Greve no PR: para derrotar a direita é preciso mobilizar nas ruas

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Na quarta-feira (15) a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou em 2ª e 3ª votação Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 12/21, que propõe a alteração das carreiras dos professores e professoras e deixa estagnados os salários de aposentados e funcionários.  Entre outros retrocessos, o PLC aprovado após emendas dos parlamentares prevê a alteração entre os níveis e classes dos atuais 5% para 1%, o que derruba a diferença entre o piso e o teto dos atuais 25% para 5%, o que significa, na prática, a transformação do piso salarial da categoria em um novo teto, o que consequentemente, desmonta toda a carreira existente, que foi conquistada pela categoria.

Além disso, o PLC aprovado promove  o congelamento do auxílio-transporte; e parcela da categoria ficará sem melhorias nos vencimentos, como é o caso dos aposentados e dos funcionários das escolas.

O único recuo da base governista foi quanto à  redução considerada brutal no adicional noturno dos educadores, hoje considerado a partir das 18 horas e que iria para 22 horas, sendo que ficou definido o novo horário a partir das 19 horas.

Na tarde do dia 14 foi realizada a votação em 1º turno com a aprovação por 40 votos favoráveis e 11 contrários. No dia seguinte, em segunda discussão, a matéria recebeu 41 votos a favor e 11 contrários. Já em terceiro turno foram 38 votos favoráveis e 10 contrários.  

Segundo a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato),  Walkiria Mazeto, “Não é o resultado que nós desejávamos, mas também não é o que o governo desejava. Ele pretendia acabar com os índices e decretar uma nova tabela a cada reajuste, sem respeitar a evolução da carreira”, acrescentando que: “É um retrocesso que, no próximo período, exigirá intensa mobilização para ser revertido”, considera.

Em greve desde o dia 13 professores, professoras, funcionários e funcionárias de escolas da rede pública estadual do Paraná mantiveram uma vigília em frente ao Palácio Iguaçu, sede do poder executivo estadual e também da Assembleia Legislativa contra mais um ataque do governador Ratinho Júnior (PSD) 

As mentiras do governador continuam em torno desse projeto cheio de ‘jabutis’”, alerta o secretário de comunicação da CUT Paraná e presidente do Núcleo Sindical Metronorte da APP-Sindicato, Vandré Silva.

Além disso”, prossegue o dirigente, “Ratinho Jr. utiliza o dinheiro público para a grande imprensa veicular suas mentiras. Deputados perderam a vergonha e mentem descaradamente”.

A educação continua resistindo aos ataques desse governo. A história será implacável com a mentira e a verdade prevalecerá”, conclui o dirigente.  

O retrocesso para os trabalhadores só não foi maior  por conta da greve e da grande adesão da categoria, o que demonstra que, caso houvesse sido preparada com antecedência, o governo bolsonarista de Ratinho Júnior poderia ser derrotado, afinal esta é a sexta paralisação da APP-Sindicato contra os ataques de Ratinho Júnior contra o serviço público, uma média de duas por ano de gestão, o que coloca para desde já a construção para a retomada da greve dos trabalhadores da educação para o próximo ano.

Central de Vendas

Entre em contato pelo WhatsApp  11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Precisa de ajuda?

Em caso de dúvidas, ou se quiser recuperar seu “Usuário”, envie mensagem para 11 99867-9315 ou pelo E-mail jcoadm29@gmail.com

Faça já sua assinatura digital de Causa Operária:
  • Assinatura Mensal Digital Completa (por quatro semanas) por R$ 11,99 um único mês, você pode optar pela renovação automática, descontando R$ 11,99 todo mês da sua conta.
  • Assinatura Semestral Digital Completa (por vinte e quatro semanas) por R$ 64,99 pagamento único.
  • Assinatura Anual Digital Completa (por quarenta e oito semanas) por R$ 99,99 pagamento único.

Menu Principal

Ajuda, Dúvidas e Televendas