Escândalo trilionário na crise da pandemia

Imperialismo aprofunda crise e 500 mais ricos roubam, pelo menos, US$1 trilhão de centenas de milhões de miseráveis
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Em meio ao agravamento da crise capitalista, o Bloomberg – órgão ligado aos banqueiros norte-americanos -, publicou no último 31 uma lista atualizada do patrimônio declarado das 500 pessoas mais ricas do planeta. Segundo Bloomberg, os capitalistas mais ricos do mundo ganharam US$1 trilhão em 2021, ano marcado pela deterioração da crise social e sanitária, com inflação recorde e explosão da fome ao redor do planeta.

A fortuna combinada destes 500 capitalistas ultrapassou US$8,4 trilhões no segundo ano da pandemia. A título de comparação, o terceiro país mais rico do mundo, o Japão, fechou o mesmo ano com um PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) estimado em US$4,97 trilhões, para uma nação com 125,8 milhões de habitantes em 2020. Isso significa que um reduzido agrupamento humano, com uma população 251,6 mil vezes menor do que a nação asiática, controla uma fortuna 40,83% maior do que a de um país imperialista de primeiro escalão como o Japão.

Um seleto grupo de 10 fortunas pessoais ultrapassou a cifra de US$100 bilhões, o que implica em 4 pessoas apenas retendo uma riqueza superior ao PIB do segundo estado mais desenvolvido do Brasil: o Rio de Janeiro (US$308 bilhões em 2017). Outras 200 pessoas aparecem na lista elaborada pelo órgão capitalista com fortunas pessoais superiores a US$10 bilhões, valor superior ao PIB de quatro dos sete estados da região Norte do Brasil (Acre, Amapá, Roraima e Tocantins). É preciso considerar também que o levantamento considera apenas o montante declarado dos grandes capitalistas, que sabidamente escondem e sonegam somas expressivas de seu patrimônio.

Desagregação inédita

No mesmo ano em que tal fenômeno se desenvolveu, “mais de meio bilhão” de seres humanos foram empurrados à extrema pobreza, segundo informe publicado no sítio da Organização Mundial da Saúde (“More than half a billion people pushed or pushed further into extreme poverty due to health care costs”, 12/12/2021). Outro relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), intitulado “COVID-19 leads to over 50 million more hungry people in Asia-Pacific” (15/12/2021), informa que apenas na região Ásia-Pacífico (englobando toda a porção ocidental do Oceano Pacífico, incluindo a costa asiática e também a Oceania), “altos níveis de pobreza continuam mantendo dietas saudáveis inacessíveis para 1,8 bilhão de pessoas, enquanto mais de um bilhão não teve acesso adequado a alimentos em 2020 – um aumento de quase 150 milhões em apenas 12 meses.”

Se “dietas saudáveis inacessíveis” tem um significado difuso, “mais de um bilhão” sem “acesso adequado a alimentos” não significa outra coisa além fome, um flagelo que castiga um em sete seres humanos apenas neste conjunto de países. Em outro relatório, também publicado pela ONU em 22 de junho de 2021, “Famine knocking at the door of 41 million worldwide, WFP warns”, o diretor do Programa Mundial de Alimentos (WFP na sigla em inglês), David Beasley, descreve como “simplesmente trágica” a explosão do número de famélicos no mundo em 2020: “Hoje, 41 milhões de pessoas têm a fome batendo na porta literalmente” disse o executivo. Número que está longe de mostrar a realidade global e se refere, quando muito, aos que estão morrendo de fome.

Crime contra a humanidade

A fase atual da crise capitalista, de características terminais, torna o parasitismo burguês ainda mais acentuado. E também criminoso.

Em um passado relativamente recente, a burguesia não teve escrúpulos para mergulhar a humanidade em duas grandes guerras, produzindo uma mortandade sem precedentes na história. Na atual etapa histórica, a escalada da crise global e o crescimento desesperado pela expropriação da riqueza social tende a amplificar as tendências mais criminosas da política burguesa, levando alguns setores mais poderosos da classe dominante a tornarem-se paradoxalmente mais ricos, através de expedientes que escancaram o caráter parasita do imperialismo.

Sem nada a oferecer às amplas massas proletárias do planeta, além de mais repressão, mais pestes e mais fome, os sobreviventes da catástrofe combinada de fome e pandemia devem ser mobilizados para reverter a rapina, jogando o custo da crise humanitária para seus responsáveis diretos: a burguesia, que precisa ser expropriada por meio da mobilização revolucionária das massas.

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