Ano de crise

Ucrânia, Taiwan, Síria e a “eleição mais importante do mundo”

Se o imperialismo está determinado a fazer loucuras por Ucrânia e Taiwan, estando também dispostos a serem desumanos com americanos e europeus, porquê assistirão as eleições brasileiras sem intervir no País?
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Ameaça de crise militar de grandes proporções na Ucrânia com a Rússia, escalada das tensões nas fronteiras da China, maior ofensiva em dez anos contra o nacionalismo árabe no conflito entre Israel e Síria… O balanço de 2021 aponta perspectivas para 2022, que indicam uma agressividade muito acentuada do imperialismo. Nem há como ser diferente.

No plano econômico, a inflação descontrolada já precipita o mundo para um estágio de crise análogo ao dos anos 1970. A crise econômica, aliás, leva a política do “morra quem morrer” a ser defendida não por algum prefeito maluco do sertão nordestino, tampouco pelo “negacionista” Jair Bolsonaro mas por quem seria a negação do “negacionismo”: o presidente dos EUA, Joe Biden.

Casos de contágio explodem no principal país capitalista do mundo, que por um lado repete a política de Trump e nega até mesmo testes à população. Por outro – pior do que Trump inclusive -, o propalado “bindenomics”, o plano de recuperação econômica outrora defendido como a volta triunfal de uma política progressista, de tão desidratado pela crise já caiu no esquecimento.

Do outro lado do Atlântico, a determinação do imperialismo em enfraquecer a Rússia levou a uma explosão no preço da energia elétrica, 200% mais cara em países centrais como Alemanha, França, Reino Unido e Espanha ao longo do ano, em meio a um inverno extremamente rigoroso. A nós, brasileiros, fica o questionamento: se o imperialismo está determinado a fazer loucuras por Ucrânia e Taiwan, estando também dispostos a serem desumanos com americanos e europeus, porquê assistirão as eleições brasileiras sem intervir no País?

Uma declaração do ex-estrategista político de Donald Trump, Steve Bannon, feita em agosto deste ano deve ser lembrada. Segundo Bannon, a eleição brasileira “é a segunda eleição mais importante no mundo”, o que reforça a enorme relevância do Brasil para o equilíbrio de forças em escala global.

Isso deve ser considerado por todos que ainda guardam ilusões no sentido de termos eleições a frio em 2022. Muitas evidências apontam para o oposto, exigindo da esquerda brasileira e de seus setores mais conscientes, determinação para uma luta encarniçada se quiser fazer prevalecer a vontade das massas.

A classe trabalhadora é majoritariamente simpática à volta do ex-presidente Lula ao cargo máximo da nação, mas fatalmente será levada a uma nova derrota e a uma nova etapa do golpe se a esquerda insistir em tratar as eleições gerais de 2022 como mais uma eleição. É um gravíssimo erro desconsiderar a disposição para ser louco de um inimigo acuado por crises múltiplas e profundas. Como toda fera acuada, o imperialismo certamente agirá com violência desmedida para garantir a supremacia de seus interesses em um país com a importância do Brasil. É preciso determinação para sermos igualmente duros e dispostos contra os inimigos do povo. A vanguarda operária brasileira deve tornar Lula e os trabalhadores duas vezes mais temidos, colocando todas as energias na mobilização radicalizada das amplas massas que apoiam o ex-presidente, em defesa da candidatura de Lula, por um vice de luta e para que a vontade dos trabalhadores se imponha pela força do movimento popular.

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