Monopólios encarecem alimentos em quase 30% no mundo

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Indicador da carestia global, o Índice de Preços de Alimentos (FFPI, na sigla em inglês) elaborado pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), apontou elevação de 29,8% no preço global dos alimentos entre abril de 2021 ao mesmo mês de 2022. O resultado foi divulgado no último dia 6, no balanço mensal feito pela entidade da ONU. Segundo o relatório da FAO, a variação de preços entre março e abril apresentou uma ligeira queda, -0,8%, após o último mês de março registrar o maior recorde inflacionário medido pelo FFPI desde 1990.

De acordo com o índice, o aumento dos preços no setor de laticínios foi de 23,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Outros itens, como o açúcar, chegaram a aumentar quase 60% no mesmo período.

Comentando o resultado, o economista-chefe da FAO, Máximo Torero Cullen, destacou que “a ligeira queda do índice [na variação mensal] é um grande alívio, principalmente para os países de baixa renda com déficit alimentar, embora os preços dos alimentos ainda permaneçam próximos dos picos recentes, refletindo a persistente escassez de oferta nos mercados e representa um desafio para a segurança alimentar da população”, disse Cullen, acrescentando que o resultado da carestia são “pessoas mais vulneráveis em todo o mundo”, concluiu.

Já outro economista da FAO, Erin Collier, apresenta uma visão menos otimista sobre a retração verificada após a maior alta já registrada: “É realmente um declínio muito pequeno”, disse em entrevista à rede americana Bloomberg. “Os preços definitivamente continuam muito altos e ainda são uma preocupação muito grande, especialmente para os países com déficit alimentar de baixa renda.” A preocupação dos economistas da FAO com a crise alimentar não é gratuita.

Segundo a entidade, ainda antes da alta explosiva dos preços dos alimentos, em 2020, mais de 811 milhões de pessoas passavam fome no mundo. A ONU estima ainda que 2,37 bilhões de pessoas situam-se em uma faixa que abriga desde os famélicos aos que se alimentam, mas sob a base de uma dieta pobre em nutrientes, o que acarreta graves riscos para a saúde dos que se encontram no segundo grupo. Desde a publicação destes dados, em 2020, a carestia global já aumentou o preço dos alimentos em mais de 75% (“World Hunger ‘Exploding’ After 25% Spike Before Ukraine War“, Megan Durisin, Bloomberg).

Sem surpresa, a Operação Militar Especial, desencadeada pelo governo russo para impedir a conversão da vizinha Ucrânia em base militar a serviço do imperialismo, aparece creditada pela ONU como um dos fatores a impulsionar a crise.

Em nota, o sítio oficial do Programa Mundial de Alimentos (WFP na sigla em inglês) destaca que “o conflito ainda é o maior motor da fome, com 60% dos famintos do mundo vivendo em áreas atingidas pela guerra e violência”, concluindo que “os eventos que se desenrolam na Ucrânia são mais uma prova de como o conflito alimenta a fome, forçando as pessoas a sair de suas casas e exterminando suas fontes de renda.”

O que a organização não lembra (e nem poderia) é o papel do imperialismo, principal fator responsável tanto pela desorganização econômica causada pela pandemia quanto pela guerra no Leste europeu. Fica evidente por falas como a de Collier que há uma preocupação com os efeitos explosivos da carestia.

Contudo, 3,7 bilhões de seres humanos alimentando-se mal ou sequer isso, ainda não serviram, por exemplo, para que fossem retiradas as sanções contra a Rússia. Sinal de que os interesses destrutivos do imperialismo precisam ser mais pressionados.

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