É uma aliança com a direita do PT que vai eleger Lula?

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Um debate se coloca com a posição do dirigente do PT no RJ, Washington Quaquá. Em última instância, Quaquá defende “virar a página do golpe”, o acordo com a direita como se isso realmente pudesse levar a uma vitória de Lula e do PT, nas eleições. 

Uma coisa, por exemplo, diz respeito à aparente vitória de Lula expressa nas pesquisas eleitorais. Setores do PT dão como certa a eleição de Lula, que para ser consolidada, precisaria apenas fechar as alianças e consolidar a frente ampla. Essa é a política seguida pela direção do PT: por Alckmin como vice. Uma aberração que leva todos os setores, aqueles que, dentro e fora do PT, defendem honestamente a candidatura de Lula, a desejarem mudar de País.

A questão do apoio popular

Um problema político, observado nas alas mais oportunistas do movimento operário, é desconsiderar completamente que a política muda o quadro no interior da população e esse é um fator extremamente adverso.

Quando começaram a falar que a eleição está ganha e defenderam a presença de Alckmin na chapa (desconsiderando o quadro internacional, nacional), foram fortalecidos os elementos mais carreiristas, direitistas e aventureiros dentro da esquerda. Esses setores começaram a “levantar a cabeça”, enquanto os setores que querem travar uma luta pela transformação real do País “abaixaram a cabeça”.

Aparecem pessoas falando em aceitar Alckmin na chapa, dizendo que quem não apoia não tem realismo, não entende de política etc… O posicionamento do Quaquá revela um efeito extremamente negativo da ilusão da vitória um ano antes da eleição, estimulando os que já estão quase montando governo, dividindo cargos.

É como se a direção do PT cuspisse na cara de quem travou uma luta contra o golpe de 2016. Não tem nada pior que Alckmin; Serra está no páreo; FHC mostrou do que é capaz, embora muita gente não o veja de maneira tão negativa, já que Alckmin foi denunciado em escândalos, estabeleceu uma ditadura em SP, agiu brutalmente  reprimindo qualquer mobilização entre outros feitos arrepiantes. Concretamente, o fascista Jair Bolsonaro talvez não tenha sido tão efetivo na aplicação da política neoliberal.

O fato é que a direção do PT ignora um fator fundamental que é a mobilização popular e não demonstra sensibilidade alguma para o pensamento das pessoas que defendem a candidatura do Lula, nem mesmo com as bases do partido. Sem falar na falta de democracia, pois para fazer uma monstruosidade dessa, teria que discutir no partido, chamar um congresso, fazer um debate… Estão empurrando goela abaixo o pior que conseguiram arrumar para a campanha, o que só pode levar a um efeito negativo.

A eleição vai ser uma guerra

A eleição, certamente, será uma guerra contra o PT e a candidatura de Lula. Diante disso, Alckmin e figuras como Quaquá não farão nada. Interessam-se apenas pelo que for muito fácil de conquistar e se tiverem de brigar, não vão se envolver.

É necessário desenvolver uma política que estimule as pessoas a defender e a lutar por essa candidatura, ir ao povo e mobilizar o setor mais ativo da população.  Supondo que a vitória esteja assegurada, porque a burguesia não consegue contornar a extraordinária popularidade do ex-presidente. Uma vez eleito, Lula tem que governar e que tipo de governo vai fazer? De aliança com o PSDB? Afinal, Alckmin é PSDB.

Falam até que saiu do partido porque o PSDB foi tomado por uma ala direitista próxima ao bolsonarismo, que vem de João Doria. Ele seria então o PSDB legítimo.

É possível sustentar essa aliança diante das necessidades populares? Como fazer o povo aceitar a continuação da política neoliberal? Isso ninguém revela.

Quando um setor da direita do PT se levanta agressivamente para impor essa política de defesa  de aliança com golpistas, vemos que a situação caminha para o pior lado possível e a única maneira de impedir isso é com a mobilização popular. Esta é uma questão fundamental.

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