Sem direção, sem luta e sem orientação

Conferência da AJR – Um passo decisivo para a reconstrução do movimento estudantil

Está mais do que na hora de reconstruir o movimento estudantil brasieiro, destroçado pela política imobilista  de conciliação das atuais direções
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O ano de 2022 iniciou e com ele vem sendo dada continuidade aos ataques, por parte do regime golpista, aos direitos e conquistas do povo trabalhador, e nesse contexto, em especial à juventude trabalhadora do País. Se nos últimos dois anos a burguesia tentou a todo custo reabrir escolas e universidades, mesmo diante de todas as evidências de crescimento do número de mortos pela pandemia, tudo indica que os senhores do golpe golpe tentarão mais uma vez colocar em prática a completa reabertura do ensino, um aceno à intensificação do genocídio contra a população jovem, em meio a nova onda da Covid-19.

Sem direção, sem luta e sem orientação

Em todo este período recente, a juventude brasileira se viu confrontada com enormes e agudos problemas, que não mereceram, por parte das direcções representativas da juventude, a atenção necessária no sentido de organizar os jovens de todo o País para enfrentar os ataques do regime burguês golpista, inimigo da juventude e de todo o povo trabalhador.   

Com o advento da pandemia vieram fatores ainda mais graves. O vírus se espalhou pelo País, não encontrando muitos obstáculos para ceifar vidas, pois encontrou um ambiente propício à proliferação, em razão da mais completa desorganização e sucateamento dos serviços públicos de saúde. O morticínio tomou conta do Brasil e neste contexto escolas e universidades foram fechadas, permitindo ao governo implementar um projeto antigo, o Ensino à Distância (EAD).

A implementação do EAD foi acachapante, pois milhões de jovens deixaram de ter acesso ao estudo, mesmo sendo cobrados e ameaçados, inclusive com expulsões, devido às péssimas condições de estudo. Sem acesso à internet, milhões ficaram simplesmente excluídos das escolas, ao mesmo tempo que aqueles que tinham condições de participar eram obrigados a conviver com um ensino totalmente improvisado, sem preparo e de péssima qualidade.

A farsa do EAD foi por muitos denunciada, no entanto pouco se fez para combatê-lo. Na realidade, com exceção da Aliança da Juventude Revolucionária, coletivo de jovens do PCO, que organizou comitês de luta estudantis em todo país contra o EAD, promovendo inclusive verdadeiras greves e manifestações, a campanha da esquerda pequeno-burguesa, em especial UNE e UBES, comandada pela UJS, se restringiu a protestos inócuos. Na verdade, o que houve foi um apoio ao EAD, com a chancela de torná-lo mais “acessível”.

Hoje, está claro que o EAD foi um golpe no ensino, uma manobra para diminuir os custos e destruir ainda mais a educação brasileira. Ao mesmo tempo em que isso ocorria, o jovem brasileiro passou a sofrer com drásticos cortes nas bolsas de estudo, a falta de restaurantes universitários, indo até a expulsão de diversas moradias estudantis País afora. Novamente, frente a este brutal ataque, nada ou muito pouco fizeram as direção do movimento estudantil.

A única ação real do movimento estudantil, no que diz respeito à sua “nova” direção, foi a realização de um congresso surpresa da UNE, totalmente online e filtrado, um claro golpe contra a juventude, que serviu para eleger, para a surpresa de ninguém, a UJS/PCdoB para o comando da entidade.

É hora de organizar a Conferência da juventude

Todos estes fatos, somados às enormes dificuldades que a juventude operária e popular vem atravessando, coloca na ordem do dia a necessidade da superação deste estado de coisas. Está mais do que na hora de reconstruir o movimento estudantil brasieiro, destroçado pela política imobilista  de conciliação das atuais direções. E nessa perspectiva de verdadeiramente organizar e mobilizar a juventude contra os governos burgueses neoliberais e golpistas que a AJR está convocando nacionalmente a Conferência nacional da Juventude, a ser realizada ainda neste semestre. O evento servirá para organizar uma ampla discussão em torno dos problemas mais candentes da juventude do País, apresentar um programa de luta para orientar o movimento nacional dos estudantes, assim como intervir no cenário político nacional para derrotar o golpe e apoiar a candidatura do ex-presidente Lula às eleições presidenciais deste ano.

A data e local ainda será divulgada, no entanto a AJR convoca desde já toda a juventude a se mobilizar em torno deste objetivo fundamental em 2022.

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