EUA ameaçam “responder decisivamente” para cercar Rússia

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Seguindo a escalada das tensões no Leste europeu, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou com seu homólogo ucraniano, Volodymir Zelensky, sobre a crescente ameaça de guerra entre Rússia e Ucrânia. Na conversa entre os chefes de Estado, Biden prometeu a Zelensky que as nações imperialistas “vão responder decisivamente” em caso de invasão da Rússia ao vizinho, segundo comunicado feito pela a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki:

O presidente deixou claro que os EUA, seus aliados e parceiros responderão de forma decisiva se a Rússia invadir ainda mais a Ucrânia“.

O presidente ucraniano também comentou a conversa através de uma mensagem em suas redes sociais:

A primeira conversa internacional do ano com @POTUS [“Presidente dos Estados Unidos” na sigla em inglês] prova a natureza especial de nossas relações“. Zelenski, acrescentou ainda que foram discutidas “ações conjuntas da Ucrânia, dos Estados Unidos e de parceiros para manter a paz na Europa, evitando mais escaladas.”

O diálogo entre Joe Biden e Volodymir Zelensky ocorreu no último dia 2, 3 dias após outra conversa telefônica entre o norte-americano e o presidente russo Vladmir Putin, que têm um encontro previsto para os dias 9 e 10 de janeiro em Genebra, na Suíça. No último dia 30, a conversa entre Biden e Putin teve o primeiro afirmando que os EUA estavam “preparados para responder” a uma eventual invasão russa na Ucrânia. O líder russo, por outro lado, chamou de “erro colossal” a ameaça de novas sanções do imperialismo contra o país eslavo, alertando o americano que a medida poderia desencadear o rompimento das relações entre Rússia e EUA.

Os “aliados” dos EUA, as potências imperialistas da Europa, também manifestaram-se sobre o caso no último dia 5. Através do chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, antecipando-se às negociações entre Washington e Moscou, prometeu “total apoio” do bloco à ex-república soviética no caso de uma ocupação militar russa no país:

estamos aqui, em primeiro lugar, para reafirmar o total apoio da União Europeia à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia“. A declaração de Borrell foi feita durante conferência de imprensa ocorrida na cidade de Stanytsya Luganska, na região de Lugansk, na fronteira com a Rússia, ao lado do chanceler ucraniano Dmytro Kuleba.

Qualquer agressão militar contra a Ucrânia terá consequências descontroladas e um alto preço“, ameaçou o diplomata europeu, acrescentando que “estamos nos coordenando com os Estados Unidos, com a Otan e com outros parceiros para trabalhar pela redução da escalada“, concluiu.

Já Kuleba disse estar “feliz” com a vista do chefe da diplomacia europeia, que teve – segundo o ucraniano – a oportunidade de visitar a linha de frente de uma eventual guerra entre os dois países eslavos e “ver as consequências do conflito com seus próprios olhos“, referindo-se ao imbróglio criado na região desde o Euromaidan, golpe ocorrido na Ucrânia em 2014 responsável pela derrubada Viktor Yanukovytch e ascensão de um regime abertamente nazista, apoiado pelo imperialismo.

Kuleba disse ainda que Ucrânia e a UE buscam “desescalar a situação por meios diplomáticos, para que Moscou reduza as tensões e abandone suas intenções agressivas“. “A União Europeia está ao lado da Ucrânia para conter a política agressiva da Rússia“, disse – cinicamente – o diplomata ucraniano.

Desde março de 2018, a Ucrânia entrou de maneira oficial na lista de países aspirantes ao status de membro da Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN). O governo russo vinha protestando contra a inclusão sem sucesso, alegando que isso compromete a segurança do país. Diante das provocações do imperialismo, cerca de 100 mil soldados foram deslocados à fronteira com a Ucrânia, enquanto Moscou exige que nenhuma ex-república soviética seja utilizada como base pela aliança militar ocidental.

A situação evidencia o agravamento da crise histórica do capitalismo, diante da qual as potências imperialistas intensificam sua política de guerra comercial (inclusive entre si) e de ações criminosas contra povos inteiros, visando garantir pela força seu poder em declínio, colocando o mundo sob a ameaça, inclusive, de uma nova guerra mundial ou se conflitos regionais com gigantescos alcances. 

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