A política de sabotagem e a política de luta

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No último dia 9, foram realizadas manifestações de rua por todo o País, convocadas pelo movimento Fora Bolsonaro. As manifestações evidenciaram mais uma vez as duas políticas fundamentais que vigoram dentro da esquerda nacional.

De um lado, temos a política capituladora e oportunista das direções. Trata-se da política de frente ampla, que prega acordos com a direita golpista e que quer contrabandear tais setores para dentro das manifestações de rua. 

Essa política deu a tônica dominante dos atos. Em todas as cidades onde ocorreram, os atos foram numericamente inexpressivos. Em São Paulo, não reuniu mais do que 2.000 manifestantes. Nas outras capitais do país, apenas algumas poucas centenas, no melhor dos casos, participaram dos atos. 

Esse resultado não tem nada de surpreendente. Ao invés de convocar amplamente uma grande manifestação, apostar nas tendências cada vez mais explícitas de mobilização do povo para realizar um enorme ato político, as direções do movimento fizeram exatamente o contrário. 

Tiraram o vermelho da luta da esquerda para introduzir as cores dos bolsonarismo e dos coxinhas do PSDB. Substituíram a palavra de ordem combativa de “Fora Bolsonaro” pela eleitoreira e intencionalmente confusa “Bolsonaro nunca mais”. 

A convocação das manifestações foi praticamente inexistente. Mesmo na internet e nas redes sociais, o destaque foi diminuto. Na maior cidade do país, São Paulo, para piorar, ao invés de fazer o ato na Avenida Paulista, transferiram o ato para a Praça da República numa clara manobra para esvaziá-lo.

Atos esvaziados com palavras de ordem confusas e reivindicações abstratas: essas são as consequências necessárias da política de sabotagem, da política da esquerda frenteamplista cuja função é transformar toda e qualquer manifestação de luta dos trabalhadores num comício eleitoral da terceira via. 

Embora essa política tenha definido o caráter geral dos atos, não é possível esconder que uma outra política também estava presente nas manifestações ― uma política de luta, que aposta na mobilização do povo, com os métodos do povo. Uma política que traja vermelho e que levanta sem rodeios as palavras de ordem Fora Bolsonaro e Lula Presidente. É a política capitaneada pelo Bloco Vermelho, composto pelo PCO, pelos Comitês de Luta, por militantes de base do PT e de outras organizações de luta do povo pobre e explorado. 

Essa segunda política pontua enfaticamente que a vitória de Lula nas eleições deste ano depende de maneira umbilical de um amplo movimento de luta, combativo, feito nas ruas, nas fábricas, nos bairros, escolas e universidades. Ao mesmo tempo, destaca que uma campanha eleitoral fria, submetida inteiramente ao calendário eleitoral e aos ditames do regime político saído do golpe de Estado de 2016, não favorece Lula, mas o candidato da Terceira Via. 

Quem defende a candidatura de Lula e atua pela sua vitória em 2022 não pode vacilar diante das duas políticas que se digladiam dentro da esquerda. Em defesa de Lula Presidente, é preciso superar a política de sabotagem e levar adiante uma política efetivamente de luta, uma política independente da burguesia, uma política classista.

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