É preciso protestar

Para eles, a culpa é sempre do povo

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Desde o final do ano passado, voltou a crescer o número de casos de Covid-19 no Brasil. Uma nova onda. Na última semana, o crescimento da média móvel divulgado representava um aumento de mais de 300% em relação ao registrado há duas semanas.

Tais números, como se deu durante toda a pandemia, representam apenas uma ínfima parcela da realidade, uma vez que diz respeito ao público que teve acesso aos testes e que foram “positivados”. Diante disso, a política criminosa dos governos, da burguesia e dos grandes monopólios é não tornar acessíveis em larga escala e de modo gratuito os testes e outras medidas preventivas, como a distribuição de máscaras e outros equipamentos de proteção e higiene.

Por falta de investimentos públicos e medidas de efetivo combate à pandemia, o Brasil corre o risco de se somar a uma nova onda da pandemia que ameaça o Mundo com dezenas de milhões de novos casos somados aos quase 300 milhões já registrados. Além disso, é possível que se somem milhões de novas vítimas fatais aos quase 5,5 milhões até a última semana. São justamente os países imperialistas que impulsionam o agravamento da crise em escala mundial. Eles abrigam as maiores indústrias farmacêuticas. Eles são os que mais estão lucrando com a pandemia, como os Estados Unidos, que ultrapassou a marca de 840 mil mortos e onde morreram cerca de 2.300 por dia, na última semana.

Além disso, no Brasil, vivemos um surto de influenza que pode sobrecarregar os sistemas públicos de atenção primária à saúde. E como se não bastasse, o governo anunciou um suposto ataque hacker às plataformas do Ministério da Saúde no final de novembro. Isto ainda está servindo de pretexto para um verdadeiro apagão de informações oficiais primordiais para o desenvolvimento de políticas públicas. Não por acaso, esse “apagão” está totalmente de acordo com a política pública e publicitária do governo que mente para a população e leva adiante a política de favorecimento dos grandes monopólios farmacêuticos internacionais.

A imprensa golpista e os governos de direita atribuem a responsabilidade pelo caos à própria população vitimada: 

“Festas de fim de ano fazem casos de covid disparar em SP, Rio, Bahia, Minas e Pernambuco”, é um dos destaques do reacionário jornal O Estado de S. Paulo (5/1/22).

“Após festas de fim de ano, famílias contabilizam contaminados por Covid”, diz a Folha de S.Paulo (4/1/22).

Depois de meses circulando em transportes lotados com milhares de pessoas todos os dias, convivendo em locais sem os devidos cuidados públicos, incentivada pela propaganda capitalista a sair às compras em shoppings, ruas e centros lotados etc. etc. a população é responsabilizada pela situação por se reunir em festas locais, quando as festas públicas foram canceladas na maioria dos locais.

Na mesma linha, e com o mesmo propósito de transferir a responsabilidade para o povo e ainda economizar recursos públicos que serão entregues aos capitalistas, a imprensa e os governos passaram a fazer campanha aberta pelo cancelamento do carnaval. Principalmente do carnaval popular, de rua, que leva milhões de pessoas às ruas e que, há anos, vem sendo duramente combatido pela direita, como todas as manifestações da cultura nacional, queridas pelo povo.

Para a direita é evidente que o povo trabalhador pode sair às ruas, se aglomerar, se contaminar e até morrer, se for para garantir os lucros dos grandes capitalistas. Eles esperam que o trabalhador siga as leis arbitrárias e se submeta à repressão cotidiana da burguesia e do aparato repressivo do Estado contra a imensa maioria do povo.

Quando se trata de juntar-se com outras pessoas para festejar ou protestar, a coisa muda de figura. Para a direita, os festejos estão reservados para uma pequena parcela da população, principalmente, para aqueles que podem pagar caro por esse privilégio e em condições que geram lucros para determinados grupos poderosos.

Assim, os mesmos governos que anunciam a proibição dos blocos de rua, anunciam que vão permitir a realização de espetáculos pagos, com ingressos, mesmo que isso signifique envolver milhares de pessoas, aglomerações, etc. Bom lembrar também que a maioria desses eventos (como os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo), cuja realização envolve dezenas de milhares de pessoas, tem suas transmissões transmitidas monopolizadas pela Rede Globo, com ganhos milionários.

A esquerda classista e combativa precisa defender os direitos democráticos da população e não dizer “amém” à política reacionária da direita.

Neste momento, por exemplo, é evidente que o cancelamento do carnaval nada tem a ver com uma preocupação com a saúde. Pelo contrário. Tem como objetivo claro impedir as manifestações populares, depois que os últimos carnavais depois do golpe de Estado (2016) transformaram-se claramente em uma explosão de protestos contra os governos golpistas de plantão, tendo como “hits” principais, o “Fora Temer”, em 2017 e 2018, e “eih Bolsonaro, vai tomar no c*” em 2019.

É evidente que estão tentando evitar gritos como esses e o grito de “Lula presidente”. Querem impedir que transpareça nas ruas a revolta popular em meio à polarização política puxada pela esquerda, em um País que vive o maior período de retrocesso econômico de todos os tempos.

Essa revolta do povo, que a direita quer conter, deve ser impulsionada pela esquerda e por aqueles que querem impulsionar a luta real pela derrota do regime golpista.

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