Nada ganho

Direitização ameaça campanha de Lula

Lançamento da pré-candidatura evidenciou que “aliados” direitistas buscam controlar situação
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No dia 7 de maio, em São Paulo, aconteceu o lançamento da pré-candidatura de Lula. O evento não foi muito diferente do 1º de Maio (leia matéria nesta página).

O público era mais animado porque eram deputados, vereadores, a maioria do aparato do PT; e foi bem menor que o ato de 1º de Maio, que já foi pequeno.

Como no 1º de Maio, Alckmin cautelosamente não participou. Mandou “mensagem” que foi exibida no telão. Afinal, se estivesse lá a situação poderia sair do controle, mesmo com credenciamento, porque ninguém engoliu essa decisão da candidatura de Alckmin.

Discurso lido

Quando chegou a hora de falar, Lula leu o discurso. Uma coisa fora do comum. Uma parte do discurso foi positiva, falou contra as privatizações, mas a outra parte era a tentativa de apresentar o Lula como se fosse o Fernando Haddad. Um candidato pequeno-burguês; inócuo, produzido  pelo marketing, do amor contra o ódio. Um discurso sem cheiro, sem cor, sem gosto nem nada.

A leitura do discurso é um péssimo sinal, porque Lula deu uma entrevista para a revista norte-americana Time e disse que o presidente ucraniano Zelensky é tão culpado quanto o russo Vladimir Putin pela guerra. Uma declaração que tem apoio em amplos setores da população. Muita gente acha que os EUA são os verdadeiros responsáveis, o que é fato. Mas essa fala, entre outras, causou estranheza no PT. Para muita gente ali a campanha tem que ser de declarações convencionais.

Quando Lula falou dos policiais, os “publicitários” foram falar que não podia, porque ia perder votos desse segmento. Para os “publicitários”, se Lula for bonzinho com os policiais, eles vão votar em Lula. Coisa que ninguém pode acreditar. A esmagadora maioria dos votos da PM vai para Bolsonaro. Lula ganharia muito mais se falasse das chacinas que a PM provoca no Rio de Janeiro, por exemplo, porque a população pobre vota nele, agora, elogiar policiais não vai garantir nenhum voto.

Uma anti campanha

Lula leu o discurso porque criou-se no PT a ideia de que ele está falando muita besteira. Significa que transformaram a campanha de Lula em uma anti campanha. Primeiro o cercaram de lixo. Alckmin, Força Sindical, Boulos; depois querem transformá-lo. A ala direita do PT está ameaçando a campanha de Lula, pois a direitização de Lula, da sua campanha, é o caminho da derrota.

Todo mundo sabe que Lula é popular por ser como ele é; o povo gosta do Lula, mas para essas pessoas ele não pode ser ele, tem que ser uma personagem inventada que vai falar aquilo que outra pessoa acha que ele tem que falar (num discurso lido). Isso é uma campanha contra, porque o Lula tem voto por ser o Lula, não se for outra pessoa. 

Querem transformá-lo em boneco de ventríloquo, para falar aquilo que os outros querem que ele fale. Isso não acrescenta nada, não está criando clima positivo para a campanha e não vai dar certo.

Outra característica contra a campanha é o verde amarelo. Então temos o Lula verde e amarelo, que não fala o que pensa, ou pelo menos não do jeito dele, rodeado de lixo e carregando  nas costas o Alckmin, que é um trambolho que ninguém gostaria de carregar.

Eleição não está ganha

Essa campanha parte da ideia de que a eleição está ganha. Se está ganha é pelo Lula, não pelo personagem que estão tentando criar.

A eleição ganha não tem apelo. Mas quem olha de fora do mundo cor de rosa dos petistas fica muito preocupado.

Voto dos jovens

Por exemplo, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fez campanha intensa para que os jovens de 16, 17 anos tirassem o título de eleitor para votar em 2022. Apareceu até ator hollywoodiano nessa campanha, como o Leonardo Di Caprio. Ou seja, alguém contratou o Leonardo Di Caprio para dar pitaco na eleição brasileira e só pode ser gente endinheirada dos EUA, possivelmente o próprio governo norte-americano. O PT não vê essa movimentação.

Segundo o próprio TSE, serão milhões de novos eleitores. O PCO é favorável a dar a esses jovens o direito de votar, mas em grande medida a maioria não participa da discussão política, então é um grupo altamente manipulável que vai fazer uma diferença grande no conjunto do eleitorado. 

Lembrando do que aconteceu na eleição passada, quando 3 milhões não votaram e, se acompanhar a movimentação do TSE, como a introdução da biometria e outras coisas, é fácil acreditar que os três milhões agora podem ir para 5 milhões; e facilmente chegamos em uma diferença de 7 milhões de votos. Não é pouca coisa. Não se sabe exatamente como vão usar isso, mas o certo é que tem muita gente trabalhando para manipular a eleição.

Tem também a denúncia de fraude e saiu a notícia de que a CIA veio pedir para Bolsonaro não se confrontar com as urnas, etc., e há uma campanha grande do TSE, departamento do STF, que decidiu censurar a eleição, então não pode, por exemplo, colocar em questão o processo eleitoral.

Alianças

Disseram que o PT fechou com toda centro-esquerda, o zoológico do lançamento da pré candidatura; agora, precisaria fechar a centro-direita, para ganhar no 1º turno. Enquanto estão trabalhando para manipular a eleição, o PT apregoa a ideia de que através de conchavos por cima vão ganhar a eleição no primeiro turno.

Se a burguesia e o setor fundamental desta estão trabalhando no sentido de impor um candidato que não é nem Lula, nem Bolsonaro, o PT vai cair na armadilha. Se a terceira via sair, o PT vai cair na armadilha, sem mobilização nem nada para reverter o quadro. A coisa vai de mal a pior. Tem que haver uma discussão e mudar de rumo.

Desanimou a militância

Tudo isso desanimou os setores mais importantes da campanha, que são os militantes do PT. Isso dava para ver claramente no 1º de Maio. O pessoal que tem disposição para sair às ruas, disputar o voto, está cada vez mais desanimado, porque fazer campanha para o Alckmin é difícil.

E a direção do PT decidiu colocá-lo em destaque. Poderia fazer aliança sem isso. Mas não, a insensibilidade com o povo é tão grande que o empurram como trunfo na campanha eleitoral.

Mas quem vai votar no Lula por causa do Alckmin? Tem gente falando que não vai votar no Lula por causa do Alckmin, não o contrário. O PCO vai votar no Lula apesar disso tudo e vai organizar um tipo de campanha para as pessoas que querem votar no Lula, mas não aguentam esse verde amarelismo, “alckminiano”, Paulinho da Força, paz e amor. Mais politizada e ativa precisa ser a campanha, porque esse começo não inspira expectativa positiva.

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