Não ao identitarismo! Por um 8 de março de luta em todo o País

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O dia internacional de luta da mulher trabalhadora, 8 de março, se aproxima e com a data, a tendência a ocorrerem grandes manifestações de mulheres no Brasil se acentua. Em razão disso, foi lançado recentemente o manifesto 8M: “Movimento pela vida das mulheres, contra o governo Bolsonaro”.

Assinado por 40 entidades, o Manifesto pede o fim do machismo, da fome e do racismo. Tradicionalmente, a data sempre foi um dia dedicado à luta da mulher trabalhadora e não do feminismo burguês, que apenas traz em seu bojo reivindicações de conteúdo  identitário, descolados da realidade, sem qualquer relação com a vida e os problemas vividos pelo dia a dia das mulheres trabalhadoras em todo o mundo.

Assim é que em todo o último período, a esquerda pequeno burguesa vem tentando controlar e direcionar essa data, desviando-a das pautas essenciais das mulheres, buscando, para tanto,  “culpar” o machismo, o homem e a sociedade patriarcal, deixando de lado completamente aquilo que é fundamental, ou seja, que a opressão da mulher vem da escravidão, do lar e do estimulo do sistema capitalista para essa opressão, obviamente com o propósito de salvaguardar os interesses da burguesia e do grande caital, que tem na exploração da mulher uma enorme fonte de lucro e dividendos.

Em praticamente todos os países do mundo o que se verifica é a existência de um abismo cada vez mais profundo entre as classes sociais, assim como nas barreiras encontradas para se livrar de tal abismo e outras situações de aprisionamento e opressão das mulheres. Para a maioria das mulheres, as barreiras mais difíceis de se transpor são as de natureza econômica, de base material. Sem renda, sem formação profissional, sem independência financeira, presas às tarefas domésticas, as mulheres se tornam o alvo principal do reacionarismo, da violência, do obscurantismo e do atraso cultural. Desta forma, a opressão econômica, vale dizer, de classe, material, deixa as mulheres na condição de alvos fáceis para qualquer tipo de ataque, aumentando de forma exponencial as vulnerabilidades que levam a maior exploração. Exemplos recentes são: o descaso com a COVID 19 no Brasil; o corte de verbas para projetos sociais, como políticas públicas de apoio a mulher; ataques às creches e às escolas públicas; aumento da miséria, tentativa da extrema direita de controlar o corpo das mulheres, como a proibição total do aborto e até mesmo a proibição de métodos contraceptivos. Neste cenário de brutal ataque aos direitos da mulher, especialmente a mulher trabalhadora, operária,  o Manifesto 8M apresentado por essas 40 entidades – em sua maioria  fictícias – não representam, de fato, as mulheres, pois a maioria das pautas fundamentais são deixadas de lado, secundarizada. A legalização do aborto, construção de creches, políticas de apoio às mulheres, como abertura de novos postos de trabalho, fim das forças de repressão do Estado e outras são deixadas de lado. Ao invés disso, são apresentadas apenas referências ao Movimento “Ele Não” (2018), que foi propagandeado pela direita, ou a posição reacionária da ministra Damares Alves no trato com as minorias brasileiras, a “misoginia”, o “racismo”, ou seja, pautas identitárias abstratas, vazias de conteúdo.

Como o enfrentamento aos problemas concretos não se resolve apenas através de #hashtags e mudanças nos usos da língua, pode-se notar, recentemente, um uso massivo e até institucionalizado dos termos novos que povoam as conversas, nutrem pensamentos e ideologias, ditam comportamentos, sem, no entanto, apontarem para qualquer solução, seja no plano imediato ou mesmo a longo prazo, dos verdadeiros problemas que afligem as mulheres.

Ao que tudo indica, o 8M vai ser apenas mais um dia para fazer propaganda de políticos da esquerda pequeno burguesa que estão distantes das mulheres trabalhadoras. Neste sentido, faz-se necessário colocar na ordem do dia a luta em torno às questões fundamentais que dizem respeito aos direitos das mulheres, como o amplo direito ao aborto, a luta pela igualdade salarial; por verdadeiras políticas públicas de proteção às mulheres contra a violência doméstica. Para tanto, é necessário romper as amarras do imobilismo identitário, dirigindo um amplo chamado para que as ruas do País sejam ocupadas por grandes atos de mulheres em todas as regiões, em todas as principais cidades no dia 8 de março.

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