Lutas operárias

Aprender das derrotas

Destacamos nesta edição alguns momentos da luta do movimento operário que foram destaques ao longo das 52 edições semanais do JCO de 2021
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Em um ano marcado pela tendência à generalização das lutas contra o governo e o regime saído do golpe de 2016, que se expressou principalmente, pelos grandes atos ocorridos durante o ano, o Causa Operária participou ativamente das principais lutas e buscou apontar os caminhos para a mobilização da classe operária, ao mesmo tempo em que criticou a falta de iniciativa, o “freio de mão puxado” por parte das principais lideranças das organizações do movimento operário, ligadas à CUT (único setor com capacidade efetiva de mobilização), bem como o boicote aberto de um setor da burocracia diretamente atrelada à burguesia

A luta contra a entrega do petróleo privatizações

Parar a Petrobras, parar o Brasil” 

Na edição 1148, destacamos sob o título acima a importância da luta dos petroleiros: 

“Na manhã da quarta-feira, 10 de fevereiro, milhares de trabalhadores tomaram a via de acesso à Refinaria Landulpho Alves (Rlam), no município de São Francisco do Conde, na Bahia, em protesto contra a sua venda…

“É preciso agir e rápido. A questão da ocupação da Rlam  contra a sua privatização deve ser tratada pela FUP e pelos seus sindicatos como uma questão essencial no impulsionamento da luta da categoria nacionalmente. “Além disso, a CUT e seus sindicatos devem tratar a luta contra o desmonte da Petrobras, na perspectiva de unidade com os trabalhadores de outras empresas que estão em vias de privatização como os Correios, os  bancos públicos e as empresas de energia elétrica“.

Avançar na greve, ocupar as refinarias contra a privatização

Na edição 1152, assinalamos a importância de que essa luta foi unificada, sob o comando da CUT:

É preciso que a CUT e os grandes sindicatos do País se somem à luta dos petroleiros numa campanha de conjunto, nacionalmente, alertando a população sobre os planos de destruição do País, operados pelos golpistas, para ampliar a greve e envolver outras categorias, muitas delas, inclusive, sob a mesma situação que os petroleiros, como bancários e ecetistas.

Contra a privatização dos Correios

Um dos objetivos centrais perseguidos pela direita golpista foi o de privatizar a maior empresa em número de trabalhadores do País, os Correios, empresa estratégica. Esse tema, foi destaque na maioria das edições desse jornal em 2021:

Na edição 1158, assinalamos que “na terça-feira (20/4) os deputados golpistas do Congresso Nacional aprovaram em caráter de urgência o PL (projeto de lei) 591/21 de privatização dos Correios, apresentado pelo presidente fraudulento Jair Bolsonaro, em fevereiro passado”, apresentando a seguinte conclusão: “Diante desta grave situação é necessário que os sindicatos que não comungam com essa política de capitulação, assim como o movimento de base da categoria, que foi responsável por sustentar a greve do ano passado, assumam a dianteira de um movimento pela realização de um imediato encontro extraordinário da categoria, com ampla participação da base, que aponte um plano de lutas para barrar, nas ruas, na greve, na luta, a privatização da empresa”.

Na edição 1160, insistimos que “Não há tempo a perder, construir comitês de luta, ganhar as ruas e organizar a greve geral da categoria para derrotar a privatização da ECT“.

Sob o título “Correios: mobilizar nas ruas e não confiar no Senado“, insistimos na edição 1178, que o caminho era, e continua sendo, a mobilização dos trabalhadores. E na edição 1190, diante do adiamento da votação da privatização no Senado, apontamos que se abria:

Uma oportunidade para a luta contra a privatização dos Correios

“Ecetistas devem usar o adiamento da votação no Senado para promover uma gigantesca mobilização nacional” 

A derrota na Eletrobrás

Criticamos, em mais de uma oportunidade, a limitação da “pressão” sobre o congresso reacionário e da greve de 72 horas chamada pelas direções dos eletricitários para barrar a privatização da Eletrobras.

