Balança comercial mostra o que o imperialismo quer para o Brasil

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De acordo com dados divulgados no primeiro dia útil de 2022 pelo Ministério da Economia, através do portal de notícias do Governo Federal, o ano de 2021 encerrou com um superávit de 61 bilhões de dólares. Resumidamente, esse valor significa que o montante recebido pelas exportações superou o valor pago pelas importações. Mais detalhadamente, no ano de 2021, o País exportou 280,4 bilhões de dólares, contra o montante de 219,4 bilhões gastos em importações. O valor total movimentado pelo comércio exterior no Brasil em 2021 foi 499,8 bilhões de dólares, superando em 35,8% o montante de 2020, US$368 bilhões.

Apesar do recorde, o superávit foi menor que o projetado pelo Governo, de US$ 70,9 bilhões. Para o ano de 2022, o Governo Federal trabalha com uma expectativa de crescimento de 1,4% nas exportações.

O superávit na balança comercial obtido em 2021 é 21,1% superior ao do ano de 2020 e maior que o recorde passado, observado em 2017, que foi de 56 bilhões de dólares. Segundo o Ministério da Economia, os resultados do ano passado se deram, principalmente, pela retomada da economia em alguns países de forma muito desigual, resultando no aumento de preço de diversos produtos, principalmente commodities e produtos agrícolas, como o minério de ferro e a soja. Estes são os principais produtos exportados pelo Brasil, o que denota a baixa sofisticação da economia nacional.

Apesar do montante de dólares que o Brasil recebeu, através do superávit recorde, o preço da moeda americana disparou em 2021. De acordo com matéria publicada pela CNN, o aumento foi de 7,36% no ano passado. A alta do dólar frente ao superávit comercial recorde mostra que a economia nacional está sendo alvo de um ataque especulativo pelos banqueiros.

Em geral, isto ocorre provocando-se uma fuga de capitais do País, através da compra de muitos dólares, o que força a alta da moeda americana. Por sua vez, o governo faz as operações chamadas “swap cambial”, vendendo títulos que serão convertidos em dólares no futuro, com preço fixado no momento da alta, para forçar uma baixa no valor da moeda pela via da oferta de dólares. Com isso, os agiotas do sistema financeiro compram dólar em um patamar mais baixo e já garantem a venda em um patamar mais alto.

A situação paradoxal, de recorde na entrada de dólares e alta da moeda mostra que a balança comercial positiva não está servindo para manter a moeda americana em um patamar civilizado para a economia nacional, sendo um fator de pressão contra os preços no Brasil, que em 2021 já enfrentou uma inflação de dois dígitos. Por um lado, a alta do dólar inflaciona, dentre outros produtos, os preços dos combustíveis, tabelados pela moeda americana. Consequência disso, os combustíveis e o setor de transportes aparecem como alguns dos principais responsáveis pela inflação acumulada de 2021.

Por outro lado, a política levada pelo governo Bolsonaro de privilegiar a exportação de alimentos, em detrimento do mercado nacional, aproveitando a alta do dólar, fez com que os trabalhadores enfrentassem uma carestia sem precedentes. Nesse sentido, é urgente a necessidade do controle operário da economia e do comércio exterior.

É importante dizer que essa balança comercial brasileira explicita o papel designado ao nosso país pelo imperialismo, o de ser um mero produtor e exportador de matérias primas. Esse papel ingrato, que foi levado às últimas consequências durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com a desindustrialização massiva do Brasil, foi retomado com toda a força a partir do golpe de 2016 e continuado, com todo o vigor, pelo ilegítimo Bolsonaro.

Além disso, o lucro dessas exportações, principalmente do minério de ferro bruto, vai para mão dos capitalistas que receberam de mãos beijadas as mineradoras nacionais, o que não beneficia em forma nenhuma o povo brasileiro. Nem mesmo os trabalhadores dessas empresas privatizadas tiram proveito dessa situação.

O paradoxo experimentado pela economia brasileira reforça a urgência da nacionalização do sistema bancário, a ser unificado em um monopólio estatal e controlado pela classe operária. Também demonstra a necessidade de uma política de comércio exterior atenta aos interesses da classe trabalhadora. Finalmente, é preciso reestatizar as empresas estratégicas que foram privatizadas, que devem servir a um projeto de desenvolvimento nacional.

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