Globo pode

Se pagar, não pega

Direita usa o pretexto da Covid para impedir as festas populares de rua no carnaval
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Com declarações dadas por autoridades do poder executivo em mais de 13 cidades do país, o Carnaval de 2022, previsto para acontecer entre os dias 25 de fevereiro e 5 de março, foi cancelado. Ao menos o carnaval de rua, aquele popular, que reúne adultos e crianças, famílias inteiras…. 

Globo pode, o povo não

Já o carnaval de escola de samba transmitido pelo “PIG” (Partido da Imprensa Golpista), está garantido nas principais cidades, São Paulo e Rio de Janeiro, assim como aquele privatizado, que tem ingresso cobrado, organizado em camarotes e clubes etc. está garantido, pois teria, supostamente, garantia de segurança sanitária.

Em São Paulo, estado em que João Doria teria vacinado mais de 100% da população , o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou cancelado o carnaval de rua 2022 na capital, “bem como atividades que não tenham controle sanitário. Estando confirmado o desfile no Sambódromo do Anhembi”.

Na cidade do Rio de Janeiro o carnaval de 2022 teria 620 desfiles de 506 blocos na rua, mas o prefeito Eduardo Paes (PSD) cancelou a festa na rua pelo pelo segundo ano consecutivo. O desfile na Sapucaí está mantido, bem como a festa em ambientes fechados onde for possível a “segurança sanitária”.

“Os eventos estão liberados, desde que a gente tenha a responsabilidade de testar as pessoas e de exigir o comprovante das duas doses”, explicou Rita Fernandes, presidente da Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro).

O prefeito Eduardo Paes (PSD) alegou em favor do desfile da Sapucaí que há décadas garante a altíssima audiência da Rede Globo de televisão, que “o sambódromo oferece possibilidades de controle sanitário de pessoas mediante a apresentação de comprovante vacinal.” Em todo estado mais de 75% das pessoas foram vacinadas de acordo com os dados oficiais.

Na Bahia foi o governador Rui Costa (PT) que anunciou o cancelamento ainda em 23 de dezembro. A capital baiana, Salvador, foi a primeira grande cidade brasileira a cancelar a anunciar que “uma megafesta, nos moldes das que são feitas historicamente em Salvador, é inviável”. A tradicional Lavagem do Bonfim, de 13 de janeiro, também foi cancelada pelo segundo ano seguido.

Em Pernambuco, Olinda e Recife também não terão carnaval de rua. O prefeito de Olinda, Professor Lupércio (Solidariedade) e João Campos (PSB) de Recife, repetiram a decisão de 2021 e cancelaram a festa popular. “O Recife enfrenta um crescimento expressivo de casos de gripe e entende, como sempre, que a prioridade deste – e de qualquer momento – sempre será a preservação da saúde e da vida”, diz a nota da prefeitura.

Em Curitiba (PR), o prefeito Rafael Greca (DEM) ao confirmar que a cidade não teria festas públicas de Carnaval fez o ridículo de dizer que a “folia” teria uma versão virtual.

Em Brasília, Ouro Preto e outras cidades mineiras, Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) as prefeituras e governos tomaram a mesma decisão, com uma ou outra variante principalmente ligada aos eventos privados.

O anúncio desses cancelamentos foi dado com prefeitos e governadores rodeados de figuras que se tornaram autoridades inquestionáveis, como a Anvisa, médicos infectologistas, epidemiologistas e outros tantos desses setores científicos usados desde o início da pandemia não para promover direitos, garantir saúde, atendimento e um verdadeiro combate ao coronavírus e outros, mas para restringir direitos e possibilitar o desenvolvimento da luta política supostamente travada no País entre negacionistas e científicos, sendo que estaria nos dois extremos Bolsonaro e BolsoDoria (o governador de SP pelo PSDB, João Doria).

No carnaval o resultado dessa luta é a festa de rua, popular, sendo cancelada na maioria das capitais enquanto o carnaval privatizado e o que garante a audiência da imprensa burguesa, como a rede Globo de Televisão, confirmados.

Medo do povo

Não há combate à pandemia pelos governos burgueses, nem intenção qualquer de conter o avanço das variantes do coronavírus, da gripe etc. O que há é o receio da burguesia que assim como vem acontecendo nos anos anteriores desde o golpe de Estado a maior festa popular do País se torne mais uma vez grandiosas manifestações populares que expressam o sentimento de rejeição ao golpe de Estado, voltem a mandar Bolsonaro tomar “naquele lugar”, e clamem por Lula presidente, pois certamente é o que vai acontecer se a população voltar às ruas, no carnaval ou fora dele.   

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