Na edição 1166, apontamos que “os eletricitários têm muito poder, apesar de a Eletrobras controlar apenas 33% da energia do País. Uma verdadeira greve da categoria tem condição de paralisar boa parte da transmissão de energia elétrica colocando boa parte do País no escuro. Esse é o único caminho efetivo para barrar a privatização e se coloca não apenas para os eletricitários, mas para os petroleiros e trabalhadores dos Correios, entre outras categorias“.

Ataques ao ensino público na pandemia

Denunciamos ao longo de todo o ano que passou, os ataques não só do governo Bolsonaro, mas de toda a direita (e até de governos da esquerda) contra o ensino público, os trabalhadores da Educação e os estudantes.

Na edição 1146, apontamos:

É preciso ir à  greve contra o genocídio de Doria” 

Os professores de São Paulo devem ser a ponta de lança da greve nacional contra a política genocida de reabrir as escolas em meio à pandemia

Governos estaduais e municipais, se valeram da dispersão no movimento sindical durante a pandemia (resultado da política do “fique em casa” das direções), para intensificar a aprovação de “reformas” contra a Educação e os serviços públicos. Na edição 1148, propusemos a unidade dos dois maiores setores do funcionalismo estadual e municipal do País:

Professores estaduais e municipais de SP em uma só luta

A greve dos professores de São Paulo abre caminho para a construção da greve nacional da categoria

Em diversas edições denunciamos a política de reabrir as escolas sem que as devidas condições estivessem dadas. Na edição 1151, destacamos:

Reabertura infectou mais de 3 mil e já matou mais de 100 nas Escolase chamamos a Ampliar a greve dos professores, como principal arma para impedir o genocídio nas escolas

Desmascaramos o cinismo do regime golpista ao evidenciar que a “Burguesia e governos genocidas se unem pela volta às aulas“, na edição 1172, assinalando que:

Governos de direita, de norte a sul, de leste a oeste em todo país, anunciam a volta as aulas em todo país, a partir da primeira semana de agosto…

Contra os ataques da direita à vida do povo e contra a capitulação vergonhosa de setores da esquerda, é necessária a mobilização de educadores e estudantes em todo o País. É hora da greve geral da educação, impulsionada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)  e seus sindicatos, bem como pelas entidades estudantis, contra o retorno às aulas, sem a vacinação de todo o povo.”

Ao mesmo tempo, mostramos o crime do “congelamento” dos salários dos educadores (em alguns casos já há oito anos), em vários momentos, como na edição 1192, quando denunciamos, 

“O golpe dos ‘73% de aumento’ e ‘R$ 5 mil de piso’ de BolsoDoria”

Metalúrgicos e outras importantes lutas operárias

Na edição 1144, no começo de 2021, defendemos que era preciso:

Ocupar a Ford pela sua estatização sob o controle dos trabalhadores

A mobilização dos operários é a única arma capaz de impedir a demissão em massa, fome e miséria para dezenas de milhares de trabalhadores e suas famílias“.

Na edição 1182 e outras, abordamos a combativa mobilização dos metalúrgicos na

Greve na GM expressa tendência de luta diante da inflação

Assinalando que “greves locais, como a da GM,  estão expressando uma tendência geral de luta, que precisa ser unificada e generalizada“.

