Previsível

Sofrimento e morte numa tragédia anunciada

População baiana encontra-se desamparada
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Em pouco mais de uma semana, as tempestades e as chuvas torrenciais voltaram a cair no Extremo Sul, Sul e Sudeste da Bahia, atingindo também o Norte de Minas Gerais e novamente colocando toda essa região em situação de emergência. A situação de catástrofe e tragédia evidenciou, em primeiro plano, que não existe nenhum planejamento preventivo e menos ainda qualquer iniciativa emergencial para minimizar os efeitos dos desastres naturais.

As tempestades causaram a morte, até o momento, de 21 pessoas; 500 mil estão atingidos e 116 municípios estão diretamente afetados pelas consequências da chuva, sendo desse total, 100 se encontram em estado de emergência, somados aos 70 que já se encontravam nesse estado devido às chuvas da semana anterior. São mais de 60 mil pessoas desabrigadas e os feridos por acidentes ultrapassam 350. 

Em Minas Gerais, as chuvas atingiram 58 municípios e 27 estão em estado de emergência. De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil na quarta-feira, 29, nos últimos dias seis pessoas morreram; 2.401 pessoas se encontram desabrigadas e 10.200 estão desalojadas. Ao todo, mais de 27 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas.

O desastre era previsível

É preciso deixar claro, no entanto, que o descaso de todas as autoridades públicas nas diversas instâncias governamentais é enorme diante dessa verdadeira catástrofe social e humanitária que assola uma das regiões mais pobres do País. As tempestades que ainda estão ocorrendo nas localidades afetadas são as maiores dos últimos 40 anos, mas isso não se justifica. A região passa pela segunda tempestade em menos de uma semana e novamente a população se vê completamente abandonada pela inação do poder público.

Já no início desse ciclo de chuvas na região, em dezembro, os institutos de meteorologia já previam um ciclone extratropical na e ainda assim nenhuma medida preventiva, por mínima que fosse, foi adotada pelos órgãos públicos. Já nessa segunda leva as chuvas eram igualmente previsíveis e foram disparados alertas pelos serviços meteorológicos. Mesmo assim, o poder público, nas três esferas de governo, não se movimentaram, deixando a população exposta à tragédia.

Apesar do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), emitir pelo menos 3 alertas desde o dia 20 de dezembro, nem o governo federal, estadual ou municipal procurou organizar uma operação para reduzir as consequências e os prejuízos causados pelas tempestades. A população, após uma semana, foi novamente surpreendida pelas chuvas, enchentes, desbarrancamento em rodovias, destruição de barragens e represas, rodovias fechadas e destruídas, além da perda de todos os bens e de vidas. Tudo isso era previsível e nada ou muito pouco foi feito para alertar a população.

Demagogia das autoridades

Na Bahia, o governador petista Rui Costa, que não se preocupou em antever o desastre, deslocando as pessoas e seus bens das regiões onde havia alerta de tempestades onde já haviam ocorrido chuvas, iniciou uma campanha demagógica para que a população se solidarize com os desabrigados e realize as doações às famílias afetadas.

Na região e em quase todo o estado a pobreza aumenta de maneira exponencial e ainda o governo lança uma campanha que não resolve minimamente o problema da população, dado o tamanho da catástrofe e dos números da destruição na região. 

O governo deveria se concentrar em oferecer todo o todo apoio, criando as condições para que a população da região não passe privações e tenha condições de reconstruir sua vida, suas casas e a economia da região. Dados do próprio governo baiano mostram que seria necessário cerca de 2 bilhões de reais para a reconstrução da região afetada e esse dinheiro só é possível com aporte pesado do Estado e não via iniciativas de pessoas com boas intenções, mas de baixíssimo impacto diante do desastre.

O governo federal, chefiado pelo direitista Bolsonaro, assim como o igualmente reacionário e bolsonarista governador Romeu Zema (MG) não tomaram nenhuma medida para, pelo menos, atenuar o sofrimento da população atingida. Num dos piores desastres recentes do Brasil, Jair Bolsonaro tirou férias e não há nenhuma medida para dar suporte às famílias diante do desastre. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, segue o inspirador fascista do Planalto e vai na mesma direção. Tanto foi assim que é a própria população que está se mobilizando diante da total falta de apoio dos governos. 

O MST, a CUT, partidos de esquerda e outros movimentos sociais estão deslocando seus militantes e apoiadores para ajudar as famílias a recuperarem seus bens, não passarem fome e cuidar dos doentes e feridos; ou seja, substituindo o poder público naquilo que é da  competência e obrigação do Estado.

Portanto, como se vê, o desastre ambiental e humanitário era previsível e as autoridades deveriam tomar as medidas necessárias para reduzir o impacto das chuvas e suas consequências, dando tempo das famílias retirarem seus bens, disporem de um local seguro para se abrigar durante o período de chuvas, impedindo assim as consequências mais trágicas, como as mortes e as centenas de feridos. Não fazem porque esta é a essência da política de todos os governos de direita (e em alguns casos também da esquerda) comprometidos com interesses diversos dos da população, não se importando com o sofrimnento e a dor do povo trabalhador pobre, abandonado à própria sorte diante das catástrofes.

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