Distopia

Censura nos EUA: Biden estabelece “Ministério da Verdade”

O avanço do governo norte-americano contra as liberdades democráticas
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O Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês) norte-americano anunciou, no último dia 27, a criação do Conselho de Governança para Desinformação (DGB, em inglês). A nova instituição já estava em operação há dois meses quando foi anunciada ao público, durante uma audiência sobre o orçamento do DHS no Congresso.

A revelação causou choque na oposição republicana que disparou contra a medida do governo do democrata Joe Biden. “Eu não acredito que o governo dos EUA deveria voltar contra o povo norte-americano as ferramentas que utilizamos para assistir nossos aliados contra adversários estrangeiros”, disse o senador republicano Rob Portman, do Estado de Ohio. “Nosso foco deveria estar em maus atores como a Rússia e a China, não contra nossos próprios cidadãos”, concluiu.

Se a direita reagiu, a esquerda integrada ao governo Biden – liderada por figuras como o senador Bernie Sanders e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez – se omitiu completamente diante da questão. Dentro do Partido Democrata, a única figura de destaque a se posicionar foi Tulsi Gabbard que, em entrevista à Fox News, ecoou a discussão nas redes sociais e comparou o DGB ao Ministério da Verdade, órgão governamental fictício que controla a circulação de informação na ditadura retratada no romance 1984, do escritor britânico George Orwell.

A repercussão foi tão negativa que as autoridades norte-americanas se viram forçadas a lançar uma nota explicativa, que já é uma demonstração do papel que cumprirá o órgão recém-criado. O documento, intitulado “Ficha informativa: Grupo de trabalho interno do DHS protege a liberdade de expressão e outros direitos fundamentais ao abordar a desinformação que ameaça a segurança dos EUA”, procurou acalmar os republicanos destacando que não seriam eles o alvo da censura.

“Quando se trata do trabalho do DHS, o Departamento está focado na desinformação que ameaça a segurança do povo norte-americano, incluindo a desinformação espalhada por estados estrangeiros como Rússia, China e Irã, ou outros adversários, como organizações criminosas transnacionais e organizações de contrabando de seres humanos”, disse o comunicado publicado no próprio sítio do DHS.

Os objetivos mais imediatos do DGB, no entanto, ficam explícitos pela pessoa indicada para liderá-lo. Nina Jankowicz está envolvida com a ala democrata da política norte-americana há ao menos uma década e diz com orgulho em seu sítio que “orientou o Ministério de Relações Exteriores Ucraniano a respeito de desinformação e comunicação estratégica” de 2016 a 2017.

Jankowicz foi árdua defensora da tese de que os russos teriam sido os responsáveis pela derrota eleitoral de Hillary Clinton em 2016. Ironicamente, a burocrata disseminou desinformação ao alegar que os arquivos encontrados no computador de Hunter Biden, filho do atual presidente norte-americano, eram fabricados e faziam parte de uma campanha de mentiras russas. A autenticidade desses documentos que revelam o envolvimento da família Biden em corrupção na Ucrânia foi discretamente reconhecida este ano pelo The New York Times e pelo The Washington Post, quase dois anos após terem emergido durante a campanha presidencial de 2020.

O avanço do governo norte-americano contra as liberdades democráticas não é um problema passageiro. Há alguns anos já existe em universidades norte-americanas cátedras responsáveis por vigiar a veiculação de desinformação. A falta de princípios políticos da esquerda institucional norte-americana permitiu que a população fosse aos poucos condicionada a aceitar a censura que, se já era aplicada de forma velada, agora é aberta e legalizada.

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