Fome entre as mulheres

A fome campeia no País. Fora Bolsonaro, Lula presidente!

É imprescindível o apoio das mulheres ao ex-Presidente Lula, o único candidato que poderá, com muita mobilização e luta
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No programa TV Mulheres número 122 (13/03/2022), foi abordada a questão da fome que assola as mulheres brasileiras.

O País vivencia novamente um assustador aumento do custo de vida, caminhando em ritmo veloz para a hiperinflação. Em fevereiro o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anunciou que a inflação oficial em 2021 foi de 10,06%; somente em dezembro/2021 houve um aumento de 0,73%. A meta anunciada pelo Conselho Nacional para 2021 era de 3,75%, e o teto seria 5,25%, portanto a inflação ficou bem acima do projetado.

Segundo o IBGE essa inflação foi causada pelo aumento na tarifa dos transportes, tendo alcançado  21.03% no ano; Habitação com alta de 13,05%; alimentação e bebidas, que aumentou 7,94%.

A última vez que houve inflação acima de dois dígitos foi em 2015, com a inflação ficando em 10,67%, em pleno golpe contra a ex-Presidenta Dilma Rousseff. Em 2014 a inflação foi de  6,41%, abaixo do teto da meta estipulada para aquele ano, que era de 6,5%. 

A alimentação, desde 2020, vem mantendo a alta, refletindo diretamente nos preços dos itens básicos que vão à mesa dos brasileiros. Produtos indispensáveis à alimentação como arroz, feijão, carne, óleo de soja e outros ficaram inviáveis para muitas famílias. O aumento do botijão de gás de cozinha chegou a 35,16% no acumulado de 2021, bem acima da inflação, e muitas famílias passaram a cozinhar com lenha. 

O preço do pacote de 5kg de arroz havia subido 76% em 2020 (R$30,00) nos supermercados, e ainda está 46% acima do valor de 2019, que custava R$12,00. 

É fato que a inflação dos preços dos alimentos afeta muito mais a classe trabalhadora, especialmente as camadas mais pobres, cujo salário fica comprometido em maior porcentagem na alimentação. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o salário mínimo ideal para 2022 é de  R$5.997,14, valor que passa muito distante  daquilo que os setores mais pauperizados dos trabalhadores recebe pela venda da sua força de trabalho. Em relação ao desemprego, a taxa em 2021, ainda de acordo com IBGE, ficou em 11,6%, isto é, traduzindo em números, 12 milhões de desempregados. 

Sabemos que todas essas estatísticas pioram ainda mais quando se faz o recorte em relação às mulheres, pois destes 12 milhões de desempregados, 6,5 milhões são mulheres; em porcentagens 9% são homens e 13,9% são mulheres em idade de trabalhar, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).

Em relação aos salários, as mulheres ganham, em média, 20,5% a menos que os homens, mesmo que tenham o mesmo perfil de trabalho e grau de escolaridade.  Outra questão importante é que 45% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. As mulheres são as que estudam mais, trabalham mais (na empresa e em casa), ganham menos e têm mais responsabilidades com a família. Além de todas essas dificuldades, as mulheres não contam com um número suficiente de creches; inclusive, de 2019 para cá, o número de creches vem caindo; hoje temos no Brasil cerca de 69,9 mil creches. 

Durante a pandemia do coronavírus as mulheres foram as primeiras que perderam o emprego e muitas tiveram que deixar a ocupação para cuidar dos doentes e sequelados do coronavírus, pois as mulheres ainda são vistas como as que têm obrigação de cuidar da família, uma espécie de escravas do lar. 

Em relação à moradia, o percentual de mulheres em situação de rua cresceu de 14,8% do total dessa população, em 2019, para 16,6% em 2021. Os homens ainda são a maioria, no entanto as mulheres em situação de rua sofrem mais violência física e sexual, configurando mais de 51% do total. 

Segundo o IBGE, a fome no Brasil também afeta mais as mulheres. Em 11,5% dos lares chefiados por mulheres, a fome é um fenômeno cotidiano e 15,9% enfrentam a insegurança alimentar moderada, sendo que em lares chefiados por homens, a fome e a insegurança alimentar moderada afeta 7,7% das famílias. Vale destacar que as mulheres indígenas, negras, pardas e da região Norte e Nordeste do país são mais afetadas ainda. 

Devido a essa situação, os movimentos de mulheres estão na frente pela luta contra a fome no país, são movimentos como a Central de Movimentos Populares (CMP); mulheres do Movimento Sem Terra (MST); mulheres do Movimento Contra a Carestia. Este último formado na década de 70 pelas mulheres das periferias de São Paulo, que iniciaram um grande movimento durante a ditadura militar contra o aumento do custo de vida. O movimento popular é majoritariamente formado por mulheres pobres que faziam parte dos “Clubes de Mães” criados dentro das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja católica em 1972. O documento que deu origem ao movimento inicia assim: “As mães da periferia de São Paulo, que mais sentem a realidade da vida, vêm pedir aos senhores que tomem providências para baixar o custo de vida, porque o Brasil é uma terra tão rica e as mães choram na hora de pôr a panela no fogo pra fazer a comida pros filhos”

Passados 50 anos, vemos no programa TV Mulheres um vídeo produzido pela camarada professora Lourdes de Melo, militante do PCO em Teresina – Piauí, onde uma mãe chora por ver a fome de seus filhos e a própria, que ao não ter nada para dar de comer sente que a única coisa que tem para fazer é chorar, tamanho é o sentimento de impotência que a fome, a miséria e outras privações  deixa nas pessoas.

Portanto, Camaradas, nos dias 26 e 27 de março de 2022, acontecerá a Conferência Internacional do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo do PCO. Neste momento crucial, em que estamos vivendo a escalada da miséria, os ataques à liberdade de expressão pela própria esquerda pequeno burguesa, a manipulação descarada da imprensa golpista imperialista, de um governo genocida do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, ou outro igualmente fascista que poderá se repetir nestas eleições, as mulheres precisam se unificar. 

Vamos discutir como fazer a luta coletiva das mulheres, sem o identitarismo nos dividindo. Salientar que é imprescindível o apoio das mulheres ao ex-Presidente Lula, o único candidato que poderá, com muita mobilização e luta, vencer as eleições presidenciais contra o atual presidente fraudulento, miliciano e fascista Jair Bolsonaro. 

Camaradas este é o caminho, fazer da campanha presidencial um momento de mobilização e luta para não somente eleger Lula presidente, mas fundamentalmente colocar de pé um vigoroso movimento em defesa dos direitos das mulheres, da classe trabalhadora, dos explorados brasileiros. Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Lula Presidente 2022.

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