Nenhum emprego a mais e muito salário e direitos menos

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Dois estudos apresentados na terceira semana de maio reafirmam o que pode ser constatado empiricamente sobre a realidade do emprego no País, em particular no que diz respeito aos resultados da Reforma Trabalhista aprovada no governo do golpista usurpador Michel Temer, em 2017. São dados que desmentem a promessa de Temer e dos propagandistas favoráveis à reforma, alegando que essa iria gerar entre 2 e 6 milhões de empregos em curto espaço de tempo, alguns mais empolgados chegaram a falar em 8 milhões. Uma profunda falácia. 

O primeiro deles, de autoria do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que na época da aprovação da Reforma, a taxa de desemprego no País era de 12,7% em 2017, caindo míseros 0,4 pontos percentuais um ano depois, 12,3% em 2018, recuando em 2019 para 11,9% e atingindo seu maior índice histórico em maio de 2021, com 14,8%, no auge do período da pandemia.

A expectativa dos golpistas era a de que com o corte nos direitos trabalhistas e o consequente barateamento da força de trabalho, as empresas contratariam mais trabalhadores. A realidade tratou de mostrar que não passava de uma propaganda barata. Em seguida, já com a pandemia, os empresários vão novamente se valer da nova lei e dos benefícios governamentais  concedidos aos empregadores para se desfazer de mais uma fatia dos trabalhadores empregados.

Um segundo estudo, esse da ​​LCA Consultores, também se valendo de dados do IBGE, no caso a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), entre 2014 e 2022, o número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu em 2,8 milhões, enquanto que o de trabalhadores por conta própria, os chamados MEI – Microempreendedor Individual, ou sem registro em carteira, a informalidade, aumentou em 6,3 milhões em 8 anos.

Com relação ao período compreendido para o estudo da LCA, trata-se, no seu início,  justamente do momento que os golpistas colocaram em andamento as engrenagens do golpe, com os grandes grupos econômicos boicotando deliberadamente o governo Dilma no fim do seu primeiro mandato e com isso criando condições para que o golpe fosse operado eleitoralmente, com a vitória de Aécio Neves do PSDB, nas eleições de 2014. Com o fracasso da manobra, essa política se  intensifica no início do seu segundo mandato até a sua derrubada em 2016.

Uma segunda questão que a  pesquisa da LCA não aprofunda é que os dois indicadores, diminuição de trabalhadores com carteira assinada e os novos trabalhadores sem carteira (eufemisticamente chamados de “empreendedores”) deveriam ser somados ou, no mínimo, considerado para efeito de conta como os 6,3 milhões do segundo grupo, que seria a soma 2,8 milhões de trabalhadores que perderam a carteira mais 3,5 milhões de trabalhadores que regressaram ou ingressaram no mercado de trabalho e que não obtiveram sucesso em conseguir um trabalho com carteira assinada, portanto, também se transformam em MEI ou sem carteira. Esta seria a conta para se avaliar, por baixo, o efeito da Reforma Trabalhista. Ou seja, não é que criou emprego, mas expulsou 6,3 milhões do mercado de trabalho.

A realidade do País se apresenta muito pior do que indicam os números, em grande medida meros dados estatísticos manipulados. Contudo, se somarmos o resultado da pesquisa acima à constante diminuição da massa salarial diante do capital, que vem decaindo já há vários anos, vamos chegar mais próximo da realidade dos trabalhadores por conta própria, por exemplo, propagandeados na grande imprensa como os novos “empreendedores”, mas que na verdade foram obrigados a trocar uma situação de emprego com carteira assinada já bastante precário pela condição de um “empreendedor” que não tem mais direito a nada, um verdadeiro regime de escravidão. Esse é o resultado da famigerada reforma.

Central de Vendas

Entre em contato pelo WhatsApp  11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Precisa de ajuda?

Em caso de dúvidas, ou se quiser recuperar seu “Usuário”, envie mensagem para 11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Faça já sua assinatura digital de Causa Operária:
  • Assinatura Mensal Digital Completa (por quatro semanas) por R$ 11,99 um único mês, você pode optar pela renovação automática, descontando R$ 11,99 todo mês da sua conta.
  • Assinatura Semestral Digital Completa (por vinte e quatro semanas) por R$ 64,99 pagamento único.
  • Assinatura Anual Digital Completa (por quarenta e oito semanas) por R$ 99,99 pagamento único.

Menu Principal

Ajuda, Dúvidas e Televendas