BolsoFrança é a terceira via antiLula em São Paulo

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O que até o momento parecia meio nebuloso no quadro eleitoral do mais importante estado do País (São Paulo), começa a ganhar contornos mais transparentes com as definições que se desenham em relação ao cenário sucessório estadual e também nacional (presidência), na medida em que o que acontece em São Paulo repercute nacionalmente.

Com muito boas perspectivas de se tornar o primeiro governador petista do Estado, o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, seguido do candidato do PSB, Márcio França, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto. Haddad ostenta, nesse momento, de acordo com a pesquisa divulgada no dia 12 de maio, 30% da preferência do eleitorado paulista e seu concorrente direto, Márcio França, 17%. As duas outras candidaturas, a do bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 10%, e do tucano Rodrigo Garcia (PSDB), com 5%, parecem não representar ameaça direta aos dois primeiros colocados. Pelo menos não no presente momento.

França deixa o véu cair 

Deixando de lado os pruridos e a habitual dissimulação demagógica, explicitando claramente sua aversão ao PT e à esquerda, o candidato apoiado pelo vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), Márcio França acaba de assumir, agora de forma ostensiva e sem meias palavras, que é o candidato da “terceira via”. 

“Continuamos conversando, mas o mais provável é que tenhamos duas candidaturas (…) o Brasil tentou encontrar uma terceira via e não encontrou, mas São Paulo encontrou. São Paulo tem a terceira via, essa coisa de conseguir juntar. Eu me relaciono tanto com pessoas que representam o Bolsonaro quanto pessoas ligadas ao Lula”, declarou França, que tem defendido publicamente que seu nome é o que teria mais chances de vencer um eventual segundo turno contra Rodrigo Garcia ou Tarcísio de Freitas.(Veja/Radar, 09/05). Portanto, mais explícito impossível.

Aqui está escancarada – sem tergiversações e sem meias palavras – toda a farsa que significa a aliança nacional com o PSB e com o agora oficial vice de Lula, Geraldo Alckmin. Enquanto o PT vem abrindo mão de lançar candidatos próprios em estados importantes para apoiar outras candidaturas em função do acordo nacional com os partidos  golpistas da federação (PSB e PV), (no Rio de Janeiro com Marcelo Freixo (PSB); em Pernambuco com Danilo Cabral (PSB); no DF com Leandro Grass, do raquítico PV e outros), em São Paulo, onde o candidato petista Haddad é o que reúne melhores condições para derrotar a direita e por fim ao longo e criminoso reinado de mais de 30 anos de governos do PSDB, o PSB sabota abertamente a luta para expulsar os tucanos do governo, não somente se recusando a apoiar a candidatura petista, como agora Márcio França se declarando como o representante da “terceira via”, aquele que teria “melhores condições para derrotar a direita no Estado”.

Fica a pergunta: Qual o sentido da federação e das alianças se quem está dando as cartas nas questões mais decisivas e importantes (como na eleição para o governo de São Paulo) não é o maior e mais importante partido da frente (PT) e sim o “aliado” bolsonarista (PSB) que, por tudo que vem fazendo, deixa cada vez mais claro que está mais mais do lado de lá do que de cá?

Portanto, o que não pode mais ser ocultado é que a federação partidária – e em particular o PSB – são cavalos de tróia, sabotadores (agora explícitos), inimigos da esquerda, do PT e de Lula, assim como se colocam como força auxiliar dos tucanos e do bolsonarismo em São Paulo. Quando Márcio França se declara como o candidato da “terceira via” para o governo paulista, na verdade está deixando claro também que essa é a melhor alternativa para o Palácio do Planalto e não a candidatura do ex-presidente Lula, a única com reais chances de impor uma derrota à direita e à extrema direita nacional.

Que mais esse episódio (que na verdade trata-se de um mais um golpe do PSB) sirva para alertar os dirigentes petistas e ao próprio Lula sobre o verdadeiro significado da aproximação do partido com elementos direitistas (Alckmin, Kassab, etc.), inimigos dos trabalhadores e das massas populares.

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