No DF, vamos fazer uma campanha de luta contra a direita e o golpe

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Renan Arruda

Eleições à vista e um frenesi imenso toma conta dos partidos políticos, em particular os da esquerda. Na expectativa de se elegerem, os candidatos aderem ao vale-tudo. Uns que até ontem estavam nas ruas lutando contra o golpe de 2016, a prisão de Lula e o seu banimento das eleições presidenciais passadas, portanto críticos ferrenhos da direita à la PSDB, hoje passam uma borracha nas lutas passadas e em nome do pragmatismo que supostamente garantiria a vitória de Lula, batem palmas para inimigos declarados da esquerda, como o ex-governador Geraldo Alckmin e o ultra pelego Paulinho da Força. No plano local estão dispostos –  agora em nome de uma grande frente de sustentação de um eventual futuro governo Lula – a apoiar o PV – um partido raquítico, esquálido – ou o PSB do ex-governador Rodrigo Rollemberg, que já nas eleições de 2014, mancomunado com o então candidato Aécio Neves do PSDB, fez coro com a campanha direitista de ataques aos governos petistas e com o mesmo Aécio e todo tipo de político picareta do país apoiou o impeachment da presidenta Dilma.

Quanto aos demais setores da esquerda, em maior ou menor medida, todos apoiaram o golpe de 2016, ou no máximo se posicionaram formalmente contra o impeachment, como foi o caso do PSOL com o voto de sua bancada contrária ao afastamento da mandatária petista. Partidos como o PCB, a UP e o PSTU, que podem vir a lançar candidaturas próprias, têm em comum o fato de serem contra a candidatura de Lula, o único candidato da esquerda com amplo apoio popular e com chances reais de ser eleito em oposição aos interesses do golpe de 2016 e, justamente por isso, expressão maior da luta contra a direita que deu o golpe e o bolsonarismo que dele se beneficiou.

Finalmente, esses partidos de esquerda – PCB, UP, PSTU, PSOL – e outros que nem mesmo de esquerda são, como o PSB, Solidariedade, Cidadania mais a Força Sindical, fizeram um ato conjunto de 1º de Maio em Brasília em oposição ao ato da CUT – um ato, que apesar de todas as limitações, tinha entre seus eixos o apoio à candidatura de Lula -, demonstrando que os “aliados” do PT não são exatamente aliados e os demais, que utilizam como pretexto para atacar a candidatura de Lula justamente as suas alianças, estavam de braços dados com os “aliados” do PT e de Lula, que dizem condenar.

É justamente por não haver da parte dos partidos que se reivindicam de esquerda, que dizem representar os interesses dos trabalhadores, que o PCO tomou a decisão de lançar candidaturas majoritárias aos governos estaduais, distrital e ao senado em todo o País. Diferentemente dos demais partidos da esquerda nacional, o PCO se lança às eleições tendo como eixo fundamental buscar a mobilização das amplas massas em torno das suas reivindicações fundamentais, o que passa necessariamente pela luta para derrotar o golpe de estado vigente no País desde 2016 e que tem em Lula o seu pólo aglutinador com chances reais de impor essa derrota à direita. 

O Partido comparecerá às eleições não para alimentar a ilusão corrente de que estas, por si só, podem mudar o País, mas que a mobilização dos explorados é o ponto de partida para lutar pela reversão total das medidas adotadas pelo golpe. É fundamental, ainda, destacar que somente a mobilização imediata poderá permitir e garantir a vitória de Lula.

O PCO foi o primeiro partido a declarar publicamente o apoio à candidatura do ex-presidente; mais ainda, um apoio incondicional. Significa apoio independente do seu programa e das suas alianças, mas não nos furtamos a criticar com veemência que o tipo de aliança que o PT está promovendo está na contramão do amplo anseio popular pela derrota do golpe. São alianças que não somam, mas subtraem. Geraldo Alckmin, durante 12 anos governando o mais importante Estado do País foi um inimigo ferrenho dos trabalhadores, e sua polícia assassina fez milhares de vítimas. Defensor do impeachment, liberou as catracas em dias de atos da direita golpista. Alckmin é um exemplo, como ele há dezenas, talvez centenas de golpistas que dizem apoiar Lula; a esmagadora maioria, no entanto, quer chupinhar a popularidade de Lula, ao mesmo tempo fazem pressão para que a campanha vá para a direita. Em outras palavras, nada de Lula antissistema, mas um candidato que seria um instrumento para “virar a página do golpe”, como preconiza, também, setores da direita do PT.

Obviamente que essa manobra não transforma Lula no candidato dos golpistas, do imperialismo. Eles não deram o golpe de 2016 para agora devolver para o PT, particularmente para Lula, a presidência da República. Eles têm consciência que por trás de Lula tem um gigantesco movimento operário e popular e tudo que não querem é ver o povo nas ruas.

É por isso que, em essência, essa manobra procura esvaziar a candidatura de Lula de um ponto de vista das forças populares, fazendo uma campanha por cima.

Por isso o PCO, em seu apoio a Lula, aponta um único caminho, que é o de criar milhares de comitês por Lula presidente, por um governo dos trabalhadores, vale dizer, opor a força do povo aos golpistas.

Nos estados e no DF, opor a mobilização popular, também aos candidatos da direita, golpistas, como Ibaneis Rocha no DF. Ibaneis é bolsonarista raiz. Está com o presidente fascista desde as eleições de 2018, que excluiu Lula da disputa.

O PCO defende candidaturas que expressem uma luta real contra os golpistas, contra a direita. Que a campanha se dê em torno de Lula presidente, com o povo na rua. É por isso que o PCO tem em suas candidaturas, militantes que desde a primeira hora – ainda na luta contra o golpe do impeachment – chamou a constituição de comitês de luta, como o que temos em Brasília, fundado em 2016. E é com essa militância, em uma frente única, que conta, com vários pré-candidatos do PT, é que pretendemos empunhar a bandeira de Lula presidente, por um governo dos trabalhadores, com o povo na rua para derrotar o golpe de estado.

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