Acesso à universidade restrito

Não ao jubilamento! Formar comitês de defesa da juventude estudantil

Os estudantes foram e ainda são um dos segmentos mais afetados pela interrupção das atividades
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A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo(USP) divulgou que cerca de 600 alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da instituição serão jubilados no final deste semestre. Trata-se de uma das maiores arbitrariedades e ataques perpetrados contra o alunato e a comunidade acadêmica da principal instituição de ensino superior do País e uma das mais importantes do mundo. A decisão da direção da USP pelo jubilamento é, portanto, uma conduta política, vale dizer, de ataque e perseguição do governador João Doria (PSDB), que nesse momento se apresenta como presidenciável às eleições gerais de 2022 já na qualidade de candidato oficial dos tucanos à sucessão do seu ex-aliado, o direitista fascistóide Jair Bolsonaro.

A punição, divulgada como irreversível, se fundamenta no regimento geral da USP, no qual consta o cancelamento da matrícula (jubilamento) daqueles que não conseguirem completar nenhum crédito por 2 semestres seguidos, salvo em caso de trancamento. Trata-se de uma formalidade protocolar que não pode ser levada ao “pé da letra”, pois há muitas situações que se interpõem entre o que figura na legislação e a realidade cotidiana. 

É por demais sabido que o País atravessou (e ainda atravessa) um período de grande turbulência no que diz respeito ao cotidiano da vida social, profissional , estudantil e outros, motivado sobretudo pela pandemia mundial da Covid-19. Neste período, a rotina de milhões de pessoas sofreu bruscas alterações que afetaram de forma substancial a vida de todos. Os estudantes foram e ainda são um dos segmentos mais afetados pela interrupção das atividades escolares. Um contingente enorme de estudantes paralisou totalmente os estudos por não disporem “dos meios eletrônicos necessários nem ao espaço físico adequado e muito menos saúde mental para elaborar a apresentação de seus trabalhos de conclusão de disciplinas ou cursos, na totalidade, ou na qualidade necessária para conquista de créditos”, afirmou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da FFLCH em carta aberta.

O fato é que a  burguesia golpista, reacionária e direitista vem se valendo da paralisia do movimento estudantil e da esquerda como um todo durante a pandemia para avançar com seus ataques contra o povo brasileiro. A política de jubilamentos é, neste sentido, mais uma medida contrária aos interesses de toda a juventude brasileira que tem como único propósito limitar, ainda mais, o acesso às universidades e instituições públicas de ensino. Não é mais segredo para ninguém que tanto o governo federal, através da política que vem sendo implementada pelo Ministério da Educação, quanto por muitos dos governos estaduais neoliberais direitistas (como o governo do fascistóide Doria) atuam para liquidar com o ensino público, em prol dos capitalistas do setor, representantes golpistas do ensino privado.

Para dar um basta a toda essa situação de barbárie social e terra arrasada contra a educação pública brasileira, é de fundamental importância que a juventude de todo o País se mobilize contra todas as medidas arbitrárias e abusivas contra os estudantes, a começar por posicionar-se contra os jubilamentos que ocorreram, e que ainda irão ocorrer durante a pandemia. A única alternativa aos ataques da burguesia é a organização em torno de pautas como o Fora Bolsonaro e Lula Presidente. Desta maneira, a formação de Comitês de Luta estudantil está mais do que na ordem do dia, devendo ser implementada nas escolas e universidades e defendida nas ruas como uma bandeira de luta de toda a juventude.

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