“Inevitável”

Mobilizar a juventude nacional contra o aumento das tarifas

A resposta à ofensiva dos capitalistas deve ser dada com a mobilização dos estudantes, ocupando as ruas do país, exigindo a revogação dos aumentos das tarifas
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O ano de 2022 foi iniciado sob o ataque dos golpistas às condições de vida das massas populares e dos trabalhadores. Na maior e mais importante cidade do País (São Paulo), o prefeito Ricardo Nunes anunciou um aumento nas tarifas do transporte público, no que foi seguido pelas prefeituras das cidades circunvizinhas à capital paulista. O anunciado aumento fez com que, na cidade de S. Paulo, a tarifa sofresse um reajuste de 16%, pulando de R$4,40 para R$5,10, ou seja, uma majoração de R$ 0,70 centavos. Isso em meio a uma pauperização generalizada e cada vez maior da população, onde muitos trabalhadores de várias categorias já amargam vários anos sem nenhum reajuste em seus salários.  

Com o habitual cinismo que caracteriza os “gestores” burgueses, serviçais das grandes empresas de transporte, o diretor da SPTrans, George Gidali afirmou que o aumento é “inevitável”. O argumento para tentar justificar tal decisão, que ataca duramente a população, estaria no fato de que não teria ocorrido nenhum reajuste na tarifa em 2021, uma espécie de conduta sensata do governo municipal para com a população no quadro de crise sanitária da pandemia da Covid-19. Soa como risível as palavras do prefeito, pois a prefeitura tentou revogar,em 2021, até mesmo a gratuidade da passagem para os idosos,alegando necessidade de “contenção de gastos”.

Esta política de reajuste já afeta outras 7 cidades da região e, além disso, os golpistas começam a realizar movimentações semelhantes em outras cidades do país, em uma forte política de aumento das tarifas junto ao aumento geral dos preços,com a disparada da inflação dos alimentos.

Toda esta operação coloca, em primeiro plano, a necessidade da organização de uma ampla e enérgica mobilização estudantil contra os aumentos. Na prática, as escolas já voltaram às aulas presenciais e as principais universidades têm previsão de retorno no próximo mês, onde milhões de estudantes terão que pagar um valor cada vez mais abusivo nas tarifas de ônibus.

Em outras oportunidades, a luta contra o aumento das tarifas fez eclodir gigantescas mobilizações populares em todas as regiões do país. Contudo, organizações da esquerda pequeno-burguesa, conciliadora, que controlavam o movimento no passado, hoje encontram-se em estado de total e absoluta paralisia; ou, em outro plano, levando adiante uma política de submissão aos interesses da direita golpista, como vêm fazendo agora a UJS/PCdoB, engatados no trenzinho da frente ampla, em outras palavras, muito claramente, uma política de subordinação à burguesia.    

É preciso, por isso, agir se dirigindo às bases do movimento estudantil em uma forte e decidida campanha contra o aumento das tarifas e a política de ataque dos governos contra os estudantes. É por meio desta mobilização que pode ser dado o pontapé inicial de uma verdadeira explosão social e essa uma luta deve ser assumida pelas direções do movimento.

Todavia, a UNE, UBES e demais organizações, sobretudo essas que são mais diretamente  controladas pela UJS/PCdoB encontram-se em uma etapa de profunda adaptação à direita. A crise das direções do movimento estudantil é grave e paralisa todo o movimento. Para superar esse estado de coisas, a letargia que impera no movimento estudantil brasileiro, a AJR coloca na ordem do dia a necessidade imperiosa da formação de “Comitês de Luta” em todas as escolas e universidades como forma de romper a camisa de força que as direções submetidas à política da direita liberal golpista impõem ao movimento. 

Faltando menos de um mês para o retorno total às aulas presenciais, esse é o momento para ir às ruas e derrotar o aumento das tarifas, sobretudo a partir de São Paulo, onde historicamente esta luta já mobilizou milhões de jovens na última década.

É dever de todos aqueles que se colocam na missão de lutar em defesa dos direitos democráticos da população, em particular dos estudantes, se mobilizar contra mais esse ataque, que ataca inclusive o direito democrático de “ir e vir” da população. É preciso convocar a juventude para a luta contra o cartel dos transportes públicos, que explora o povo para garantir o lucro dos grandes capitalistas, muitos deles inclusive, estrangeiros. A direita já se movimentou na defesa dos seus interesses de rapina. A resposta à ofensiva dos capitalistas deve ser dada com a mobilização do estudantado nacional, ocupando as ruas do país, exigindo a revogação dos aumentos das tarifas.

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