Na terra da liberdade, impera a censura

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O Twitter baniu permanentemente, no último dia 3, a conta pessoal da deputada republicana Marjorie Taylor Greene. Após receber sua quinta suspensão, a deputada trumpista da Geórgia não poderá mais apelar da decisão. Sua conta oficial como parlamentar ainda está ativa (cada congressista norte-americano ganha uma conta à parte ao ser eleito) pois, segundo os porta-vozes da plataforma, não violou nenhuma das regras do Twitter.

A acusação feita contra Greene é a de que a deputada teria repercutido informações falsas sobre as vacinas e sobre a pandemia. Ainda que esses atos fossem efetivamente um crime, nem o caso e nem as provas foram apresentadas a um tribunal ou sequer ao escrutínio público. A decisão foi tomada de forma monocrática por uma suposta comissão interna da plataforma, que por sua vez é uma empresa privada.

Quase ao mesmo tempo, pouco antes da virada do ano, Robert Malone foi banido da plataforma  pelo mesmo motivo vago. Malone é um médico que alega ter participação na criação das vacinas de mRNA – utilizadas no público pela Pfizer e pela Moderna pela primeira vez durante a pandemia do coronavírus. Apesar de ter dito publicamente que tomou duas doses da vacina da Moderna, o médico tem uma postura crítica em relação à vacinação de crianças e à transparência das autoridades de saúde pública sobre os efeitos colaterais dos fármacos.

Em entrevista concedida a Joe Rogan, o maior podcaster norte-americano, Malone disse que suas postagens caem na categoria de “promoção de hesitação em relação às vacinas”. Ou seja, diferentemente do posicionamento religioso de Greene, que recomenda que as pessoas não se vacinem, Malone alega apenas apresentar fatos que contribuam para uma decisão informada de cada indivíduo sobre a vacinação. 

Ele acusa as autoridades de saúde pública de violarem o princípio médico do “consentimento informado” que deveria preceder a aplicação de qualquer medicamento ou procedimento a um paciente. Malone também ficou conhecido por defender o tratamento precoce da covid-19 com ivermectina.

Como se não bastasse o banimento do Twitter, a entrevista de Malone também foi retirada do YouTube. O programa de Joe Rogan é exclusivo da plataforma Spotify, mas ainda assim, muitas pessoas reproduzem cópias de seus programas no YouTube. Enquanto outras entrevistas ainda estão na plataforma do Google, ainda que isso fira o contrato de Rogan com o Spotify, o programa com Malone foi banido por promover desinformação sobre a pandemia.

Não é a primeira vez que os grandes monopólios da Internet agem dessa forma. O Twitter baniu o ex-presidente norte-americano Donald Trump enquanto este ainda ocupava o cargo máximo dos EUA. Esses atos, pretensamente justificados pelo combate à extrema direita, servirão de base para atacar qualquer força que efetivamente se oponha ao regime imperialista. 

Políticos da Venezuela, do Irã e outros países que confrontam a política dos grandes monopólios também já foram censurados. Somam-se a eles milhares de pessoas que foram banidas sem grande alarde – e sem nenhum julgamento – sejam de esquerda ou de direita.

Com o aniversário de um ano da invasão do Capitólio por uma mobilização de apoiadores de Donald Trump, essa tendência repressiva promete sair do meio digital e invadir a política. A deputada republicana Liz Cheney, em entrevista à ABC News, disse que Trump “não pode jamais chegar ao Salão Oval novamente“. A democrata Hillary Clinton declarou, de forma alarmista, que se Trump vencer novamente, isso poderá marcar “o fim da democracia americana“.

Em crise, a “terra da liberdade” – que nunca efetivamente se concretizou para a classe trabalhadora – se transforma-se cada vez mais na terra da censura e da repressão da imensa maioria do povo em favor dos interesses de um reduzido grupo de monopólios e suas máfias políticas.

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