“Deixem-nos comer”

Pilhagem imperialista condena milhões à fome

Apesar de ser o caso mais crítico, o Afeganistão é apenas um dos diversos países esmagados e pilhados pelo imperialismo através de suas sanções econômicas
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O povo afegão lutou bravamente por décadas contra a ocupação imperialista em seu território e, agora, com sua autonomia relativamente recuperada, luta contra sanções econômicas. No último dia 21, centenas de manifestantes foram às ruas de Cabul com as palavras de ordem “Deixem-nos comer” e “Dêem-nos nosso dinheiro congelado”.

A economia afegã encontra-se em frangalhos com funcionários públicos, de médicos a professores, sem receber salário desde agosto, quando o Talibã liderou uma insurreição popular que tomou conta do país. Essa situação crítica se estende para 2022 não apenas por conta das décadas de guerra que assolaram o Afeganistão, mas pelas duras sanções econômicas que os EUA aplicam ao Talibã desde 2002 e que, agora, transformaram-se em sanções contra o Afeganistão.

Todo tipo de financiamento internacional ao país da Ásia central está suspenso. Ademais, bilhões de dólares em ativos do Afeganistão, em sua maioria nos EUA, estão congelados desde que o Talibã chegou ao poder. Ou seja, estão sendo roubados daquele País.

Ao contrário do que seus proponentes dão a entender, as sanções econômicas não servem para punir certos indivíduos no comando de um determinado país. Como bem vemos no caso afegão, é uma política que visa destruir a economia do país alvo, condenando milhões à fome, com o objetivo de desestabilizar o governo local. Além disso, serve para justificar, legalmente e literalmente, o roubo de recursos fundamentais para o povo afegão.

O governo norte-americano defende as sanções alegando que há isenções que permitem o auxílio humanitário. Segundo reportagem do The Intercept, porém, isso está longe de ser suficiente. As sanções impostas pelos EUA ao Talibã são tão amplas e vagas que dão a entender que atividades comerciais rotineiras no Afeganistão podem ser punidas.

“As sanções criaram muito medo na mente daqueles que não estão dispostos a correr esse risco”, disse Shah Mehrabi, um dos membros da direção do Banco Central do Afeganistão à reportagem do Intercept.

Esse entrave imperialista ao desenvolvimento afegão, em vigor após o fim de duas décadas de ocupação militar, pode ser um risco ainda maior que a própria guerra. A atual crise econômica ameaça a vida de 23 milhões de pessoas no Afeganistão que, de acordo com a Organização das Nações Unidas, encontram-se em situação extrema de fome. Ao menos um milhão de crianças com menos de cinco anos de idade sofrem com a ameaça imediata de morte por inanição.

Apesar de ser o caso mais crítico, o Afeganistão é apenas um dos diversos países esmagados e pilhados pelo imperialismo através de suas sanções econômicas. Imbuídos de um espírito caridoso típico dessa época natalina, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu no último dia 20 que os mais de US$1 bilhão em ouro que o governo venezuelano possui no Banco da Inglaterra devem estar sob o controle do falso presidente Juan Guaidó.

A corte derrubou a decisão prévia do Tribunal Superior por considerar que o reconhecimento do governo britânico de Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela é “claro e inequívovo”. O Ministério de Relações Exteriores da Venezuela declarou que a decisão era “surpreendente e irracional” e acusou o governo britânico de conspirar com Guaidó para saquear o povo venezuelano.

Esses casos se somam ao do Irã que termina o ano tentando retomar o acordo para o desenvolvimento de seu projeto de energia nuclear. Firmado em 2015, o acordo foi rompido em 2018 por Donald Trump, situação que se mantém com o atual governo do democrata Joe Biden. Desde o rompimento, as duras sanções econômicas sobre o Irã deram um prejuízo incalculável ao país durante a pandemia do coronavírus, em recursos e vidas humanas, além de acarretarem o congelamento de bilhões de dólares do povo iraniano em bancos estrangeiros.

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