“Mártir”

Irã promete vingança pelo assassinato de Soleimani

A crise no Oriente Médio avança conforme os representantes dos povos oprimidos se vêem pressionados pela própria população a fazer algo contra as arbitrariedades do imperialismo e seus vassalos locais, como Israel
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No último dia 3 completaram-se dois anos da morte de Qassim Soleimani, general iraniano que comandava a Força Quds da Guarda Revolucionária, o braço da organização voltado para atuação no exterior, considerado um herói da luta contra o imperialismo na região. 

O secretário-geral do Conselho judicial dos direitos humanos iraniano, Kazem Gharibabadi, disse em entrevista à emissora IRIB TV 2 que ao menos 125 indivíduos, em sua maioria norte-americanos, estariam envolvidos no assassinato de Soleimani.

Um dia antes do segundo aniversário do bombardeio que matou o general, o corpo diplomático iraniano apresentou um apelo ao Conselho de Segurança da ONU para que tanto os EUA como Israel fossem responsabilizados por seu assassinato. Em dezembro do ano passado, o major-general israelense Tamir Hayman admitiu o envolvimento de Israel no atentado, até então escondido do público. “O assassinato de Soleimani é uma conquista já que o nosso principal inimigo, a meu ver, são os iranianos”, acrescentou Hayman em sua entrevista à revista Malam.

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, prometeu vingança. “Se [Donald] Trump e [Mike] Pompeo não forem julgados por um tribunal justo pelo ato criminoso de assassinato do general Soleimani, os muçulmanos farão a vingança do nosso mártir”, declarou Raisi, referenciando, respectivamente, o ex-presidente e o ex-scretário de Estado dos EUA. 

Seu posicionamento não é meramente figurativo. Soleimani era tido como herói não apenas pelo povo iraniano como por países vizinhos, como o Iraque, onde atuou contra o Estado Islâmico e contra a ocupação norte-americana. Raisi, na realidade, é até moderado em relação às vontades populares.

Segundo o portal iraniano PressTV, Kerman, cidade natal de Soleimani e onde o general encontra-se sepultado, foi palco de uma grande mobilização em sua memória. Milhares de pessoas participaram da cerimônia. Muitos dos presentes gritaram as palavras de ordem “morte à América” e “morte à Israel”, exibindo seu repúdio aos algozes de Soleimani.

Em Bagdá, no Iraque, também houve uma grande manifestação com milhares de participantes. Dois anos atrás, Soleimani foi morto durante uma visita diplomática ao país. O ataque aéreo norte-americano atingiu o comboio que levava o general iraniano do aeroporto internacional de Bagdá ao centro da capital iraquiana. Dentre as dez vítimas do atentado estava também Abu Mahdi al-Muhandis, líder do Hashed, organização iraquiana também conhecida como Forças de Mobilização Popular.

“O terrorismo norte-americano tem que acabar”, diziam cartazes carregados por militantes Hashed no último dia 3. Mahmoud Abdelwahed, correspondente no Iraque do portal Al Jazeera, relatou que os manifestantes também “clamavam contra a presença de tropas norte-americanas no Iraque”.

A derrota dos EUA e a subsequente retirada de suas tropas do Afeganistão estimulou a luta no Iraque, onde ainda há 2.500 soldados norte-americanos, supostamente posicionados para combater o Estado Islâmico. Ao longo de 2021, aconteceram diversos atentados às bases norte-americanas no país.

Ao mesmo tempo, o Irã busca retomar seu programa de desenvolvimento de energia nuclear. Um novo acordo mediado pelo Conselho de Segurança da ONU caminha vagarosamente desde que Trump se retirou do acordo anterior em 2018 e impôs duras sanções econômicas ao Irã. As sanções se mantiveram durante o auge da pandemia e se mantém no atual governo de Joe Biden.

A crise no Oriente Médio avança conforme os representantes dos povos oprimidos se vêem pressionados pela própria população a fazer algo contra as arbitrariedades do imperialismo e seus vassalos locais, como Israel. O assassinato de Soleimani, os assassinatos de cientistas nucleares iranianos por parte do serviço secreto israelense, as sanções que condenam a população local à fome tornaram-se insuportáveis.

A vitória do Talibã iniciou uma nova etapa para a região e, se Raisi e as direções iranianas não cumprirem sua promessa de vingança, correm o risco de serem ultrapassados pela própria população.

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