!

Por uma campanha nacional pelo reajuste dos salários

O miserável salário mínimo é o parâmetro utilizado pelos capitalistas para promover a expropriação do conjunto dos trabalhadores
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Segundo cálculos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apresentados na primeira semana de maio, o salário mínimo do brasileiro deveria ser R$6.754,33 (calculado para abril de 2022), para atender às necessidades vitais de um trabalhador e de sua família. Este valor é mais de cinco vezes maior do que o mínimo oficial, de R$1.212,00.

Um salário de fome

O cálculo do salário mínimo do DIEESE é feito com base no  Decreto Lei 399 de 1938, que considera uma estrutura ponderada a partir de cinco itens – alimentação, vestuário, habitação, transporte e higiene.

No caso da alimentação, que corresponde à cesta de produtos de necessidade básica, destinada ao consumo mensal de uma família de quatro pessoas, o valor a ser ponderado é o da cesta em seu preço mais elevado. No caso do mês de abril, a cesta básica mais cara corresponde ao estado de São Paulo: R$803,99. Para cada família, que no Brasil teria a média de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças ou jovens), o DIEESE considera ser necessário três cestas por mês.

O Dieese também informou que  para comprar uma cesta básica, um trabalhador deve trabalhar por um tempo médio de 124 horas e 8 minutos, (maior do que o tempo registrado em março, de 119 horas e 11 minutos).

Ao fazer a comparação do custo da cesta e o salário mínimo líquido (aquele obtido após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social), nota-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, em abril de 2022, 61% do rendimento para adquirir, apenas, os produtos de uma única cesta. Isto é maior do que o comprometimento registrado para março, quando o percentual foi de 58,57%. É também maior que o valor obtido para o mesmo mês, no ano passado: quando o salário mínimo era de R$1.100,00, o percentual de comprometimento estava em 54,36%.

No sítio do Departamento, também se encontram informações sobre o comportamento dos preços dos principais produtos da cesta básica. Por exemplo, para o mês de abril, considerando 13 produtos que compõem a cesta básica, 12 tiveram aumento nos preços médios na comparação a março: batata (24,15%), tomate (16,09%), óleo de soja (8,29%), feijão carioquinha (7,43%), farinha de trigo (5,78%), arroz agulhinha (4,43%), café em pó (2,52%), pão francês (2,39%), entre outros.

O mínimo como balizador

O salário mínimo é uma demanda dos trabalhadores e também um direito social conquistado e regulado pelo Estado. Abrange todo o território nacional incluindo trabalhadores rurais e urbanos, servindo de referência direta para mais 50 milhões de brasileiros.

Oficialmente, a correção do salário mínimo é feita anualmente pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Ocorre que esse índice, além de manipulado, expressa uma composição de produtos que em sua maior parte não faz parte da vida do trabalhador com menores rendimentos. 

Por isso, a subida nos preços dos produtos consumidos pelo trabalhador, deveria estar acompanhada de um aumento no salário mínimo, de modo que a compra do mês não fosse afetada, mas sempre mantida. 

Sobre a alta dos preços, vale destacar a disparada do valor dos combustíveis, que alavancam uma alta geral nos preços dos demais produtos, tornando a inflação também elevada. Quem é que consegue encher o tanque, hoje em dia?

Informações divulgadas na imprensa no ano passado dão conta do enorme efeito na vida do trabalhador do País, que tem justamente como base a existência de um salário mínimo tão miserável.

Segundo dados do PNAD do IBGE – índice que mede a evolução nos salários dos brasileiros, mais de 30 milhões de trabalhadores (34,4%) vivem com um salário mínimo e 90%, o que seria próximo a 80 milhões, recebem menos de R$ 3.500,00, ou seja, metade do que corresponderia ao salário mínimo atual necessário, segundo o DIEESE.

50% de reajuste, já!

Diante de situação tão alarmante, é necessário uma campanha gigantesca pela imediata reposição das perdas salariais.

Muitas categorias, como professores e metalúrgicos, estão fazendo ou fizeram greve pela reposição das perdas, mas falta uma campanha de conjunto que tem, necessariamente, de ser impulsionada pela CUT e seus sindicatos, no sentido de unificar os trabalhadores em uma só luta, afinal, como é fácil constatar, trata-se de uma pauta comum a todos.

A Corrente Sindical Nacional Causa Operária defende, de imediato, uma campanha que tenha como índice um reajuste de 50% generalizado.

Para isso é preciso uma ação decidida das direções. Nunca é demais lembrar, que a razão da existência de uma central sindical – no  caso brasileiro só existe na realidade a CUT – é a de unificar os trabalhadores em torno das suas reivindicações  fundamentais, em particular o valor de venda da força de trabalho.

Uma campanha dessa envergadura deve ser precedida de um trabalho para mobilizar amplas camadas dos trabalhadores em suas categorias, com assembleias, plenárias, atividades nos bairros operários, congressos, encontros nacionais unificados, enfim colocar em movimento uma grande campanha de agitação e propaganda entre os trabalhadores.

Por isso é preciso superar a paralisia de boa parte dos sindicatos e da direção da CUT, que tem colocado como eixo a “unidade” na paralisia com os sindicalistas pelegos das “centrais” patronais.

É preciso uma campanha de verdade em torno da luta pela imediata reposição de 50% dos salários, pelo gatilho salarial, ou seja, o reajuste automático dos salários a cada três meses ou toda vez que a inflação atingir 3% (acumulado); pela estabilidade no emprego e por um salário mínimo real de hoje – conforme indicam os cálculos do DIEESE, não poderia ser de menos de R$7.000, para atender 1as necessidades do trabalhador e de sua família, entre outras reivindicações.

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