Organizar a luta contra a militarização das escolas

Juventude reúne-se em conferência para organizar luta por interesses centrais aos jovens brasileiros
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

A Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) prepara-se para realizar no mês de maio, sua conferência nacional, um evento de fundamental importância para toda a juventude nacional, que busca uma alternativa de direção para as lutas do estudantado brasileiro, assim como de todos os jovens do País, um dos setores mais afetados pelas políticas neoliberais e de terra arrasada dos golpistas, que desde o golpe de Estado de 2016, impuseram um verdadeiro regime de terror contra a população pobre e em especial contra a juventude.

Um dos temas a serem discutidos na conferência diz respeito ao avanço do golpe nas escolas, onde diversos governos direitistas, alinhados com o que existe de pior na política nacional, buscam confinar os alunos em verdadeiros campos de concentração, pois essa é a proposta do projeto que tem por objetivo a multiplicação das escolas militarizadas em todo o País. Além dessa importante temática, a conferência também irá abordar e discutir outras problemáticas que permeiam a questão do ensino nacional, sendo a mais urgente delas o ataque às universidades que ocorre através das intervenções do governo direitista de Bolsonaro e os pastores obscurantistas encastelados no Ministério da Educação (MEC). 

Para se ter uma ideia, ainda que tênue do problema, o governo Bolsonaro quer, até o final de 2022, implantar a militarização em 216 escolas, transformando-as em estabelecimentos de ensino “cívico-militares”. Mais correto seria “cínico-militares”. 

Em 2019, o governo impostor de Jair Bolsonaro lançou o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, o PECIM. O Programa pretende implantar 200 escolas até o final de 2023. O Ministério da Educação informa que há 127 escolas adotando esse modelo em 26 estados, atendendo 83 mil famílias. No entanto,  o governo Bolsonaro está aumentando em 200 o número de escolas a serem militarizadas, antecipando a implantação para até o final de 2022. 

Em novembro de 2021, o então ministro da Educação, Milton Ribeiro disse: “Nós estamos, neste ano de 2021, antecipando a meta que seria alcançada somente em 2023, e teremos 216 escolas cívico-militares até o final de 2022”. O governo Bolsonaro está investindo pesado nesta parceria entre o ministério da Educação e da Defesa; são 14 milhões em 2020 e 46 milhões em 2021, um aumento de 309% no orçamento para esse fim. O MEC também informa que há por volta de 300 municípios na lista de espera que desejam aderir ao programa.

As escolas ficarão distribuídas da seguinte forma: 55 escolas na região Sudeste; 52 na região Sul; 44 na região Norte; 36 na região Nordeste e 29 escolas na região Centro-Oeste. O Rio Grande do Sul ficará com o maior número de escolas, 22. Em contrapartida, Roraima ficará com uma. 

Bolsonaro encontrou a fórmula perfeita para implantar mais repressão, juntar pobreza com violência em um discurso de que a militarização das escolas irá resolver problemas que dizem respeito diretamente à estrutura sobre a qual se assenta o capitalismo. Uma falácia! Sabemos que a indisciplina, assim como outras mazelas do ensino nacional são motivados por vários fatores, dentre eles um ensino de péssima qualidade, a baixa remuneração dos profissionais da educação, dentre outros.

Na verdade, esse projeto representa um ataque de corte fascista contra o movimento estudantil e a juventude. É, antes de tudo, uma forma de impulsionar a repressão por meio da disciplina militar contra os estudantes. Algo que criminaliza, na prática, o movimento estudantil. 

Dessa maneira, torna-se fundamental organizar a juventude em torno de um programa real de lutas, de mobilização, pois as entidades oficiais (UNE, UBES) já há muito abandonaram qualquer perspectiva de colocar a juventude em movimento contra os inimigos golpistas da educação. É preciso, assim, fortalecer a AJR e os comitês de luta estudantis em todo o País. 

Para isso, a conferência da AJR vem a cumprir um papel fundamental na organização desta luta. É de vital importância que todos que querem organizar a resistência e a luta contra o golpe nas escolas e universidades participem, formem seus comitês e organizem com a juventude do PCO a mobilização.

O Congresso tem como data indicativa a terceira semana de maio. Para participar, entre em contato com a organização: (11) 97477-1917.

Central de Vendas

Entre em contato pelo WhatsApp  11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Precisa de ajuda?

Em caso de dúvidas, ou se quiser recuperar seu “Usuário”, envie mensagem para 11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Faça já sua assinatura digital de Causa Operária:
  • Assinatura Mensal Digital Completa (por quatro semanas) por R$ 11,99 um único mês, você pode optar pela renovação automática, descontando R$ 11,99 todo mês da sua conta.
  • Assinatura Semestral Digital Completa (por vinte e quatro semanas) por R$ 64,99 pagamento único.
  • Assinatura Anual Digital Completa (por quarenta e oito semanas) por R$ 99,99 pagamento único.

Menu Principal

Ajuda, Dúvidas e Televendas