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O parto tem que ser humanizado porque o sistema é desumano

Tudo está submetido ao sistema capitalista que quer o lucro acima de tudo, a qualquer custo
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Decidimos entrar em polêmica em torno da questão do parto; é preciso destacar, um debate em torno do problema da medicina, dos profissionais pequeno-burgueses como é o caso dos médicos e o capitalismo. Tudo isso para, resumidamente, dizer que o movimento pelo parto humanizado, assim como o  movimento de mulheres em si, não é identitário. O tema é importante e por isso deve ser discutido.

Sob o domínio da burguesia

A maioria das categorias profissionais da pequena-burguesia fazem parte do capitalismo e de um modo mais direto acabam funcionando como agentes do capitalismo. Assim, a medicina faz parte do capitalismo e os médicos são agentes do capitalismo na área da medicina.

É assim que o sistema funciona, não tem como ser diferente. É a regra, é um dispositivo do capitalismo que, também como regra, está sempre em luta contra os interesses mais gerais da humanidade.

Existe a lenda neoliberal de que  o capitalismo produz para satisfazer as necessidades do mundo, não é verdade. Nenhum capitalista está preocupado com nenhuma necessidade humana, exceto a deles próprios. E ninguém vai se dar ao trabalho de montar um negócio capitalista para satisfazer a necessidade de ninguém; o único objetivo da atividade capitalista é ganhar dinheiro. Se for o caso de fazer algo sem ganhar dinheiro, será mal feito e feito de má vontade. Por exemplo, uma empresa de automóvel não produz para que o motorista se sinta bem dirigindo. A empresa farmacêutica muitas vezes falsifica o remédio que produz e ele vai ter um efeito menor, mas o capitalista não liga e essas coisas são muito comuns.

Na medicina é a mesma coisa. Você pode ter um problema grave, mas para ser atendido tem que abrir a carteira ou ter um plano de saúde, mas você corre o risco de não cobrir a sua doença. Então, na sociedade capitalista as profissões diretamente ligadas ao capitalismo são assim; fazem o contrário do que se anuncia ou que deveriam fazer.

O jornalismo deveria informar, mas desinforma, mente, distorce. É assim porque o jornalista tem que escrever aquilo que o dono da Folha de S. Paulo. Isso pode se dar conscientemente, voluntariamente ou não. De todo modo prestam um desserviço para a sociedade.

Não falar isso é decorar o capitalismo como uma coisa diferente do que ele é. Como se não fosse uma monstruosidade e fosse até uma coisa benigna.

Sistema desumano

O sistema de saúde no capitalismo é uma das coisas mais cruéis e desumanas que existem na sociedade capitalista. É preciso ter consciência disso.

Ser um médico não quer dizer que você seja desumano, mas é preciso ter consciência da realidade. O sistema de saúde atual é uma máquina de prejudicar as pessoas sob o pretexto de que estão sendo curadas. Se conseguirem curar e ao mesmo tempo ter um lucro razoável tudo bem, mas não é sempre assim. Muitas vezes vão economizar o dinheiro e você vai continuar sofrendo. Isso ocasiona uma série de outras perversões no sistema como descuidos, erros, falta de atendimento etc.

Parto humanizado

O problema do parto humanizado é justamente isso. Existe um movimento pelo parto humanizado porque os hospitais particulares, principalmente, querem fazer cesariana. É mais vantajoso, mais lucrativo para eles. Os números mostram que 56% dos partos no Brasil são cesariana; sendo que no setor privado essa taxa se aproxima de 90% dos nascimentos. Por isso surgiu o movimento parto humanizado, o que causa estranheza, pois o parto deveria ser uma coisa humanizada por definição. Mas criaram  o movimento porque o sistema é muito desumano e tem como objetivo central garantir o lucro dos tubarões capitalistas que controlam o “mercado da saúde”.

Capitalismo x Saúde

Nesse debate levantou-se a questão de que o problema não é o capitalismo, pois na Europa não tem tanto problema e na URSS funcionava como o norte-americano e brasileiro.

Sobre isso tem-se que dizer que a URSS não era socialista. Apesar da vitória da revolução em 1917, o isolamento do País e a ascensão da burocracia – sob o comando de Stálin – levou o país a ser dirigido por uma burocracia que odiava a população do próprio país. Nessas condições, as pessoas serem maltratadas lá era uma coisa lógica. E na Europa a situação não é tão grave porque boa parte do sistema de saúde europeu – ainda hoje – é estatal, não está na mão dos banqueiros, de capitalistas. Colocar a saúde nas mãos dos capitalistas é garantia de que o povo vai sofrer, como confirma o recorde de mortos na pandemia, no país mais rico do Mundo, os EUA.

Medicina estatal

Por isso, o correto é defender a medicina totalmente estatal, pública. Saúde não tem que ficar na mão dos capitalistas. Por exemplo, uma das maiores crises na França e na Inglaterra, no último período, foram as tentativas de desmontar a saúde pública. O sistema público da Inglaterra era uma coisa “socialista”, dentro do capitalismo. Era universal, praticamente só tinha o sistema de saúde público, e tratava de tudo, desde um corte no dedo até um câncer cerebral. Era muito bem equipado, os médicos eram muito bons e funcionava bem para a população. Agora, vem sofrendo ataques e está virando uma selvageria.

Ou seja, é só colocar na mão do capitalista que vira um inferno. Muita gente não se dá conta, mas estamos atravessando um período de inflação e os lucros da maioria das empresas estão caindo. Se observar bem, indo ao supermercado ou comprando um remédio é fácil notar que estamos comprando produtos que não são os mesmos de alguns meses atrás. O produto decai para manter o lucro. Assim funciona o capitalismo.

Não depende do indivíduo

No caso das categorias profissionais, o sistema não depende da mentalidade individual do profissional. Depende do sistema no qual atua e trata-se do sistema capitalista. Um operário vai produzir aquilo que falarem para ele produzir. Ele não tem uma participação intelectual, por assim dizer, no trabalho, no que está sendo produzido, são outras pessoas que vão atuar nessa área.

O capitalismo é isso. O jornalista está aí para mentir, o médico está aí para garantir o lucro dos tubarões, o advogado para garantir seus ganhos e não “a justiça” e assim por diante. A maioria das categorias profissionais funcionam assim. Não é que o profissional seja particularmente mal ou bom, mas é o sistema que determina o funcionamento geral das coisas e estamos dentro desse sistema que é o capitalismo, no qual a vida e saúde das pessoas só tem valor, para os capitalistas, se for fonte de lucro.

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