Golpe anunciado

A “santa” urna eletrônica sob o controle de tucanos e Moro?

Reportagem exclusiva do Diário Causa Operária revelou que sistema “santificado” pela direita e por setores da esquerda está “dominado” pelos que deram o golpe

A empresa Positivo Tecnologia venceu a licitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o fornecimento das urnas eletrônicas para o processo eleitoral de 2022.

O anúncio foi feito no último dia 27, pela companhia, que era a única habilitada para participar da licitação do TSE. A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria do TSE para questionar o motivo da falta de concorrência com a Positivo, mas não foi atendida.

Sem disputa… por R$1,18 bi

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o único interessado na licitação, além da Positivo Tecnologia, teria sido o consórcio SMTT, formado pelas empresas Smartmatic e Diebold. Contudo, “a disputa licitatória arrastou-se por entre os anos de 2019 e 2022, uma vez que ambas as concorrentes não cumpriam as especificações técnicas do edital, conseguindo na Justiça o direito de apresentar novas propostas. A empresa paranaense, então, sagrou-se vencedora após apresentar o melhor desempenho técnico e também oferecer a proposta mais barata”.

A previsão é que a Positivo forneça 176 mil urnas eletrônicas e outros produtos, pela bagatela de 1,18 bilhão de reais.

A Positivo foi fundada em 1972 pelo empresário Oriovisto Guimarães, ex-PSDB, hoje senador pelo Podemos ─ mesmo partido do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol, cujo esquema ilegal na Operação Lava Jato foi revelado pelo portal The Intercept. Oriovisto é natural de São Paulo mas desde pequeno é radicado no Paraná, onde fez sua carreira.

O grupo trabalha em duas áreas de atuação: a Positivo Educacional, que controla um importante curso pré-vestibular e edita materiais escolares (com grande faturamento junto a Estados e prefeituras), e a Positivo Tecnologia, fabricante de produtos eletrônicos como computadores e celulares.

Oriovisto deixou a presidência do Grupo Positivo em 2012, após 40 anos à frente da empresa. No entanto, seu sucessor e atual diretor-presidente da companhia é Hélio Bruck Rotenberg, considerado seu braço direito. O filho mais velho de Oriovisto, Giem Raduy Guimarães, integra o conselho do Grupo Positivo e outro de seus filhos, Lucas Raduy Guimarães, é presidente da Positivo Educacional.

Segundo outra reportagem do jornal paranaense, a decisão de Oriovisto de se afastar publicamente da empresa teria coincidido com o momento em que a Positivo passou a assumir mais intensamente contratos com o Poder Público, “vencendo uma série de licitações de órgãos de administração”.

Enquanto Oriovisto ainda presidia o grupo, Deltan Dallagnol estudou no curso pré-vestibular da Positivo Educacional, tendo sido aluno do empresário, e ainda foi premiado com um carro popular ao passar no vestibular.

Berço tucano, amante da Lava Jato…

Entre 1999 e 2018, Oriovisto Guimarães foi filiado ao PSDB. No entanto, abandonou o partido para, no mesmo ano de 2018, ingressar no Podemos, sigla de seu amigo Álvaro Dias, que tentou convencê-lo a se candidatar à prefeitura de Curitiba quando os dois pertenciam ao PSDB, e também quem o levou para o novo partido. O Podemos, assim como outros partidos menores da direita brasileira, é uma espécie de filial ou apêndice do PSDB.

Outra amizade de Oriovisto conhecida pelo público é com o próprio Sérgio Moro, cujo nome deverá constar nas urnas que serão fabricadas pela Positivo. Ao ser questionado sobre essa relação, o senador preferiu alegar que não tinha mais vínculos com a Positivo, mesmo a empresa estando sob domínio de sua família. “Eu não tenho relação com o Grupo Positivo desde 2012, muito antes de eu querer me tornar senador”, comentou no último dia 21 em sua conta no Twitter.

Em seu site pessoal, Oriovisto ainda descreve a Lava Jato como “a melhor coisa que poderia ter acontecido para o Brasil”.

… cabo eleitoral de Moro

O senador é apontado como um dos maiores entusiastas e um dos principais articuladores da pré-campanha de Moro para as eleições de 2022. Sua importância nos bastidores do partido de Álvaro Dias rendeu a Oriovisto a alcunha, dada pelo portal Terra, de “o senador por trás da estratégia do Podemos”.

É claro que isso tudo não representa, segundo a imprensa golpista, a direita que comandou o golpe e a esquerda burguesa, não representa nenhum perigo.

E se fosse um “conhecido” de Lula o responsável pelo fornecimento das urnas que a direita prega serem “indevassáveis”, haveria algum tipo de aceitação por parte dos golpistas?

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