Nenhum ganho às mulheres

Luiza Trajano, a brasileira homenageada pelo Financial Times

A inclusão da empresária brasileira é a expressão do pensamento que orienta a política do imperialismo para muitos dos países oprimidos onde há uma enorme rejeição popular aos planos econômicos mais ortodoxos do grande capital
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Um dos principais órgãos de imprensa do imperialismo mundial, o Financial Times, que vocaliza os interesses do grande capital financeiro, divulgou, recentemente – como faz todo ano – sua lista das 25 mulheres mais influentes do mundo. Entre elas, aparece o nome da única brasileira que figura na lista, a empresária multimilionária Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. A maioria das outras selecionadas guarda alguma relação com o mundo dos negócios, o que é compreensível na medida em que a escolha é de uma revista ligada ao mercado financeiro internacional, vale dizer, o imperialismo.

Ainda neste ano, no primeiro semestre, logo depois que os processos condenatórios (fraudulentos) contra Lula foram anulados por decisão do Supremo Tribunal Federal e o nome do ex-presidente voltou a ser cogitado para concorrer à presidência da República, a senhora Trajano passou a figurar como um dos prováveis nomes a compor uma chapa, na qualidade de vice. O nome da bilionária que comanda a rede de lojas espalhadas pelo País foi (à época) e ainda é vista com simpatia por setores do próprio PT e também da esquerda como um nome que bem representaria a aliança entre capital e trabalho. O perfil da senhora Trajano – de acordo com esses setores – se enquadraria no que de mais moderno haveria no empresariado nacional “progressista”, ou seja, preocupação com o social, posicionamento em defesa da igualdade de gênero, raça, diversidade sexual e outras posturas bem ao estilo das pautas que hoje tanto seduzem os identitários da esquerda nacional pequeno-burguesa. 

No entanto, embora o nome da presidente do grupo Magazine Luiza não tenha ido além das especulações para figurar como vice na chapa do ex-presidente, o fato de uma publicação da envergadura e importância do Financial Times – como bem já foi dito um órgão de imprensa vinculado aos interesses do grande capital internacional – dar destaque à empresária brasileira, incluindo-a em sua lista de mulheres mais influentes do mundo em 2021, é a expressão do pensamento que orienta a política do imperialismo para muitos dos países oprimidos onde há uma enorme rejeição popular aos planos econômicos mais ortodoxos do grande capital, em sua maioria conduzidos pela direita liberal e pela extrema direita, como é o caso do Brasil de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.

O nome da magnata Luiza Trajano, portanto, está vinculado às pautas hoje vistas por uma grande parcela de representantes do grande capital como necessárias para que os planos do imperialismo (privatizações, terceirização, rebaixamento salarial, supressão de direitos sociais e trabalhistas, desindustrialização, etc) possam ser mais facilmente assimilados pelos setores ditos ‘democráticos e progressistas” dos países atrasados, semi-coloniais, incluindo aí, obviamente, a esquerda identitária, seduzida pela retórica social-inclusiva do imperialismo.

Assim, a inclusão do nome da empresária brasileira (detentora de uma fortuna pessoal estimada em US $1,5 bilhão) na lista de personalidades femininas mais influentes do ano tem muito pouco a ver com seu sucesso enquanto empreendedora. O que o grande capital busca, para agora ou para algum outro momento, é a legitimação de um nome que seja capaz de se apresentar como aceitável principalmente para os setores de classe média “democráticos”, simpáticos ou mesmo diretamente defensores das causas sociais, dos negros, das mulheres, dos homossexuais, dos indígenas, etc. O nome de Luiza Trajano está moldado para cumprir esse propósito.

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