Oráculo infalível?

Confiar cegamente em Lula

Na questão Alckmin, Lula não está certo. É uma tentativa de mostrar uma face direitista, quando o momento exige o oposto, uma posição mais avançada, como a que adotou quando defendeu a Nicarágua, a Venezuela e Cuba
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Um tema que também precisa ser debatido dentro da esquerda, particularmente com os militantes, filiados, simpatizantes e eleitores do PT, é a questão da confiança cega no ex-presidente Lula. Isso está sendo colocado diante da posição de setores do PT favoráveis a aliança com Alckmin (ex-PSDB atual PSB) como vice na chapa de Lula e apresentado como sendo a do próprio ex-presidente.

A primeira coisa a ser dita é que ninguém merece confiança cega como se fosse um oráculo da verdade e infalível. Todo mundo erra, o mais importante é aprender pela experiência, o que os dirigentes do PT parecem não ter entendido. 

As pessoas em geral têm um determinado esquema que seguem na política. O que está sendo demonstrado pelo PT é que esse esquema leva a erros consecutivos, como foi no golpe de Estado, na questão das alianças, do candidato a vice-presidente e etc. 

Sendo assim, ninguém tem que confiar em ninguém, é preciso antes ter pensamento crítico. Não confiar em algo só porque Lula, Gleisi, ou Rui Costa Pimenta disse, mas ouvir e considerar, avaliar criticamente o que foi dito, se aquilo corresponde à experiência etc. Confiança cega é uma coisa que só pode produzir os piores resultados na política.

Lula foi chamado pela burguesia de burro, ignorante, o que é uma coisa absurda. Lula é uma liderança popular, é inteligente e capaz, mas não é infalível, longe disso. Tanto que errou várias vezes. Basta ver o colapso do governo petista, a derrubada de Dilma sem uma reação à altura do partido e do próprio governo, a sua prisão que durou mais de 500 dias quando os dirigentes do PT falavam primeiro que não ocorreria, depois não duraria sequer 10 dias etc…

Os quatro governos do PT também demandaram muito esforço para pouco resultado. A burguesia derrubou o PT e acabou com todos os programas sociais. O pouco realizado para o desenvolvimento nacional foi varrido pela Operação Lava Jato justamente por ser resultado de uma política limitada. O País precisa de algo mais audacioso, com objetivos mais ambiciosos, senão corremos o risco de voltar ao passado. Em certo sentido andamos para trás desde que caiu a ditadura, quando se deu um processo intenso de retrocesso nacional para o Brasil. Finalmente, a ditadura caiu em função de uma crise econômica mundial que continua operando até hoje. 

É preciso uma política social, algo constantemente lembrado por Lula. Fazer três refeições no dia é de fato importante mas o governo dos trabalhadores tem de fazer muito mais. Tem que discutir as privatizações, por exemplo.

Ter espírito crítico, inclusive, é uma função das pessoas para empurrarem seus partidos e direções para frente. Porque se deixar parado, a força da inércia leva para trás. É preciso ter sempre uma avaliação crítica.

Nessa questão de Alckmin, Lula não está certo. É uma tentativa de mostrar uma face direitista, quando o momento exige o oposto, uma posição mais avançada, como a que adotou quando defendeu a Nicarágua, a Venezuela e Cuba. Alckmin vai ser sempre, na campanha e num governo federal, um cavalo de Troia. É dormir com o inimigo, apresentá-lo como amigo para ganhar a confiança dos que te defendem quando na verdade todos devem te defender dele e deixar claro que essa aliança é não apenas contra o PT e o próprio Lula, mas também contra todo o povo.

Alckmin, um bandido político, não há garantia de que teria uma posição favorável num possível governo Lula e muito menos há motivos para Lula aceitá-lo na chapa. Alckmin não tem nada a oferecer, não tem voto e nem popularidade, apenas seu histórico criminoso como político do PSDB, sua atuação de repressão reiterada a direitos e violentos ataques contra a população de SP, onde governou por mais de uma década.

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