Os bancários e suas lutas estiveram presentes em dezenas de edições de Causa Operária, na de número 1146, destacamos:

Unir os bancários do BB e da Caixa contra as demissões

Lá assinalamos que “a operação de desmonte do BB e da CEF é a mesma que ocorre com a Petrobras. Um primeiro objetivo é o de depenar as empresas, vendendo as subsidiárias, desfazendo-se dos ativos, depois, com as empresas “magrinhas”, os banqueiros abocanham o que vale à pena, como a carteira de clientes e aí, é possível até que não se coloque nem a questão da privatização em si, mas a própria liquidação das empresas…

Na 1176, denunciamos as manobras dos Deputados golpistas [que] ameaçam jornada de trabalho dos bancários

Por uma saída dos trabalhadores diante da crise

Além das lutas das diferentes categorias, este jornal e sua Editoria do Movimento Operário, procuram impulsionar, principalmente, a luta comum da classe trabalhadora pelo “fora Bolsonaro” e por suas reivindicações diante da crise, e a unidade geral em torno de uma saída própria dos trabalhadores diante da crise, com Lula presidente e com um governo dos trabalhadores.

Destacamos alguns títulos e trechos, de diversas edições:

Plenária da esquerda não aprova lutas por Lula nem ir às ruas(Edição 1151)

Com Lula, colocar de pé o movimento operário” (Edição 1152)

Só a mobilização e luta dos trabalhadores pode salvar vidas” (Edição 1159)

Aqui impulsionamos, a mobilização independente, nas ruas, que teve como ponto de partida o 1º de Maio Classista realizado na Praça da Sé, o primeiro grande ato público pelo Fora Bolsonaro, realizado no DIa Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, quando todo o restante da esquerda ficou em casa, fazendo lives e vendo o fascista Bolsonaro tomar as ruas.

Uma espetacular vitória contra o ‘fique em casa’

Combativo ato de 1º de Maio reuniu mais de 2 mil pessoas na Praça da Sé em S. Paulo e apontou uma perspectiva de luta contra a paralisia e a covardia política da esquerda

Demos sequência à essa política ao longo de todo o ano e na edição 1166, diante dos primeiros atos do Movimento Fora Bolsonaro defendemos que “A classe operária e suas organizações devem ‘entrar em campo

Assinalando que “a CUT e os sindicatos devem mobilizar os trabalhadores para derrubar o governo

Nos opusemos à frente com a burguesia golpista e com aqueles que defendem a política dos patrões. Na edição 1169, por exemplo, chamamos:

Ampliar os atos sim, com os pelegos e a direita não

Para impulsionar as mobilizações é preciso colocar na cena a classe operária

Diante da evidente evolução das mobilizações populares, impulsionadas pela esquerda, pelo Fora Bolsonaro no País, a burguesia, a sua imprensa, os seus partidos trataram de colocar em marcha uma operação para sequestrar o movimento“.

Em mais de uma oportunidade denunciamos a política dos que queriam fazer fracassar o movimento, para fazer triunfar os planos da “terceira via”. Na edição de 1175, destacamos sobre o ato do dia 18 de agosto:

Apesar da sabotagem, milhares saíram às ruas no dia 18

Mais de 60 atos, reunindo servidores públicos, trabalhadores dos Correios e diversas outras categorias, contra a reforma administrativa, as privatizações e por Fora Bolsonaro

Em todos os momentos, defendemos a importância de uma política classista para a CUT, assinalando que além de se opor à direita, CUT precisa mobilizar os trabalhadores” (edição 1178).

Abordando as deliberações da Plenária Nacional da CUT da qual participamos, destacamos que “a CUT entre a mobilização dos trabalhadores e a capitulação“; apontando que “ao mesmo tempo em que aprovou o apoio a Lula como única opção dos trabalhadores diante das alternativas golpistas, direção da CUT adora política burocrática para enfrentar a crise” (edição 1185).

Por um programa Classista

Diante da reunião do “Bloco Vermelho, em dezembro passado, defendemos:”Um programa para impulsionar a luta do movimento operário“; apresentando “Propostas da Corrente Sindical Nacional Causa Operária para a Plenária Nacional do Bloco Vermelho (edição 1186). Durante aquele encontro, centenas de lideranças sindicais se manifestaram por fora Bolsonaro e Lula presidente“. Organizando o ato do dia 12 de dezembro, ativistas de todo o País destacam a importância da ação nas ruas” (Edição 1191)

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