Explosão da cesta básica expressa a rapina contra as massas

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Embora a nova onda de alta nos preços apareça na imprensa burguesa como consequência da guerra, antes mesmo da pandemia, a economia brasileira já apresentava tendências de uma crise inflacionária, processo acentuado durante o governo golpista de Jair Bolsonaro. Entre 2019 a 2022, o maior preço verificado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para a cesta básica saiu de R$482,40, em fevereiro de 2019, para R$715,65, no mesmo mês deste ano, aumentando 48,3%. A alta dos alimentos é superior ao dobro da inflação oficial acumulada no período equivalente, de 21,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo(IPCA), elaborado pelo IBGE.

Entre os itens estudados pelo Dieese que mais contribuíram para a carestia geral estão o óleo de soja, que subiu de R$3,48 para R$8,82 (153%), o pacote de 500 gramas de café, que custava na época R$11,5 e atingiu R$21,65 no último mês de fevereiro (88% mais caro). A média do quilo da carne saiu de R$25 em 2019 para R$44,27, uma elevação de 75%.

Paradoxalmente, o Brasil é o maior produtor mundial de soja e de café, sendo responsável por 37,30% (135,409 milhões de toneladas produzidas) e 32,75% (3,01 milhões de toneladas produzidas) da produção mundial dessas commodities, respectivamente. Sobre a carne bovina, o País não ocupa a primeira posição por perder para os EUA, tendo sua produção 10,4 milhões de toneladas de carne ocupando a segunda posição, respondendo por 16,91% do mercado mundial.

Ocorre que com o dólar nas alturas e a total falta de controle do comércio exterior, os latifundiários preferem exportar a produção agropecuária nacional, desabastecendo o mercado interno e pressionando a carestia no País. A ação da burguesia que enriquece com o desabastecimento do Brasil e a carestia é ainda mais criminoso se for considerado que são os cofres públicos que financiam a produção do campo. Aprovado em junho de 2021, o Plano Safra destina R$251,2 bilhões do Tesouro Nacional aos grandes latifundiários, a título de financiamento da produção agrícola.

Concretamente, a população financia os grandes fazendeiros, que pegam recursos públicos (quem acha que os empréstimos são pagos não vive no Brasil), os fazendeiros usam tais recursos para produzir para o mercado externo e o povo, que pagou pela produção agrícola, fica com a carestia e a fome enquanto os fazendeiros ganham fortunas.

A produção agropecuária deve ser controlada no sentido de impedir o desabastecimento do País. É inadmissível que o povo brasileiro sofra com o desabastecimento tendo uma das maiores produções rurais do planeta. Os trabalhadores devem  controlar o comércio exterior para não permitir tamanho absurdo, garantindo assim a soberania alimentar da nação.

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